O começo do fim

Relações amorosas terminam por diversos motivos e o fim tem várias formas. Muitos casais começam a discordar de tudo, falar mal um ao outro, discutir, chorar e resolvem que não dá mais para conviver sob o mesmo teto. Mas nem todos terminam debaixo de discussões calorosas, o que significa a fúria não é indicativo de que uma separação está por vir.

Uma vez ouvi de um advogado que atuava na área de família que sabia quando o casal desistiria da separação pelo modo pelo qual se comportavam. Na maior parte das vezes aqueles que ainda discutiam, se revoltavam e ainda encontravam forças para brigar voltavam. Ainda mais se ainda sentissem desejo um pelo outro.

Pessoas que não viam a hora de chegar a um acordo e nunca mais olhar para a cara de quem já amou um dia, que não se importavam com o que o outro dizia e simplesmente não queriam nada mais do que pôr um fim em toda a relação geralmente não voltavam. O que essa observação tem a nos dizer? Que é a indiferença e o desinteresse que matam o amor.

Muitas vezes as pessoas já estão em uma relação que já acabou, só não se deram conta disso. Ou se deram conta, mas pelos filhos, situação financeira, hábito, costume ou sei lá mais o que, mantêm o relacionamento. Não brigam, não sentem ciúmes, não fazem planos em comum, cada um tem os seus programas, pouco se falam, mas vivem sob o mesmo teto.

Mas como identificar que uma relação está chegando ao fim? Eu não sou especialista em relações familiares e, quando se trata de interações humanas, não confio em fórmulas, bulas e receitas prontas. Manter uma relação não depende de uma única pessoa, não é mesmo? Apesar de todo o olhar atento, carinho, amor e dedicação, o outro pode chegar de repente e dizer que não vê mais sentido em tudo que construíram e decidir ir embora.

Ainda assim acredito que quando pessoas maduras e seguras dos seus sentimentos decidem ficar juntas não é de repente que resolvem ir embora. E se o fazem é porque se depararam com o desinteresse. Há coisa mais triste do que conviver com alguém que não liga para suas necessidades emocionais, não presta atenção em você e é indiferente a tudo que você faz?

Então preste atenção ao seu relacionamento. Se nada do que seu parceiro faz ou fala te interessa, se os fins de semana não são mais sinônimo de diversão a dois, se há infidelidade emocional, se as necessidades do outro são desprezadas, se você critica tudo o que outro faz ou nem discute mais pelo fato de achar que nada do que fale vai adiantar, mal sinal.

No entanto, quando há amor e os dois se preocupam em salvar a relação, é possível chegar a uma solução e encontrar a felicidade conjugal novamente.

linhaassinatura_GISELI

 

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5 pensamentos sobre “O começo do fim

  1. […] publicada no Amor Crônico em 22 de janeiro de […]

  2. mariel disse:

    Fiquei curioso. O que, pra você, seria “infidelidade emocional”?

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