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Demonstre afeto

A maioria das pessoas cresce com a ideia de que no amor é necessário fazer jogos de sedução. Fingem que não esperam ligações, se o crush liga não atende ou atende e diz que tem compromisso, e várias outras simulações que conhecemos bem. Ou já fizemos igual ou já vimos fazer ou já fizeram com a gente.

Jogos de sedução consistem em demonstrar que nada está garantido. E, para isso, o artifício é não mostrar com clareza o que sente. Eu vejo problema nesse jeito de se relacionar, mas não estou aqui para julgar e criticar quem prefere se relacionar dessa maneira. A questão é: com frequência vejo casais que estão juntos há muito tempo agindo dessa maneira.

Uma relação duradoura se mantém viva a medida em que as pessoas demonstram os seus sentimentos. São mais felizes os casais que mostram, de maneira verbal ou não verbal, o amor, a gratidão, a admiração que sentem um pelo outro. Vocês escolheram ficar juntos, já disseram incontáveis vezes “eu te amo”, mas, ainda assim é importante dizer mais uma vez.

E, mais importante ainda do que dizer eu te amo, é ser coerente com as declarações de amor. É dar apoio, demonstrar afeto, ajudar, elogiar, incentivar, agradecer. Diga obrigado(a) pelas pequenas coisas que o outro faz por você, isso significa que você reconhece que ele(a) não é obrigado(a) a fazer nada por você e faz por amor. Por carinho. Por gentileza. Por cuidado.

Cuide do seu relacionamento, peça por favor, diga obrigada, fale bom dia, boa tarde, boa noite. Com beijos, preferencialmente. E não fique esperando que leia seus pensamentos. Entendo quem, depois de um aborrecimento, não quer expor o que está sentindo e discutir o assunto, mas se não encontrar um momento para falar não fique esperando que amarrar a cara fará com que o outro entenda exatamente o que está sentindo.

Você já demonstrou seu amor hoje? Mande uma mensagem, compre um cartão, faça um elogio, abrace, diga eu te amo. Quem não gosta de se sentir valorizado, amparado e amado?

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Ninguém é perfeito

Com o passar do tempo descobrimos que a pessoa por quem nos apaixonamos não é perfeita e cultiva hábitos irritantes. Morando sob o mesmo teto eles ficam ainda mais evidentes e caímos na tentação de apontar os erros do outro constantemente. O pote mal fechado, objetos largados pela casa, louça deixada na pia, demora para se arrumar, nunca saber onde estão as coisas.

O seu amor tem hábitos que te incomodam? Você já falou quais são? E quais dos seus hábitos incomodam o outro? Já viveu a experiência de ter os defeitos apontados? Apontar os erros e defeitos do outro é fácil, todos nós sabemos desde pequenos. E, em uma relação amorosa, temos direito de expor nosso sentimento e falar com clareza sobre os hábitos que nos incomodam.

O problema é viver em uma relação onde só há críticas. É se transformar em pais que cobram por tudo “arruma a cama”, “não lavou a louça’, “como você demora para se arrumar” e, ao final do dia, depois de apontar tantos defeitos não ter percebido uma coisa boa feita pelo outro. Realmente não há nada que o outro faz bem? Só existe coisas irritantes nessa relação? Ao fim do dia não existe nada que possa elogiar, só criticar?

Ninguém é perfeito. Nenhum de nós. Consideramos defeitos coisas que o outro não considera e vice-versa, pois fomos educados de maneira diferentes, vivemos experiências diferentes, somos pessoas diferentes. Pessoas comprometidas com a relação tentam chegar em acordo, lidar com os hábitos diferentes e, muitas vezes, relevam pequenas atitudes irritantes e se apegam aos gestos positivos.

Preste atenção nas vezes que recebe apoio, no abraço carinhoso nos momentos difíceis, nas gargalhadas compartilhadas, no estímulo que recebe para começar um novo projeto, no lanche que o outro deixou pronto, no modo como ficou feliz com uma conquista sua. Olhe o lado bom. Se não tem lado bom, já é outra história.

Muitas pessoas lidam com as atitudes positivas do outro como se não passassem de obrigação, como se elas precisassem satisfazer seus desejos e atender seus caprichos. Mas relação amorosa não é isso. Você não namora, vive sob o mesmo teto e casa para ter alguém que só diga sim e faça tudo que você quer.

Elogie, agradeça, aponte o lado bom das coisas ao invés de reclamar de tudo que te incomoda. Escolha ser feliz.

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Amar vale a pena

Os relacionamentos transformam as nossas vidas e todos eles nos influenciam de alguma maneira. Por meio da convivência com os pais, os filhos, os irmãos, os amigos, tocamos e somos tocados. Sofremos, nos preocupamos, torcemos, ficamos alegres, ajudamos, ensinamos e aprendemos. E mudamos.

Se olharmos para a pessoa que fomos conseguimos identificar diferenças em relação a pessoa que somos agora. Mudamos hábitos, repensamos atitudes, concordamos com coisas que julgávamos erradas e vice-versa. Ou deveríamos, já que com o passar do tempo e o avançar da idade, vem a sabedoria e maturidade.

