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Alma gêmea

Alma gêmea, metade da laranja, nascidos um para o outro, destinos traçados na maternidade. A maior parte das pessoas, quando se apaixona, quer acreditar que o seu romance estava escrito nas estrelas, é mágico, especial e único. E isso torna tudo mais bonito, não é mesmo?

Não podemos negar que o amor é, sim, uma grande potência. Mas almas gêmeas são construídas dia a após dia. Toda empolgação do começo muitas vezes não dá em nada. E por diversas razões: havia só interesse de conquistar, as pessoas não estavam sendo verdadeiras, mas, sobretudo, muitas pessoas não estão dispostas a investir em uma relação.

Você até pode gostar de alguém à primeira vista e no primeiro encontro jurar que encontrou a pessoa certa, mas, para ter certeza, vai precisar encontrar outras vezes. Vai precisar investir seu tempo, abrir suas emoções, se envolver e permitir que o outro faça o mesmo.

Mas até que ponto as pessoas que reclamam que não encontram sua cara metade desejam viver um relacionamento longo? Somos educados a acreditar que vivemos melhor quando acompanhados, que todos devem se casar, ter filhos e constituir uma família. E por isso muitos procuram um grande amor. Não todos. Alguns, ainda que digam que sim, têm dificuldade de construir relações.

Por mais que o mundo tenha mudado, algumas pessoas permanecem casadas, ainda que infelizes, para não serem consideradas fracassadas diante de uma separação. E muitas nem chegam a criara vínculos duradouros com medo de dar errado. Ou porque não encontraram alguém que valha a pena compartilhar a vida.

Alma gêmea existe. Desde que você compreenda que ela é uma pessoa comum, com qualidades e defeitos, sem dons especiais e sem poderes mágicos. É uma dessas tantas pessoas loucas que, apesar de tanto ódio no mundo, apesar de tantas decepções e desilusões, continua acreditando que o amor vale a pena. E sempre valerá.

Você é uma alma gêmea?

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Quais os hábitos dos casais felizes?

Não há razão para estar em um relacionamento que não faz bem, certo? Mas quando se trata de relações longas e duradouras, muitas pessoas se perguntam o que podem fazer para que a felicidade e o prazer de compartilhar a vida a dois continue. Surpreendentemente, é a simplicidade que faz com que a rotina não atrapalhe o relacionamento e mantêm a felicidade no amor. Inspire-se nestes hábitos e seja feliz!

Tenha interesses comuns

É muito importante ter interesses próprios e cultivar isso, mas desenvolver atividades em parceria com o amor da sua vida faz bem à saúde da relação. Que interesses vocês têm em comum? O que compartilham?

Confie e perdoe

Ao longo de qualquer relacionamento há desentendimentos, desavenças e incômodos. Mas os casais felizes, geralmente, conversam, confiam um no outro e perdoam. Não há relação saudável baseada em desconfiança e hostilidade.

Valorize os pontos positivos

Todos nós temos defeitos e é natural que, passada a fase da paixão, eles passem a incomodar mais. Mas só existem defeitos? É claro que não! E você deve valorizar as qualidades, se orgulhar, admirar e elogiar os pontos positivos da pessoa ao seu lado.

Demonstre carinho

Abrace, beije, diga eu te amo. Por mais tempo que tenham juntos, por mais atribulada que seja a rotina, não deixe de demonstrar carinho, atenção e amor. Acreditar que não é preciso manifestar amor, pois o outro já sabe e convivem há anos juntos, é um erro.

Pergunte pelo seu dia

Nem sempre é possível mandar mensagens e saber como o ser amado está passando o dia. Mas quando for, faça isso. Se não ser, ao chegar em casa pergunte como passou o dia e escute com atenção.

Não durma sem dizer boa noite

Mesmo depois de um desentendimento, diga boa noite. A relação precisa ser maior do que qualquer desavença e, mesmo nos dias em que estiver chateado, não deixe de dizer boa noite. Você pode dormir chateado, mas não precisa deixar o problema ainda maior do que já está.

Mais importante do que qualquer dica é ter consciência de que cada casal tem a sua história, seus hábitos e sua maneira de ser feliz. A felicidade precisa ser construída diariamente.

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Como ajudar uma pessoa traída?

Histórias de infidelidade conhecemos várias, mas o que fazer quando uma pessoa próxima revela que foi traída? Primeiro, tenha em mente que a maior parte das pessoas, por vergonha, não revela esta intimidade. E se alguém revelou para você é sinal de é alguém de confiança.

