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O poder do silêncio

A comunicação é fundamental para o ser humano, através dela podemos interagir com as pessoas com as quais nos relacionamentos – seja na vida pessoal ou profissional – construir vínculos, estabelecer relações, chegar em acordos, expressar o que sentimos.

No entanto, saber se comunicar não é fácil e estamos aprendendo constantemente.
Saber se comunicar, no entanto, não é tarefa fácil. Somos educados a falar, a ter razão, a impor nossas verdades a identificar sempre “o certo” e “o errado”. E quando mencionamos a comunicação pensamos imediatamente no ato de falar, sem considerar que a escuta é um dos processos mais importantes para a eficácia de qualquer comunicação.

Quantas vezes ao dia sua fala é interrompida? Você já ouviu diversos conselhos quando só queria desabafar? Já desistiu de falar alguma coisa, pois o outro tinha sempre alguma coisa a complementar? Em um a reunião de trabalho já teve sua fala cortada? Estava passando por um momento difícil e ao falar o que acontecia o outro relatou momentos iguais ou piores pelos quais passou?

Escutar ativamente não é fácil. Temos sempre uma velha opinião formada sobre tudo, múltiplas experiências, vontade expor as nossas vivências e dar conselhos na tentativa de ajudar. O que, em muitos momentos, nos faz falar ao invés de calar.

Ignoramos, constantemente, que o silêncio pode ser poderoso para estabelecer confiança, proximidade e respeito aos sentimentos do outro. Muitas vezes, ao expor uma dificuldade, relatar uma desavença, falar de um problema de saúde ou mencionar um problema familiar, as pessoas não estão buscando opiniões, conselhos ou soluções. Estão buscando apoio, colo e acolhimento., que pode ser dado em silêncio e com carinho.

Parece simples, mas não é. Dar conselhos e sugestões só quando forem pedidos e entender que a dor e o problema do outro, embora te entristeça, não pertencem a você é muito difícil, especialmente, quando se trata de nossos familiares, amigos e pessoas próximas. Na ânsia de ajudar corremos o risco de afastar as pessoas que mais amamos, que podem não se sentir á vontade de falar com quem não sabe apenas escutar.

Ter um olhar atento ao outro e demonstrar genuíno interesse em conhecer seus anseios, medos, problemas, alegrias, expectativas é muito importante para qualquer relacionamento. Assim como tentar conhecer os detalhes da situação que nos ajudem a nos colocar no lugar do outro.

Quer mesmo ajudar? Pergunte como você pode fazer isso. E escute. Apenas escute. Doe seu silêncio, seu tempo e seu amor para ser os ouvidos que muitos não têm quando precisam ter com quem falar.

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Casais que conversam são mais felizes

Todos nós nos comunicamos o tempo todo, na vida pessoal, profissional ou acadêmica. Mas, sabemos, nem sempre somos compreendidos ou nos fazemos compreender. A comunicação é um desafio e, constantemente, início de vários mal-entendidos, fonte de mágoas, desavenças e afastamento entre as pessoas. Quando se trata de relacionamento amoroso muitos reclamam que o parceiro não entende o que dizem, que não há um momento em família para conversar sobre o dia a dia, que não é compreendido, que não têm apoio.

A verdade é que não aprendemos a nos comunicar e, sim, a falar. Não somos ensinados a identificar nossas necessidades, expor sentimentos, falar para o outro o que sentimos e ouvir sem julgar. Alguns de nós aprendem na marra. Outros procuram ajuda para aprender. Mas muitos não aprendem nunca e quando se dão conta estão vivendo um relacionamento distante, sem diálogo, em que cada tentativa de iniciar uma conversa vira uma discussão.

O que cada um de nós pode fazer para manter uma boa comunicação na relação? Sobre o que podemos conversar? O que devemos fazer para proteger o relacionamento? Como os casais felizes se comunicam? A Psicologia pode ajudar. Ela tem mostrado quais comportamentos melhoram a comunicação conjugal e tornam os relacionamentos mais felizes.

Então vamos lá:

  1. Faça da conversa um hábito

Crie o hábito de conversar, seja no café da manhã ou no jantar. No tempo que tiverem juntos. Pergunte “como foi o seu dia?”, por mais banal e trivial que isso possa parecer, quem não gosta de saber que, ao chegar em casa tem alguém interessado no que você fez e como se sente?

  1. Relembre momentos felizes

Conversar sobre os acontecimentos vividos têm a capacidade de nos fazer sentir mais ligados a quem amamos. Então pegue o álbum de fotos ou comecem a fazer um. Conversem sobre as memórias que construíram juntos: o primeiro beijo, o primeiro encontro, uma festa divertida que foram, um show que ficou marcado, uma viagem inesquecível.

