Arquivo do autor:Giseli Rodrigues

Demonstre afeto

A maioria das pessoas cresce com a ideia de que no amor é necessário fazer jogos de sedução. Fingem que não esperam ligações, se o crush liga não atende ou atende e diz que tem compromisso, e várias outras simulações que conhecemos bem. Ou já fizemos igual ou já vimos fazer ou já fizeram com a gente.

Jogos de sedução consistem em demonstrar que nada está garantido. E, para isso, o artifício é não mostrar com clareza o que sente. Eu vejo problema nesse jeito de se relacionar, mas não estou aqui para julgar e criticar quem prefere se relacionar dessa maneira. A questão é: com frequência vejo casais que estão juntos há muito tempo agindo dessa maneira.

Uma relação duradoura se mantém viva a medida em que as pessoas demonstram os seus sentimentos. São mais felizes os casais que mostram, de maneira verbal ou não verbal, o amor, a gratidão, a admiração que sentem um pelo outro. Vocês escolheram ficar juntos, já disseram incontáveis vezes “eu te amo”, mas, ainda assim é importante dizer mais uma vez.

E, mais importante ainda do que dizer eu te amo, é ser coerente com as declarações de amor. É dar apoio, demonstrar afeto, ajudar, elogiar, incentivar, agradecer. Diga obrigado(a) pelas pequenas coisas que o outro faz por você, isso significa que você reconhece que ele(a) não é obrigado(a) a fazer nada por você e faz por amor. Por carinho. Por gentileza. Por cuidado.

Cuide do seu relacionamento, peça por favor, diga obrigada, fale bom dia, boa tarde, boa noite. Com beijos, preferencialmente. E não fique esperando que leia seus pensamentos. Entendo quem, depois de um aborrecimento, não quer expor o que está sentindo e discutir o assunto, mas se não encontrar um momento para falar não fique esperando que amarrar a cara fará com que o outro entenda exatamente o que está sentindo.

Você já demonstrou seu amor hoje? Mande uma mensagem, compre um cartão, faça um elogio, abrace, diga eu te amo. Quem não gosta de se sentir valorizado, amparado e amado?

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Cuide da saúde: tenha relacionamentos saudáveis

Relações sociais são importantes para o bem-estar das pessoas. E não sou eu que estou dizendo. De acordo com um estudo da Universidade da Carolina do Norte, quanto mais e melhores laços construímos ao longo da vida, melhor é a nossa saúde. Inclusive física.

Esta pesquisa vincula de forma direta as relações sociais com condições físicas como obesidade abdominal, inflamações diversas e pressão sanguínea elevada, fatores que podem levar a problemas de saúde a longo prazo, como doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e até mesmo câncer.

Muitas pessoas se preocupam em ter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas, o que é fundamental para a saúde e recomendo para todas as pessoas que conheço, mas poucas se preocupam com a qualidade dos relacionamentos que constroem.

Como são os seus relacionamentos? Eles trazem alegria? Que tempo dedica aos filhos? Que tipos de amigos você coleciona? Como é a relação com o cônjuge? Como são as interações familiares? Seus amigos ficam felizes com suas conquistas? Seus familiares são afetuosos? Você confia em seu parceiro? Você tem quem te apoie em momentos de tensão?

O ser humano é um ser social. Não é necessário ser Psicólogo, nem fazer pesquisa, para verificar que precisamos fazer parte de grupos, conversar, dar opiniões, participar de eventos sociais. Por que as redes sociais fazem tanto sucesso? Não vou entrar na discussão sobre a diferença das interações online e off-line, mas elas mostram que seres humanos gostam de se conectar uns aos outros.

Na adolescência a quantidade de amigos é mais importante que a qualidade, mas com o tempo, principalmente na meia idade, o que importa não é o número, mas a qualidade. Então, comece hoje a cultivar os amigos com os quais vale a pena envelhecer e se livrar daqueles que lhe fazem mal. É mais difícil se livrar de familiares tóxicos, mas em prol da sua saúde física e mental, procure alternativas para lidar com eles.

Tenha uma alimentação saudável, pratique atividade física regularmente, beba água, use filtro solar. E colecione relacionamentos saudáveis. Tenha a seu redor pessoas que torcem por você, que te dão apoio em momentos de crise, que te acompanham, que te ouvem, que querem lhe ver bem. Sua saúde agradece.

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Ninguém é perfeito

Com o passar do tempo descobrimos que a pessoa por quem nos apaixonamos não é perfeita e cultiva hábitos irritantes. Morando sob o mesmo teto eles ficam ainda mais evidentes e caímos na tentação de apontar os erros do outro constantemente. O pote mal fechado, objetos largados pela casa, louça deixada na pia, demora para se arrumar, nunca saber onde estão as coisas.