O impulso inicial geralmente é sugerir que abandone o amado, mas nem todas as pessoas optam pela separação. A maioria deseja reconstruir a relação. É fácil julgar e criticar a escolha de quem quer investir na relação depois da traição. Mas devemos ouvir, tentar compreender, amparar e ajudar.

Certamente, a pessoa já está devastada pela experiência da infidelidade e ao compartilhar seu sofrimento com alguém que confia nem sempre vai em busca de conselhos. Só a própria pessoa é capaz de determinar se deve romper ou continuar a relação.

Você pode ajudar muito sem dar conselhos, falar mal do parceiro infiel ou sugerir o término da relação. Como? Ouvindo com atenção, dando abertura para que a pessoa ferida exponha seus sentimentos, não fazendo juízo de valor, principalmente, se ela afirmar que ainda ama o parceiro, ajudando a pessoa a organizar os seus sentimentos.

A pessoa já está machucada o bastante, é importante que você não conte o episódio para outras pessoas, não transforme o tema em assunto nas rodas de amigos e familiares. Seja discreto, respeite a dor do outro, não quebre a confiança de quem já foi traído.

Demonstre seu apoio, diga que está disponível para o que precisar e que não irá julgar sua decisão. Dê seu colo e seu abraço. Ajude e acalme. Fale que não é preciso tomar nenhuma decisão imediatamente, que ela tem direito de se sentir triste, decepcionada, com medo do futuro. Mas que tudo acabará bem.

Ninguém merece viver uma relação que não faz feliz, mas não somos nós que ditamos como as pessoas devem ser felizes e o que é melhor para elas.

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Insegurança na relação

O medo de perder o parceiro, a sensação de não estar protegido ou seguro na relação, o medo de não ser suficiente, o receio que o parceiro perca interesse é muito mais comum nos relacionamentos do que imaginamos. A insegurança, embora comum, abala e destrói relações.

Em relacionamentos conjugais, a insegurança vem acompanhada de carência, ciúme e pensamentos fantasiosos. O parceiro inseguro passa a idolatrar ou superestimar o cônjuge, sentindo-se indigno de ser amado ou desejado, o que leva a inúmeras desconfianças e discussões.

A insegurança está prejudicando o seu relacionamento? Saiba que é possível superar essa fase e encontrar meios de lidar com essa situação.

Aos inseguros:

Em primeiro lugar, tenha paciência.

  1. Avalie os seus sentimentos: você está com medo de perder o parceiro? Sente ciúme? Tem desconfiança? Agora reflita: você tem motivos para se sentir assim? O que o seu parceiro fez para te deixar inseguro?
  2. Na maioria das vezes a insegurança vem de situações imaginárias e é importante reconhecer isso.
  3. Entenda quais são seus maiores medos e se eles são reais. Muitas vezes encarar o medo e lidar com ele, faz com que a situação seja tangível e contornável.
  4. Desenvolva a autoestima e autoconfiança. Acredite em você. Desenvolva talentos. Pare de ser muito exigente consigo mesmo. Reconheça suas limitações.
  5. Autoconhecimento é importante para ter autoconfiança. Conheça seus pontos fortes e o que pode ser melhorado, isso te deixará mais confiante e seguro.
  6. Não se compare com outras pessoas. Você é único. E a pessoa mada está com você por essa razão.
  7. Cuide da sua saúde física e mental. Sinta-se bem consigo mesmo, incluindo a sua aparência.
  8. Converse sobre seus sentimentos, diga como se sente em relação ao comportamento do parceiro, pergunte. E ouça com atenção. Não adianta perguntar se não deseja ouvir.
  9. Não crie discussões e brigas baseadas em seu achismo. Sua insegurança pode te levar a imaginar situações inexistentes, culpar o outro por coisas que não aconteceram e levar ao fim da relação.
  10. Se for necessário, procure ajuda profissional. Um psicólogo pode ajudar, pois facilita o autoconhecimento e a identificação de rejeições e traumas do passado que levam a inseguranças no relacionamento presente.

