Senta que lá vem a DR…

Primeiramente, HOMENS CABRA MACHO DO MEU BRASIL VARONIL… antes de proferir qualquer outro absurdo, preciso proferir este: eu vos amo! De verdade! O absurdo da declaração é o absurdo do próprio amor, de sua própria natureza. Porque de um modo geral não é (ou não deveria ser) natural amar aquilo que mais nos enlouquece.

Preciso que vocês estejam convencidos do meu amor por vocês para que possamos ter uma conversa aberta, sem paus (hein?) e pedras e travas da chuteira a mostra. Xô pensar num jeito de vos convencer… Alguma analogia do universo masculino que seja mais universal do que as metáforas futebolísticas (tem um cara lá na quinta fileira que não entendeu as “travas da chuteira” até agora)… Algo que me permita atingir o maior público masculino possível para convencê-los da pureza do meu coração.

Ah! Já sei! Tenham em mente que eu disse que AMO VOCÊS e que NÃO ESTOU TENTANDO COMER NINGUÉM!!! Hã?? HÃ???? Que tal??? Serião, o meu amor, viu?

CALMA. TÔ BRINCANDO.

Mas é verdade. Eu os amo, no geral. E amo especificamente aquele com o qual sou casada, claro. Amo-o com todas as suas nuances de masculinidade – amo até aquelas que odeio (só não sei se as odeio mais do que amo). Nosso casamento me deu dois outros representantes da espécie que eu simplesmente amo até morrer (e eles tornam minha vida tão… digamos… interessante… que uma vez por semana eu penso que, de fato, vou morrer… infartada)!

Antes desses três eu já amava, amo e sempre amarei o meu pai. Ainda tenho dois irmãos com os quais cresci e que eu me lembro bem de não amar, apesar de todos os discursos da minha mãe. Mas aprendi a amá-los, sobretudo agora que não moramos sob o mesmo teto, não dividimos a tv da sala, o último pacote de biscoito, o único aparelho de vídeo-cassete.

Não bastasse tudo isso (e talvez seja por tudo isso…), sempre me senti à vontade em grupos masculinos; sempre tive mais amigos do que amigas – o que já me fez questionar a lealdade feminina, mas esse é outro assunto. Com os amigos homens aprendi a amar o senso de humor masculino – aquele nada rebuscado e pouco sutil (por isso mesmo tão divertido), sempre de prontidão pra zoar um bom amigo. Aprendi também o valor de uma boa sequência de ação Hollywoodiana.

Mas o que eu mais amo em qualquer homem que já amei é a infinita capacidade de simplificar. Até Física Quântica eles resumem e simplificam. Guerras, religião, bolsa de valores, audiência da tv aberta, nada é mistério para os homens.

Amo e odeio esse seu poder quase de X-men de ter tudo friamente calculado. Amo mais quando está a serviço de uma escolha. (E como os homens escolhem fácil, meu Deus! Podem até não escolher sempre bem, mas certamente não perdem neurônios no processo.)

Ah, os homens… Quando vem ao nosso resgate pra matar a barata MONSTRA, pisando firme como o próprio Gladiador… Quando gargalham até doer a barriga com uma piada ruim… Quando pedem desculpas de um jeito tão tosco e atrapalhado que quase passa despercebida… Quando elogiam com um sorriso bobo de quem nunca viu o mar… Quase morro de amor!  Não há no universo nada que se compare.

E então? Convenci? Meu amor está a salvo de questionamentos?

Ótimo. Agora, senta aqui do meu ladinho e me responde… qual de vocês foi o CANALHA que inventou que mulher gosta de discutir relação???

scarlett e rhett

Foram vocês mesmos, HOMENS, no coletivo, não foi? Suspeitei desde o princípio. Parabéns a todos os envolvidos.

Mulheres NÃO GOSTAM de discutir relação – se você é homem, faça a fineza de reler a frase anterior até as palavras perderem completamente o sentido, tipo, quando você se sentir um drogadorindo pra parede. Vai lá… eu espero.

Foi? Mentira! Foi nada! Homem nenhum atende quando é tratado como adolescente! Mas veja, meu bem… O próprio fato de não querer dar justa razão à pessoa que o trata como adolescente prova que seu comportamento É ADOLESCENTE! São todos! Sempre serão! E isso eu odeio mais do que amo. Certeza.

Então, a gente não gosta de DR. A gente PRECISA de DR pra não desistir da relação. DR é o momento em que o árbitro chama o autor da falta pra conversar e tentar evitar o cartão vermelho. É quando você, no auge da excitação sexual, para tudo pra botar camisinha, entende? Você está lá, fazendo a sua jogada, sem querer pensar em possíveis consequências, mas TÊMQUÊ pensar!

Quanto mais vocês fogem, mais a gente sofre. Quanto mais se agarram a argumentos fabricados em cinco segundos, imbecis de tão infundados, tudo para adiar a DR (e prolongar a partida de video-game), mais vocês ofendem nossa inteligência e magoam nossos sentimentos.

Você acha que a DR vai acabar com a paz do seu relacionamento, mas a sua parceira já se sente às portas de um manicômio.

Tem como enlouquecer a moça apenas na cama, meu bem?

rapidinha-header4

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Ana Márcia Cordeiro

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2 pensamentos sobre “Senta que lá vem a DR…

  1. Sou sua fã! (Eu já disse isso antes, mas vale repetir.)

  2. Gisele, tenho que concordar! ANA MÁRCIA, somos suas fãs!

    Obrigada por.conseguir expressar o que nós tentamos todos os dias!

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