O seu amor tem hábitos que te incomodam? Você já falou quais são? E quais dos seus hábitos incomodam o outro? Já viveu a experiência de ter os defeitos apontados? Apontar os erros e defeitos do outro é fácil, todos nós sabemos desde pequenos. E, em uma relação amorosa, temos direito de expor nosso sentimento e falar com clareza sobre os hábitos que nos incomodam.

O problema é viver em uma relação onde só há críticas. É se transformar em pais que cobram por tudo “arruma a cama”, “não lavou a louça’, “como você demora para se arrumar” e, ao final do dia, depois de apontar tantos defeitos não ter percebido uma coisa boa feita pelo outro. Realmente não há nada que o outro faz bem? Só existe coisas irritantes nessa relação? Ao fim do dia não existe nada que possa elogiar, só criticar?

Ninguém é perfeito. Nenhum de nós. Consideramos defeitos coisas que o outro não considera e vice-versa, pois fomos educados de maneira diferentes, vivemos experiências diferentes, somos pessoas diferentes. Pessoas comprometidas com a relação tentam chegar em acordo, lidar com os hábitos diferentes e, muitas vezes, relevam pequenas atitudes irritantes e se apegam aos gestos positivos.

Preste atenção nas vezes que recebe apoio, no abraço carinhoso nos momentos difíceis, nas gargalhadas compartilhadas, no estímulo que recebe para começar um novo projeto, no lanche que o outro deixou pronto, no modo como ficou feliz com uma conquista sua. Olhe o lado bom. Se não tem lado bom, já é outra história.

Muitas pessoas lidam com as atitudes positivas do outro como se não passassem de obrigação, como se elas precisassem satisfazer seus desejos e atender seus caprichos. Mas relação amorosa não é isso. Você não namora, vive sob o mesmo teto e casa para ter alguém que só diga sim e faça tudo que você quer.

Elogie, agradeça, aponte o lado bom das coisas ao invés de reclamar de tudo que te incomoda. Escolha ser feliz.

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“Eu estudo para ser mãe”

Esta semana, durante o almoço, eu me sentei em uma mesa com três mulheres desconhecidas que conversavam sobre os filhos e os desafios da maternidade. Mesmo se eu quisesse não teria como não ouvir a conversa e fiquei acompanhando.

Pelo que conversavam eram mães de crianças ainda pequenas e trocavam informações sobre comportamento infantil. Uma delas tinha ido em uma palestra e apontava atitudes comuns a mães de primeira viagem que atrapalhavam o desenvolvimento dos filhos. Ainda citou e indicou alguns livros.

Em um dado momento da conversa, depois de ser questionada sobre a eficácia da Comunicação Não-Violenta com as crianças, essa mulher respondeu “eu estudo para ser mãe!”. Eu nem sei descrever o que senti naquele momento! Lembrei dos tantos livros que comprei quando o meu filho era criança e o quanto julgamos que a maternidade é um dom que todas as mulheres têm.

Pesquisamos e estudamos sobre tantas coisas, mas somos levadas a acreditar que, com uma criança nos braços, saberemos o que fazer. Instintivamente. Automaticamente. Milagrosamente. Que saberemos interpretar todas os comportamentos dos filhos e suprir todas as necessidades.

É claro que, mesmo lendo os melhores livros sobre Educação Infantil, indo em palestras, assistindo vídeos e filmes, algumas soluções são terão sido descritas. Ou não saberemos identificar no momento exato em que acontecem. Mas estudar ajuda sim. Ou, na pior das hipóteses, nos torna mais humildes diante da maternidade.

Filhos não são extensão dos pais, não devem suprir nossas expectativas, não nasceram para fazer nossas vontades e simplesmente obedecer a nossos caprichos. Por outro lado, não somos escravos dos filhos. É difícil lidar com os caprichos da infância com equilíbrio, ensinando autonomia e independência.

Ninguém nasce mãe. A cada dia que passa aprendemos um pouco mais. E julgar que não sabemos tudo, que podemos falhar, que temos como aprender, que existem pesquisas que podem auxiliar só demonstra que temos, além da enorme vontade de ser uma mãe melhor para nossos filhos, todo amor do mundo em nosso coração.

Ler sobre maternidade, desenvolvimento e educação infantil, ainda que na prática a teoria seja outra, nos ensina a amar sem soberba e autoritarismo. E, principalmente, a identificar quando os filhos precisam de ajuda profissional.

Crônica publicada no blog de Giseli Rodrigues em 16 de junho de 2019.

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