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A pessoa que está ao seu lado

Você lembra do momento em que escolheu a pessoa que hoje está ao seu lado e faz parte da sua vida? Quando vocês se conheceram algo nela te fascinou. A aparência, o jeito de andar, o modo de se expressar, o olhar. Ou qualquer outra coisa. Saíram, conversaram, foram se reencontrando até darem as mãos e saírem distraídos por essa estrada chamada vida.

Muitas vezes, no entanto, as pessoas criam ilusões sobre quem se apaixonou. Inventando o amor para se distrair, como já cantava Cazuza, e se decepcionando com o que o outro mostra ser de verdade. Mas, se hoje você está com alguém, é porque escolheu permanecer. ao seu lado Decidiu que valia a pena ficar com quem é diferente do que imaginava, mas preenche com alegria a sua realidade.

Escolher estar ao lado de alguém é optar por mudar, aprender e algumas vezes se conformar. O amor é uma decisão diária. Que escancara as fragilidades do outro e, sobretudo, as nossas. O nosso mal humor nas situações cotidianas, desespero ao lidar com coisas simples, raiva em momentos comuns ao dia a dia. E imensa alegria e felicidade nas horas mais improváveis do dia a dia.

Se você não está lidando bem com o seu relacionamento, sente-se infeliz a todo momento e julga ter tido má sorte no amor, aceite que você deu oportunidade para essa pessoa ficar na sua vida. Escolheu por ela e a desejou algum dia. Acreditou que era o amor que merecia. Mas pode optar por romper com essa relação.

Cada relacionamento vivido é uma escolha. Que deve ser feita conscientemente. Avaliando o que é melhor para a sua própria vida. Escolher ser feliz não errado. Já acreditar que amar é sofrer, sim. Todo mundo merece ser feliz. Merece amar e ser correspondido.

Ao escolher estar ao lado de alguém, comprometa-se de todo coração. Dedique tempo, amor e atenção a quem você ama. Faça a sua parte para o amor dar certo. Mas, ao perceber que não há reciprocidade, que os momentos de tristeza são maiores que os de alegria, que não confia na pessoa que está ao seu lado e sente-se desrespeitada por ela, saiba que você pode ir embora.

A pessoa que está ao seu lado é também uma responsabilidade sua.

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Não fale mal do seu companheiro

Quanto mais longo é o relacionamento afetivo, maior a probabilidade das pessoas reconhecerem os erros do parceiro. A convivência faz com que detalhes que antes passavam despercebidos sejam escancarados e, além disso, as pessoas mudam com o passar dos anos, adotando comportamentos que desaprovamos. Mas, sabemos, mesmo os casais felizes não estão satisfeitos o tempo todo. Eles se irritam, se desgastam, se queixam, discutem, criticam.

Relacionamento feliz não é sinônimo de uma convivência perfeita e longe de divergências, afinal cada um tem uma maneira de pensar e se comportar. Mas isso não justifica falar mal do parceiro e do seu comportamento para todo mundo, ou ridicularizá-lo em público. Isso é desrespeitoso, grosseiro, mal-educado e, para piorar, ainda pode trazer consequências desastrosas para o casal.

Quem ficaria feliz sabendo que a pessoa com quem convive costuma falar mal dela, expor os problemas familiares e apontar seus defeitos publicamente? Desconfio que ninguém. E isso pode trazer mais aborrecimento e desarmonia para a vida a dois. Portanto, não fale mal do seu companheiro.

Qualquer pessoa que valoriza a sua relação deve reconhecer que há limites para as manifestações públicas de desagrado. Fazer piadas, ridicularizar o outro, apontar seus defeitos, seja nas redes sociais, numa roda de amigos ou em reuniões familiares, além de não resolver os problemas, demonstra que falta cuidado e respeito pelo outro.

Ao escolher viver ao lado de alguém estamos cientes de que a pessoa tem muitas características admiráveis – que inclusive fizeram com que escolhêssemos estar ao seu lado – e defeitos com os quais teríamos que lidar. E, principalmente, que é preciso diálogo, compreensão e amor para ajustar as arestas durante o caminho.

É compreensível que com o passar do tempo as pessoas demonstrem ser diferentes do que eram no início da relação. Mas, ao invés de falar mal do parceiro e expor o que se passa na intimidade do casal, o correto é falar para o outro o que considera errado e expor sua insatisfação abertamente, porque continuar ao lado de alguém é uma decisão.

Esqueça o hábito de falar mal do outro e fale para o outro. Ficar reclamando não resolve o problema amoroso de ninguém, só traz mais desarmonia.

