Pela banalização do amor burro

Nascer do sol

Eu sei que pode parecer estranho iniciar uma nova etapa falando mais do mesmo, mas eu devo a mim mesma reatar os laços com essa máxima que nos trouxe até aqui. Afinal, o SER HUMANO é um bicho burro meRmo, porque ama sem pré-requisitos, porque ama sem medida, porque é capaz de amar mais o outro que a si próprio.

Por algum tempo, andei iludida com a ideia equivocada de que podemos evoluir emocionalmente a ponto de não cometer burradas sentimentais. Doce engano, amigos. O máximo que conseguimos alcançar nesse sentido é erguer barreiras que fazem com que nosso coração seja prisioneiro da nossa mente. E, me desculpe, mas não quero um amor contido, planejado, calculado, selado, registrado, carimbado, avaliado, rotulado. Eu quero mais é voar!

Agir com a razão é bom, ruim é deixar de sentir. Agir com razão é ótimo, sentir com razão é impossível. E isso não significa querer paixões inconsequentes e infantiloides. Não significa correr atrás de quem não te quer, pagar micos dignos de pena ou se submeter a maus tratos – isso é burrice intelectual mesmo. Mas, sim, significa amar com toda sinceridade, toda pureza e todo senso de incondicionalidade que o sentimento espontâneo e REAL necessita e merece.

Amor de mãe, por exemplo: quer amor mais burro que esse, que desafia qualquer lógica? Aliás, acho que vou mudar minha expressão a partir de hoje: amor burro é amor incondicional. É amor sem explicação, e, mesmo assim, com toda coerência do mundo.

É o amor que vem mesmo que a gente não queira. É o amor que vem por acaso, numa ironia do destino, na fração de segundos de um olhar ou num lento despertar.

Por isso, eu digo: inteligência emocional é, no máximo, ter consciência de como o sentimento verdadeiramente arrebatador nos idiotiza, nos entorpece e nos embriaga. E, quer saber? Eu quero mais é me embebedar de amor! Eu queria mais é que existisse um amor burro novinho a cada esquina, ainda que pela mesma pessoa. Porque, no final das contas, a felicidade deveria ser algo banal.

Deixe coração e janela abertos. Você nunca sabe quando o amor vai chegar ou quando o sol vai brilhar.

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Lina Vieira

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Um pensamento sobre “Pela banalização do amor burro

  1. “Amor de mãe, por exemplo: quer amor mais burro que esse, que desafia qualquer lógica? Aliás, acho que vou mudar minha expressão a partir de hoje: amor burro é amor incondicional. É amor sem explicação, e, mesmo assim, com toda coerência do mundo.”

    ARRASOU.

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