Dezembro, yeah yeah yeah!

Que Jesus não nasceu em dezembro, isso já aprendi. Que Jesus não é o primeiro item lembrado da listinha como símbolo maior do Natal, isso também já deu para reparar. Mas, independente do que tudo isso possa significar para cada um, mesmo para os mais incrédulos e inconformados com a pieguice do coração alheio, dezembro é um mês lindo, não só porque foi o mês que escolhemos para jurar ao Papai Noel que fomos bons meninos o ano inteiro e ganhar muitos presentes. Dezembro é, graças a Deus, a prova de que o ano a-ca-bou.

Não, não. Para mim não foi um ano ruim, não! Não tenho como reclamar de um ano que fechei com um show do Paul McCartney na lista. Desculpaê! Passa a régua!

No entanto, o fato do ano ter sido tão “yeah, yeah, yeah”, não quer dizer que eu passaria por ele todo de novo ou que desejaria outro igual. Jamais! Estou aliviada. Deus me livre daquilo que não consegui resolver, daquilo que não entendi, da filha da p*ta que me perseguiu no trabalho. Que me livre dos dias que me senti incompetente, angustiada, sem esperanças. Que me livre de todos os babacas que apareceram na minha vida. Deus me livre da ignorância e me livre de compactuar com ela. Talvez seja essa a parte mais difícil, porque a gente também erra pra c*ralho.

Dezembro é, portanto, o mês que, oficialmente, fecho um ciclo no meio da bagunça. O ano seguinte não transforma o ano anterior em passado. Meu cabelo não cresce de imediato. Os babacas vão continuar na minha vida. Minhas prestações permanecem religiosas. Mas, eu preciso renovar minhas esperanças. Algo como trocar a música repetida por outra da mesma banda. Quero dar um jeito de rever os amigos que não consigo ver o ano inteiro. É o mês das férias, matar algumas saudades, reunir com a família, comer até se acabar, rir, abraçar e se endividar, claro, com os presentes das crianças. É o mês de resolver pendências pessoais, porque a vida é muito curta and all you need is love. É o mês que, em outras palavras, ora… as pessoas evitam fuder o próximo, assim, sem amor. Acho super positivo. E diferente.

Particularmente, em relação ao Natal, educo a minha filha de forma cristã. O nascimento de Jesus é a mágica que impulsiona a força do bem. É a alegria revigorante do mês de dezembro. O resto é detalhe. Adoro decoração, mesmo que não tenha nada a ver com a gente. Neve artificial no meio do asfalto escaldante é o suprassumo da falta de raízes, mas talvez o Dalí ficasse inspirado em pintar essa tela, não? Papai Noel é um fofo, sendo que aqui em casa ele é só mais um personagem infantil no meio de tantos outros. Marina acredita em Papai Noel, tanto quanto acredita nos Pinguins de Madagascar. Questão de opinião. E criação.

Seja bem-vindo, dezembro. Assim, de repente, que nem você chega todo ano. Que os ciclos se fechem, abrindo tantos outros. Que a solidariedade e compaixão sejam predominantes, mesmo que pareça tarde ou apenas conveniente. Que esse fim seja oportunidade de recomeços cheio de esperança, boa fé e, principalmente, muita FORÇA, porque no final, é dela que a gente precisa. 2014 tem sido bom para uns e ruins para outros, naturalmente…mas, fácil? Ah… fácil ele não está para ninguém.

And in the end,
The love you take
Is equal to
The love you make.
Paul McCartney

linhaDanielle Means .

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