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O que não é amor

É difícil definir o que é amor. Já escrevi centenas de crônicas tentando, mas tenho a sensação de que não consegui descrever com exatidão, porque explicar, denominar e definir sentimentos não é algo simples e varia de pessoa para pessoa. Então hoje eu vou explicar o que não é amor. Mesmo quando parece.

Quando as pessoas precisam estar em algum relacionamento, pois têm medo de ficar sozinhas, acham que o correto é viver em uma relação amorosa e não gostam de fazer atividades sozinhas, provavelmente elas não amam o parceiro. Só são carentes mesmo. Da mesma maneira que se permanece ao lado de alguém por pensar que a é pior ficar sozinho, ela pode ser apenas insegura e dependente, não necessariamente amar o outro.

Sentir atração sexual é importante em uma relação amorosa, mas se vocês combinam apenas sexualmente, não há amor nessa relação. Há desejo. E, se por outro lado, você não tem o mínimo desejo pelo outro, apenas prazer em estar em sua companhia, pode ser que haja apenas amizade.

Coração disparado, voz ofegante, mãos trêmulas e suadas quando vai encontrar a pessoa, ou ouve sua voz, ou vê o nome dela no visor, não é amor. É paixão. Pode ser que um dia vire amor, alguns amores começam assim, mas ainda não é.

Se qualquer coisa vira uma briga interminável, seja dar uma notícia, exprimir sua opinião ou dividir um plano, por exemplo, provavelmente há ausência de amor. Pessoas que se amam não vivem constantemente com medo da reação do outro ou nem sabem como vai reagir.

Quando a pessoa não demonstra atenção, não se preocupa, não tem cuidado com o outro, nunca está presente para ajudar, ela não ama. Pode parecer clichê e talvez seja mesmo, mas quem ama se importa.

Se a pessoa com quem você está não se alegra com as suas conquistas, não torce pelo seu sucesso e quando algo bom acontece ainda se sente por baixo, ela não te ama. Talvez uma das mais genuínas demonstrações de amor seja ficar feliz pela felicidade do outro. Como se fosse sua.

É preciso aceitar também a realidade de que violência não é apenas agressão física. Conviver com alguém que te obriga a utilizar certas roupas, vigia seus passos, utiliza expressões pejorativas para se dirigir à você, diminui a sua autoestima, te obriga a manter relações sexuais são exemplos de violência.

Relacionamentos doentios e tóxicos são mais comuns do que imaginamos. Mas eu estou aqui para dizer que o amor é uma coisa boa. Se por alguma razão o que você está vivendo não é, vale pensar se é por uma situação pontual – doença, desemprego, problemas familiares – ou se o comportamento do companheiro sempre foi ruim, negativo e destrutivo.

Para viver e conhecer o amor que você merece, antes vai precisar se livrar de tudo o que não é amor.

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Ninguém é obrigado a casar

Quando mais nova não gostava de cerimônias de casamento. Mas a maturidade me fez enxergar o valor e a beleza dos rituais, das festas, dos marcos. E cerimônia de casamento é isso: um rito de passagem. Além de uma ótima oportunidade de reunir pessoas queridas, de perto ou de longe, compartilhar alegria e se divertir.

Ando um tanto emocional, acreditando que vale mais aproveitar o momento, celebrar a vida, do que poupar todo o dinheiro gasto em uma festa dessas. Deve ser emocionante olhar o álbum de fotografias anos depois, rever as cenas mesmo que na memória, contar aos netos e bisnetos os momentos vividos.

Até hoje não conheci ninguém que tenha se arrependido de fazer festa de casamento. Mesmo as pessoas que se separaram. É um momento da vida. Uma realização. Porque, convenhamos, encontrar alguém com quem a gente tenha interesse em compartilhar a vida é coisa rara. Que nos faça ter vontade de gastar um dinheiro considerável e dispor de tempo para ver tantos detalhes mais ainda.

No entanto, ninguém é obrigado a casar. Nem fazer festa. Cada pessoa tem o direito de estar só ou acompanhada e, se acompanhada, escolher a melhor forma de comemorar ou não o seu amor. Hoje em dia temos liberdade. De casar no cartório ou na igreja. De manhã, de tarde ou de noite. Na cidade ou numa ilha deserta. De adotar o sobrenome um do outro ou não. Ou simplesmente pegar suas coisas e juntar com as do outro.

É justamente a liberdade que temos hoje de estar ou não com alguém que me deixa um tanto enfurecida com algumas cerimônias de casamento. Parece que por mais que os tempos evoluam o casamento só serve a mulher, só ela se interessa pelo matrimônio, está desesperada para casar e o homem está ali obrigado. Pois bem: não está.

