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Insegurança na relação

O medo de perder o parceiro, a sensação de não estar protegido ou seguro na relação, o medo de não ser suficiente, o receio que o parceiro perca interesse é muito mais comum nos relacionamentos do que imaginamos. A insegurança, embora comum, abala e destrói relações.

Em relacionamentos conjugais, a insegurança vem acompanhada de carência, ciúme e pensamentos fantasiosos. O parceiro inseguro passa a idolatrar ou superestimar o cônjuge, sentindo-se indigno de ser amado ou desejado, o que leva a inúmeras desconfianças e discussões.

A insegurança está prejudicando o seu relacionamento? Saiba que é possível superar essa fase e encontrar meios de lidar com essa situação.

Aos inseguros:

Em primeiro lugar, tenha paciência.

  1. Avalie os seus sentimentos: você está com medo de perder o parceiro? Sente ciúme? Tem desconfiança? Agora reflita: você tem motivos para se sentir assim? O que o seu parceiro fez para te deixar inseguro?
  2. Na maioria das vezes a insegurança vem de situações imaginárias e é importante reconhecer isso.
  3. Entenda quais são seus maiores medos e se eles são reais. Muitas vezes encarar o medo e lidar com ele, faz com que a situação seja tangível e contornável.
  4. Desenvolva a autoestima e autoconfiança. Acredite em você. Desenvolva talentos. Pare de ser muito exigente consigo mesmo. Reconheça suas limitações.
  5. Autoconhecimento é importante para ter autoconfiança. Conheça seus pontos fortes e o que pode ser melhorado, isso te deixará mais confiante e seguro.
  6. Não se compare com outras pessoas. Você é único. E a pessoa mada está com você por essa razão.
  7. Cuide da sua saúde física e mental. Sinta-se bem consigo mesmo, incluindo a sua aparência.
  8. Converse sobre seus sentimentos, diga como se sente em relação ao comportamento do parceiro, pergunte. E ouça com atenção. Não adianta perguntar se não deseja ouvir.
  9. Não crie discussões e brigas baseadas em seu achismo. Sua insegurança pode te levar a imaginar situações inexistentes, culpar o outro por coisas que não aconteceram e levar ao fim da relação.
  10. Se for necessário, procure ajuda profissional. Um psicólogo pode ajudar, pois facilita o autoconhecimento e a identificação de rejeições e traumas do passado que levam a inseguranças no relacionamento presente.

Aos que estão sofrendo pela insegurança da pessoa amada:

  1. Antes de qualquer coisa, tenha paciência.
  2. Identifique as queixas do parceiro. Quais são as reclamações? De que você não tem tempo para a relação? Arranjou novos amigos? Dispensa muito tempo às redes sociais? Está cuidando mais da aparência? Arranjou um novo hobby?
  3. Agora avalie o que pode fazer para diminuir a insegurança: explicar a falta de tempo ou dedicar mais tempo à relação, incentivar que o outro também cuida da aparência, apresentar os novos amigos, conversar sobre os seus planos, contar o que fez durante o dia.
  4. Avalie o que tem contribuído com a insegurança: passou a fazer uma atividade nova? Está sem tempo para a relação? Está cuidando mais da aparência? Arranjou novos amigos?
  5. Diga o que sente, elogie, demonstre seu afeto, deixe claro a importância do relacionamento para a sua vida. Ninguém tem como adivinhar o que você pensa sobre ela se você não disser.
  6. Não minta nem omita informações. Às vezes, por medo de gerar mais ciúme e insegurança, as pessoas deixam de contar tudo que se passa com elas. Encontram alguém na rua e não falam, conhecem alguém e não mencionam, vão a um happy hour e citam os presentes. Até que o outro descobre e isso causa grande confusão.
  7. Tenha atenção a maneira como age. Você estimula ou não a insegurança? Procura explicar as situações fantasiosas ou ainda debocha delas?
  8. Qual é o momento da relação? Namoros recentes, quando as pessoas estão se conhecendo, tendem a ter mais a ciúmes e insegurança. No entanto, a insegurança pode abalar casamentos que já duram anos. E, se estava tudo bem e a insegurança passou a existir, pergunte-se o porquê. O que tem gerado esse medo de perder?
  9. Se for necessário, procure ajuda profissional. Um psicólogo pode ajudar a lidar com esse momento de uma maneira mais saudável.

