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Como manter o equilíbrio emocional em tempos de Coronavírus?

O COVID-19 chegou ao Brasil. O que antes era uma preocupação distante passou a impactar a vida de todos nós. No Rio de Janeiro, assim como em outros lugares, as aulas estão suspensas, eventos culturais e esportivos foram adiados, locais públicos, como parques e museus, estão fechados à visitação e empresas estão adotando medidas para diminuir o avanço do novo coronavírus.

Embora muitas pessoas ainda não acreditem na gravidade do novo coronavírus, e não estejam respeitando todas as orientações, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já declarou, no dia 11 de março, que se trata de uma pandemia. E a nossa rotina já mudou. De alguma maneira mudou. O aumento do número de infectados, as primeiras mortes no Brasil e o reconhecimento da possibilidade de escassez de recursos faz com que muitos de nós estejam com medo e pode levar ao desenvolvimento de crises de ansiedade e depressão.

É difícil lidar com a realidade de que não sabemos quando e nem como essa toda essa crise irá acabar. Muitos não sabem se vão conseguir manter o emprego. Pais estão lidando com as crianças em casa tendo que trabalhar – ou desesperados por serem autônomos e não ter trabalho -, filhos impossibilitados de verem os pais para preservá-los, eventos sendo desmarcados, planos sendo repensados. Não temos controle de nada. E em momentos como este isso fica ainda mais evidente.

Diante de tudo isso, como manter a nossa estabilidade emocional ? Vivendo um dia de cada vez. A situação é grave, não podemos ignorar e desvalorizar o que está acontecendo, mas não há saúde mental se não continuarmos vivos. Precisamos cuidar da nossa saúde física, cumprindo as diretrizes dos especialistas da área de saúde. Se está suspenso das aulas e do trabalho presencial, não fique passeando. Não é período de férias. Tenha contato com o menor número possível de pessoas, preocupe-se com a sua higiene, se alimente bem, procure ter uma boa noite de sono.

Eu sei que não é fácil ver a rotina mudar de uma hora para a outra e não poder planejar o que vai ser daqui para a frente. Mas essa fase vai passar. Uma hora vai passar. E, para que passe mais rápido, todos precisamos nos cuidar, cuidar de quem amamos e nos mantermos fortes.

Crônica publicada no dia 18 de março de 2020 no blog pessoal da autora.

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Muito além do peso

Assisti, recentemente, o documentário “Muito além do peso” (Brasil, 2012), dirigido por Estela Renner que aponta a epidemia de obesidade infantil e, desde então estou recomendando para todo mundo. O filme é impressionante. E necessário.

Conhecer a história de várias crianças que apresentam problemas de coração, respiração, depressão e diabetes tipo 2 em decorrência da má alimentação é chocante. Saber que há muitas outras na mesma situação é desesperador. E, diante disso, o filme nos leva a refletir sobre o papel e envolvimento do governo, dos pais, das escolas, da publicidade e da indústria alimentícia em relação a obesidade.

O filme contextualiza de forma aspectos importantes da dinâmica político-econômica na obesidade infantil. E não dá para ignorar que ter o que comer todos os dias, no país que vivemos, é um privilégio, mas comer adequadamente é um luxo. Há ignorância em relação a alimentação? Muita. Mas há falta de tempo e dinheiro para preparar lanches saudáveis para os filhos, há refeitórios escolares com comida industrializadas e cantinas cheias de biscoitos, salgados e refrigerantes. É comida ruim para todo lado.

Embora fale dos problemas da má alimentação para as crianças – que terão consequências por toda a vida – serve para qualquer um de nós que, inevitavelmente, precisa comer todos os dias. Fazemos as melhores escolhas? Sabemos o que estamos ingerindo? Preparamos nosso alimento? Oferecemos opções saudáveis para a nossa família?

Nem todas as pessoas podem escolher o que comer, muitas nem sequer comem todos os dias. Nós, que podemos, estamos nutrindo nosso corpo ou o envenenando? O que comemos hoje influenciará na nossa saúde. Diretamente.

“Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”

Hipócrates

Crônica publicada no blog da autora em 1 de outubro de 2019.

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Cuide da saúde: tenha relacionamentos saudáveis

Relações sociais são importantes para o bem-estar das pessoas. E não sou eu que estou dizendo. De acordo com um estudo da Universidade da Carolina do Norte, quanto mais e melhores laços construímos ao longo da vida, melhor é a nossa saúde. Inclusive física.

Esta pesquisa vincula de forma direta as relações sociais com condições físicas como obesidade abdominal, inflamações diversas e pressão sanguínea elevada, fatores que podem levar a problemas de saúde a longo prazo, como doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e até mesmo câncer.

Muitas pessoas se preocupam em ter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas, o que é fundamental para a saúde e recomendo para todas as pessoas que conheço, mas poucas se preocupam com a qualidade dos relacionamentos que constroem.

Como são os seus relacionamentos? Eles trazem alegria? Que tempo dedica aos filhos? Que tipos de amigos você coleciona? Como é a relação com o cônjuge? Como são as interações familiares? Seus amigos ficam felizes com suas conquistas? Seus familiares são afetuosos? Você confia em seu parceiro? Você tem quem te apoie em momentos de tensão?

O ser humano é um ser social. Não é necessário ser Psicólogo, nem fazer pesquisa, para verificar que precisamos fazer parte de grupos, conversar, dar opiniões, participar de eventos sociais. Por que as redes sociais fazem tanto sucesso? Não vou entrar na discussão sobre a diferença das interações online e off-line, mas elas mostram que seres humanos gostam de se conectar uns aos outros.

Na adolescência a quantidade de amigos é mais importante que a qualidade, mas com o tempo, principalmente na meia idade, o que importa não é o número, mas a qualidade. Então, comece hoje a cultivar os amigos com os quais vale a pena envelhecer e se livrar daqueles que lhe fazem mal. É mais difícil se livrar de familiares tóxicos, mas em prol da sua saúde física e mental, procure alternativas para lidar com eles.

Tenha uma alimentação saudável, pratique atividade física regularmente, beba água, use filtro solar. E colecione relacionamentos saudáveis. Tenha a seu redor pessoas que torcem por você, que te dão apoio em momentos de crise, que te acompanham, que te ouvem, que querem lhe ver bem. Sua saúde agradece.

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