  1. Conte a sua história

Compartilhar a sua história de vida, e ter disponibilidade para conhecer a do outro, é muito importante em uma relação duradoura. Fale da sua infância, da sua família, das suas experiências passadas. As pessoas se sentem mais próximas umas das outras quando conhecem seu passado e compartilham sua bagagem emocional.

  1. Compartilhe e respeite os sentimentos

Falar a respeito dos seus sentimentos faz com que a pessoa amada se sinta mais amparada e aberta a falar dos seus. E, uma vez, que a pessoa que ama fale o que sente cabe a você prestar atenção no que diz e mostrar que ela tem direito de se sentir como está.

  1. Lute pelos seus sonhos

Não coloque no outro a responsabilidade de te fazer feliz. Cabe a você lutar pela concretização dos seus objetivos. Portanto, fale dos seus planos e objetivos, diga onde quer chegar, exponha seus sonhos. Não é justo, de uma hora para outra, tomar decisões que afetam o casal se em nenhum momento conversou sobre isso. Por outro lado, preste atenção no que o outro diz, incentive a buscar seus sonhos e ajude a realizá-los. A relação fica mais viva quando torcemos pela felicidade do outro e o outro pela nossa. Quando o casal se torna uma equipe.

  1. Não dê conselhos que não foram pedidos

Na maioria das vezes, ao falar de um problema, seja ele familiar ou profissional, a pessoa prefere uma demonstração de empatia a um sermão. Ouça. Coloque-se no lugar no outro. Acolha sentimento de quem você ama e, se sua opinião não foi solicitada, não dê. Se colocar como dono da verdade, sair dizendo o que fazer, ainda que seja com a melhor dos intensões, pode trazer discussões e mal-entendidos. Tem hora de falar e de calar.

  1. Demonstre o seu amor

Não importa o tempo que estão juntos. Dizer eu te amo, abraçar e demonstrar afeto nunca é demais. Ao imaginar que o outro já sabe o que sentimos e, por isso, deixar de dizer, afasta o casal. E demonstre nas suas ações cotidianas, pois palavras sem ações não têm muita validade.

Para terminar, eu escrevi alguns textos que falam sobre comunicação e também podem ajudar:

Manter uma boa comunicação não é tão fácil quanto imaginamos, pois depende de conhecermos a nós mesmos e o outro, mas quando há amor vale a pena tentar.

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O amor não precisa ser complicado

Eu me deparei com um tweet que dizia que ninguém fala que ter um bom relacionamento te faz sentir falta de sofrer por amor. Li, reli e não paro de pensar na ideia de que a maioria das pessoas tem de amar é sofrer, que amor não correspondido é romântico, que ter relacionamento exige sacrifícios, que aprendemos pela dor, só damos valor quando perdemos.

É impossível negar que o sofrimento amoroso nos presenteou com diversas músicas, poesias, livros e filmes maravilhosos. E que ter vivenciado experiências dolorosas em relacionamentos amorosos nos tornou melhores. Ou mais fortes. Ou mais conhecedores de nós mesmos. Ou, no mínimo, mais experientes.

Precisamos desconstruir a ideia de que o amor é capaz de mudar o outro, que o relacionamento tem mais valor depois de muitos obstáculos, de que conquistar alguém é um jogo, que amar é sofrer, que o sexo é melhor depois de uma briga, que reatar depois de dar um tempo faz as coisas melhorarem. Não caia nessa cilada de que amor verdadeiro é aquele que exige sacrifícios e renúncias.  O amor precisa ser fácil.

A vida, por si só, já é muito complicada para se envolver com alguém que só traz dor de cabeça. Todo e qualquer relacionamento vai ter seus desafios: problema financeiro, desavenças com a família, doenças, falecimento de alguém próximo, mudança de emprego, necessidade de reavaliar a dinâmica da família. Ou qualquer outra coisa, porque a vida é constante mudança. E você ainda precisa sofrer por amor? Sofrer com um relacionamento que deveria ser um dos motivos de sua felicidade?

Não sofra imaginando se a pessoa gosta de você ou não. Não tente se convencer de que o outro não ligou para fazer charme. Não acredite que o ciúme das suas roupas é zelo. Não assuma a responsabilidade de mudar o outro. Não acredite que a falta de carinho e atenção é para disfarçar o que sente por você.

Queira estar com quem quer estar com você. Com quem te liga no dia seguinte. Com quem diz que vai e aparece. Com quem te trata bem. Com quem te elogia. Com quem te apoia. Com quem te incentiva. Com quem te apresenta aos amigos. Com quem se orgulha de você. Com quem entende que o amor não precisa trazer dor, nem sofrimento para ser forte e verdadeiro.