Todas as situações que vivemos e, principalmente, as relações que construímos, são responsáveis por nos tornar quem somos. Por isso falar de amor e, principalmente, de relações amorosas, é tão fascinante para mim: ser parte de um casal é uma experiência significativa e transformadora.

Apaixonados conhecemos uma parte de nós até então desconhecida. Quando amamos aprendemos diariamente sobre liberdade, compreensão, tolerância, felicidade, visão de futuro. Na prática. Dia após dia. Os conflitos, ainda que inevitáveis, revelam características de cada um e servem para ajustar as arestas.

Sempre defenderei que é possível ser feliz sozinho e que é melhor estar só do que mal acompanhado. Mas somos ridiculamente felizes quando amamos e somos amados. Quando temos ao lado alguém que nos faz sentir seguros e nos ajude a enfrentar os obstáculos que surgem pelo caminho.

Amar é ser, viver e sentir. E vale a pena.

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Cada história tem os seus desafios

Manter um relacionamento duradouro não é tarefa simples. Mais do que amor é preciso vontade. De estar junto, de querer compartilhar a vida, de entrar em consenso, de investir no relacionamento, de apoiar, de pedir ajuda, de fazer com que o amor dê certo.

Com o passar do tempo o relacionamento vai mudando. Por uma razão muito simples: as pessoas vão mudando. Dentro de uma relação isso significa que, constantemente, os acordos precisam ser reavaliados, os desejos revistos, os planos refeitos. Uma relação é composta do eu e do nós.

É muito importante alimentar a individualidade, lutar pelos seus próprios objetivos, se dedicar às suas paixões. Isso torna as pessoas mais interessantes. Você lembra quando, no início do relacionamento, admirava a garra, o entusiasmo e a paixão com que o seu amor se dedicava a alguma coisa?

Se a individualidade é importante, os rituais a dois também são. Ter momentos a dois, prazer na companhia um do outro, encontrar uma atividade que possam fazer juntos, num mundo tão conturbado e cheio de responsabilidades, é essencial para a conexão amorosa.

Conversas pouco significativas, medo de falar alguma coisa, não se sentir livre para expor emoções, ter dúvida sobre o que sente pelo outro, não existir momentos a dois ou ser proibido de fazer suas atividades são sinais de que as coisas não estão bem.

Relacionamentos longos passam por diversas fases. Nascimento e crescimento dos filhos, problemas financeiros, mudança de residência, doenças familiares, morte de ente queridos. Cada fase tem também seu desafio e, claro, nestes momentos é possível que a conexão emocional seja prejudicada.

Portanto, é importante olhar para a relação e perceber se é uma fase ou não. Se não for é provável que a insatisfação aumente cada vez mais, até que não seja possível restabelecer a conexão e sintonia amorosa.

O maior desafio de uma relação amorosa está no óbvio: é preciso que os dois queiram estar juntos. E existe muita gente maluca, corajosa, que acredita no amor e está disposta a amar. Mesmo sabendo que terá desafios pela frente.

Cada casal tem a sua história. Cada história os seus desafios.

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É autocuidado ou medo de amar?

“Eu não quero me envolver”, “melhor pegar sem se apegar”, “não vou criar expectativas”, “as coisas estão indo bem, mas não quero nada sério”. Essas e muitas outras são frases que ouvimos constantemente. Quando se trata de amor, a prudência é sempre válida. Mas até que ponto é autocuidado ou medo de amar?

Às vezes, o que parece autocuidado e proteção nada mais é do que uma barreira que impede de amar, se envolver e permitir a construção de um novo relacionamento amoroso. Experiências passadas, como rejeição, abandono e traição criam feridas e a necessidade de se proteger de novas desilusões.

Muitos medos podem se disfarçar de precaução, criar mecanismos para evitar uma relação e fazer com que a pessoa se feche, impedindo que o bom se aproxime e um relacionamento saudável seja construído. Evitar se relacionar é, também, deixar de viver.

À medida que amadurecemos e temos experiências não é prudente se envolver de cabeça, se jogar sem saber onde está se metendo, não se preocupar com o futuro, não pesquisar o outro, agir por impulso. Entender os seus desejos e respeitar seus limites, assim como os da outra pessoa, é importante para avaliar o envolvimento e construir uma boa relação.

Mas criar estratégias para não se apegar, fazer joguinhos para desmarcar encontros que você deseja, dar gelo, não atender ligações, tratar mal a pessoa com medo de criar vínculo quando a pessoa demonstrou ser alguém especial, é medo de amar. E medo não é autocuidado nem proteção.

Todas as pessoas que amaram já sofreram alguma vez. Já se desiludiram, já se decepcionaram, já se magoaram, já foram traídas, já foram abandonadas, já foram enganadas. É perfeitamente compreensível que tenham medo de se entregar novamente, que tenham mais cuidado, que pensem melhor antes de se envolver.

Eu estou aqui para dizer que uma relação é diferente da outra. Que uma pessoa é diferente da outra. Que ter sofrido um dia não significa que vai sofrer sempre. E que todos nós merecemos amar e ser amados. Portanto, tenha cuidado, mas não crie barreiras. Só recebe amor quem tem coragem de amar.

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