Já escrevi sobre isso, mas estou escrevendo novamente, simplesmente porque não consigo entender o que as mensagens de alguns casamentos querem dizer. Damas de honra e pajens com plaquinhas “não corra, ela está linda”, “corre, ainda dá tempo de fugir”, por exemplo, são deprimentes. Não acho nem um pouco engraçado. O noivo foi ameaçado de morte para aceitar casar?

Topos de bolo com os noivos sendo carregados, puxados ou amarrados e coisas do gênero eu acho ridículo. Para dizer o mínimo. Os dizeres “Game over”, em camisas, taças, copos, canecas e seja lá onde for, também são de extremo mal gosto. A vida não acaba quando as pessoas casam. Ou não deveria.

Quem aceitou casar, aceitou porque quis. Não faz o menor sentido fazer piada, ridicularizar a cerimônia e a noiva. Existem maneiras engraçadas e respeitosas de comemorar o dia, se divertir, dar risadas e eternizar o momento.

Portanto, por favor, parem. Simplesmente parem. Sei que ninguém me perguntou nada, mas não está bonito não.

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Respeite o sentimento alheio

Arrisco dizer que qualquer pessoa adulta já despertou o interesse de alguém pela qual não sentiu absolutamente nada. Ou se relacionou com alguém pela qual não se apaixonou, não gostou, não sentiu algo diferente, mesmo a outra parte morrendo de amores, demonstrando todo carinho do mundo e fazendo de tudo para construir uma relação bacana.

Ninguém é obrigado a ficar com quem não gosta só porque o outro está apaixonado. Para ser amor precisa ser recíproco. Os dois precisam estar felizes, gostar da companhia um do outro, sentir vontade de estar junto. Mas nem todo mundo pensa assim, tanto que não é difícil encontrar quem fique com quem não gosta ou continue um relacionamento que não é de seu agrado, pois prefere estar com alguém a estar só.

Há quem prefira continuar levando, dando esperança, encontrando quem esteja apaixonado por ela, só para passar o tempo. E não considera errado se isso for feito de maneira honesta, sincera e verdadeira, se for dito com todas as letras que a relação não vai passar de alguns encontros espaçados e não tem possibilidade de evoluir.

No entanto, eu tenho dificuldade de entender as pessoas que deixam outras na estante. Que ligam quando bem entendem, não desfazem o contato, não perdem o vínculo, não deixam o outro em paz para seguir seu caminho e, quem sabe, encontrar alguém que mereça o amor que tem para dar. Sabem que os apaixonados estão sempre disponíveis e se aproveitam disso.

Uma pessoa apaixonada que se coloca sempre à disposição, investe energia, doa seu tempo e aceita viver uma relação casual que não terá futuro nenhum é responsável pelas consequências dessa escolha. Principalmente nos casos em que foi avisado e concordou com os termos. Mas convenhamos: apaixonados não sabem bem o que fazem.

Na maioria das vezes eles aceitam migalhas, se contentam com qualquer oportunidade de estar junto de quem deseja, tentam se convencer de que é melhor qualquer tipo de relação a nenhuma. Mesmo que ela seja esporádica, dolorosa e unilateral. Porque o apaixonado sente saudade, sofre, manda mensagem, fica esperando um sinal de fumaça no dia seguinte enquanto para o outro foi uma noite e nada mais. Até ele sentir vontade de novo.

Se você é o apaixonado não correspondido eu preciso dizer que ao desperdiçar energia com quem não quer assumir um compromisso, você perde a oportunidade de conhecer alguém que valha a pena. Mas esta crônica não é para você. É para a pessoa pela qual você se apaixonou. E outras tantas como ela.

Essas pessoas precisam respeitar o sentimento alheio. Respeitar quando o relacionamento termina e o outro não quer mais, mas, sobretudo, quando ele ainda resiste, insiste, quer ficar junto – mas elas não desejam.

Está solteiro, quer só passar o tempo e não vê problema em ficar com alguém que já conhece e está disponível? Fique com quem não está apaixonado por você. Mesmo dizendo abertamente, com todas as letras, que não quer mais do que uma relação casual, quem está apaixonado se ilude. E você estará nutrindo falsas esperanças.

Com tantas pessoas no mundo disponíveis para encontros casuais, você não precisa ficar com quem vai ficar esperando uma ligação no dia seguinte. Não precisa brincar com o sentimento alheio. Siga em frente. E permita que os outros façam o mesmo.

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