Queira a sorte de um amor tranquilo.

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Relações que esgotam as energias

Quando estamos comprometidos e apaixonados fazemos tudo que está ao nosso alcance para agradar, satisfazer as necessidades e deixar o outro feliz. Mas, para algumas pessoas, nada é suficiente. Estão sempre a reclamar, exigir um pouco mais e, por meio de manipulação, fazem com que o outro se sinta culpado, insuficiente e desvalorizado.

Pode ser que você nunca tenha vivido uma relação assim, mas provavelmente, conhece alguém que passou (ou passa!) por situações como essa. Por que isso acontece? Fomos educados a acreditar que se amamos uma pessoa e ela diz que nos ama, apesar do sofrimento que suas atitudes e comentários provocam, estamos em dívida por não fazer o outro feliz.

Geralmente essas relações não são equilibradas, de um lado tem alguém comprometido e disposto a fazer tudo para manter o outro feliz enquanto do outro lado existe alguém mais preocupado consigo mesmo, pouco disposto a satisfazer as necessidades da pessoa que está ao seu lado.

Mas não é fácil reconhecer que a pessoa com quem convivemos só quer fazer as coisas à sua maneira, independentemente do nosso bem-estar. Que o ser amado não está preocupado em conhecer e valorizar as nossas necessidades nem com a felicidade do relacionamento.

Manipuladores são inteligentes, preservam uma imagem simpática, afável, que dificultam que a pessoa que a pessoa manipulada exponha seus sentimentos, pois corre o risco de ser desacreditada. Portanto, mais do que prestar atenção nos comportamentos do parceiro, saiba como se sente em relação a eles.

Sente-se sufocado? Sempre triste? Sem energia? Com medo de desagradar? Preste atenção nas suas emoções. Observe os seus sentimentos. Em uma situação de tensão tente se colocar no lugar do outro e responda: o que você diria, quais escolhas faria? Existe dois pesos e duas medidas?

Uma relação cheia de manipulações gera esgotamento emocional e não contribui para o bem-estar físico e mental. Se a pessoa com quem você está suga as suas energias, procure ajuda profissional. O amor, ainda que tenha momentos difíceis, precisa ser bom.

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Assuma a sua responsabilidade

Para mim relacionamento, qualquer que seja ele, é compromisso e responsabilidade. Nos primeiros dias de vida os bebês precisam de alguém que os alimente, faça a higiene, mantenha a sua sobrevivência. Os pais, claro, fazem com amor, mas fazem porque são responsáveis. No trabalho precisamos cumprir horários, realizar atividades dentro do prazo, cuidar do trabalho que nos foi delegado. Poderia citar diversas outras formas de interações, mas quero falar da minha preferida: relação amorosa.

É fácil bater no peito e afirmar que não somos responsáveis pelo que o outro entende, só pelo que dizemos, culpar o outro pelo rumo da relação e não se preocupar com o próprio comportamento. Mas o que vejo, rotineiramente, é um bando de adulto mimado, que quer ver satisfeitas as suas vontades e não se preocupa com o outro. Pior: acha que o outro tem que atender seus caprichos.

Vamos por partes. Ninguém é responsável pela felicidade de ninguém. Por mais pessoas que tenhamos ao nosso lado, por melhor que seja para a saúde física e mental cultivar relacionamentos, somos sozinhos. E somos nós os responsáveis pela nossa própria felicidade. O outro não tem que nos fazer felizes. Nós é que temos.

Embora pareça que estou fugindo do assunto, e talvez esteja, eu quero dizer que, se não precisamos de alguém do lado para sermos felizes e temos, qual a dificuldade de assumir compromisso e se responsabilizar por isso? Falou algo que o outro interpretou diferente não custa esclarecer. Não custa falar o que quer ao invés de ficar fazendo o outro adivinhar. Não custa fazer sua parte, desde lavar a louça a compartilhar sentimentos.

Uma relação amorosa não é feita sozinha, é claro. É necessário que ambos queiram estar juntos, preocupem-se um com o outro, tenham empatia. Mas existem pessoas que não sabem o que querem e iniciam relações sem qualquer compromisso. Iludindo, ludibriando, envolvendo o outro em confusões que não dizem respeito a mais ninguém e depois reclamam que seus relacionamentos sempre dão errado.

Assuma a sua responsabilidade, aja com verdade, demonstre o que sente, comprometa-se. Se não quer um relacionamento não finja querer. Não trate o outro como um objeto na estante que você pode usar quando bem entender. Esteja de coração. Ou não esteja. Isso é ser responsável e comprometido. Com você mesmo e com o outro.

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