Aos que estão sofrendo pela insegurança da pessoa amada:

  1. Antes de qualquer coisa, tenha paciência.
  2. Identifique as queixas do parceiro. Quais são as reclamações? De que você não tem tempo para a relação? Arranjou novos amigos? Dispensa muito tempo às redes sociais? Está cuidando mais da aparência? Arranjou um novo hobby?
  3. Agora avalie o que pode fazer para diminuir a insegurança: explicar a falta de tempo ou dedicar mais tempo à relação, incentivar que o outro também cuida da aparência, apresentar os novos amigos, conversar sobre os seus planos, contar o que fez durante o dia.
  4. Avalie o que tem contribuído com a insegurança: passou a fazer uma atividade nova? Está sem tempo para a relação? Está cuidando mais da aparência? Arranjou novos amigos?
  5. Diga o que sente, elogie, demonstre seu afeto, deixe claro a importância do relacionamento para a sua vida. Ninguém tem como adivinhar o que você pensa sobre ela se você não disser.
  6. Não minta nem omita informações. Às vezes, por medo de gerar mais ciúme e insegurança, as pessoas deixam de contar tudo que se passa com elas. Encontram alguém na rua e não falam, conhecem alguém e não mencionam, vão a um happy hour e citam os presentes. Até que o outro descobre e isso causa grande confusão.
  7. Tenha atenção a maneira como age. Você estimula ou não a insegurança? Procura explicar as situações fantasiosas ou ainda debocha delas?
  8. Qual é o momento da relação? Namoros recentes, quando as pessoas estão se conhecendo, tendem a ter mais a ciúmes e insegurança. No entanto, a insegurança pode abalar casamentos que já duram anos. E, se estava tudo bem e a insegurança passou a existir, pergunte-se o porquê. O que tem gerado esse medo de perder?
  9. Se for necessário, procure ajuda profissional. Um psicólogo pode ajudar a lidar com esse momento de uma maneira mais saudável.

Ninguém precisa viver sobre pressão, ter medo de falar, esconder o que fez, procurar erros no outro, desconfiar da pessoa amada, ter dúvida do que o outro sente, se sentir desconfortável na relação. Um relacionamento amoroso deve ser feliz, deve trazer bem-estar e alegria.

Relacionamentos, principalmente os longos, passam por momentos de divergências e conflitos. Que terminam. Se a sua insegurança está fazendo mal a você e a relação, procure ajuda. Se você está sofrendo com a insegurança do companheiro, procure ajuda.

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O poder do silêncio

A comunicação é fundamental para o ser humano, através dela podemos interagir com as pessoas com as quais nos relacionamentos – seja na vida pessoal ou profissional – construir vínculos, estabelecer relações, chegar em acordos, expressar o que sentimos.

No entanto, saber se comunicar não é fácil e estamos aprendendo constantemente.
Saber se comunicar, no entanto, não é tarefa fácil. Somos educados a falar, a ter razão, a impor nossas verdades a identificar sempre “o certo” e “o errado”. E quando mencionamos a comunicação pensamos imediatamente no ato de falar, sem considerar que a escuta é um dos processos mais importantes para a eficácia de qualquer comunicação.

Quantas vezes ao dia sua fala é interrompida? Você já ouviu diversos conselhos quando só queria desabafar? Já desistiu de falar alguma coisa, pois o outro tinha sempre alguma coisa a complementar? Em um a reunião de trabalho já teve sua fala cortada? Estava passando por um momento difícil e ao falar o que acontecia o outro relatou momentos iguais ou piores pelos quais passou?

Escutar ativamente não é fácil. Temos sempre uma velha opinião formada sobre tudo, múltiplas experiências, vontade expor as nossas vivências e dar conselhos na tentativa de ajudar. O que, em muitos momentos, nos faz falar ao invés de calar.

Ignoramos, constantemente, que o silêncio pode ser poderoso para estabelecer confiança, proximidade e respeito aos sentimentos do outro. Muitas vezes, ao expor uma dificuldade, relatar uma desavença, falar de um problema de saúde ou mencionar um problema familiar, as pessoas não estão buscando opiniões, conselhos ou soluções. Estão buscando apoio, colo e acolhimento., que pode ser dado em silêncio e com carinho.

Parece simples, mas não é. Dar conselhos e sugestões só quando forem pedidos e entender que a dor e o problema do outro, embora te entristeça, não pertencem a você é muito difícil, especialmente, quando se trata de nossos familiares, amigos e pessoas próximas. Na ânsia de ajudar corremos o risco de afastar as pessoas que mais amamos, que podem não se sentir á vontade de falar com quem não sabe apenas escutar.

Ter um olhar atento ao outro e demonstrar genuíno interesse em conhecer seus anseios, medos, problemas, alegrias, expectativas é muito importante para qualquer relacionamento. Assim como tentar conhecer os detalhes da situação que nos ajudem a nos colocar no lugar do outro.

Quer mesmo ajudar? Pergunte como você pode fazer isso. E escute. Apenas escute. Doe seu silêncio, seu tempo e seu amor para ser os ouvidos que muitos não têm quando precisam ter com quem falar.

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