Ninguém precisa viver sobre pressão, ter medo de falar, esconder o que fez, procurar erros no outro, desconfiar da pessoa amada, ter dúvida do que o outro sente, se sentir desconfortável na relação. Um relacionamento amoroso deve ser feliz, deve trazer bem-estar e alegria.

Relacionamentos, principalmente os longos, passam por momentos de divergências e conflitos. Que terminam. Se a sua insegurança está fazendo mal a você e a relação, procure ajuda. Se você está sofrendo com a insegurança do companheiro, procure ajuda.

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A pulga atrás da orelha

Esta semana assisti uma entrevista em que a frase de uma psicóloga, especializada em terapia familiar e conjugal, não saiu da minha cabeça: “quando a pessoa está com uma pulga atrás da orelha, de fato aquela pulga está lá”. E explicou que, ainda que o cônjuge não esteja traindo e nada tenha feito de errado, desconfiar do outro é sinal de que as coisas não vão bem.

Uma vez que a gente desconfia não tem jeito: os sentimentos de frustração, decepção, raiva e medo se revelam. Mas o que fazer diante de uma desconfiança, de um achismo, de um ciúme? Geralmente as pessoas ficam remoendo tudo que estão sentindo, pois não sabem nem como conversar com o parceiro sobre o que estão sentindo. Ou explodem causando conflitos, brigas e desentendimentos.

Não ter liberdade para abordar seus sentimentos de forma clara, segundo a psicóloga que assisti, é uma pulga. Não poder falar que sente ciúme de alguém é outra pulga. Não poder perguntar quem é a pessoa que adicionou no facebook é mais uma pulga. Assim como cada um dos sentimentos negativos que corroem a pessoa por dentro e a impede de compartilhar por medo da reação do outro.

É claro que, com a proliferação das redes sociais e meios de comunicação, as oportunidades de conhecer alguém aumentam e o número de infiéis também. E, ainda que não signifique que todas as pessoas estão em busca de novas aventuras e traem seus parceiros, é normal sentir ciúmes, sim. Das pessoas que você não conhece, de novas amizades, de comportamentos diferentes.

Não é normal pedir a senha do outro, invadir a privacidade, proibir de conversar com as pessoas e ter amigos. Isso já é desrespeito, loucura, agressão. Mas mesmo os mais respeitosos e sãos sentem ciúmes vez ou outra e ficam inseguros. São humanos, portanto. Mas é importante analisar os motivos da insegurança e… conversar com o companheiro – e conversar é diferente de ter acessos de raiva, brigar, gritar e causar tumulto.

Lembra da pulga? Enquanto você não conversar ela continuará lá e, independente de ter existido uma traição, uma mentira, uma deslealdade, na sua cabeça ela continuará existindo. E será suficiente para atrapalhar a sua relação amorosa.

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Ciúme faz bem à relação?

A verdade é que praticamente todas as pessoas já passaram por situações em que se sentiram desconfortáveis ou inseguros. Como, por exemplo, quando o parceiro(a) olhou para alguém numa festa ou deu mais atenção a outra pessoa. O medo de perder a pessoa amada é natural e instintivo, o que não justifica protagonizar uma cena de ciúme.

Reconhecer as situações que despertam insegurança é bom. Assim é possível conversar sobre isso com o companheiro(a), elucidar dúvidas, tranquilizar o coração e, sobretudo, encontrar maneiras de conviver em paz e harmonia. Mas quando o ciúme é recorrente, tudo é um sinal de alerta, e o casal não se sente à vontade em lugar algum, a relação corre risco.

Geralmente as pessoas ciumentas adotam comportamentos controladores que alimentam círculos viciosos: a pessoa que é alvo de ciúme sente-se pressionada, controlada e passa a ocultar algumas informações para evitar problemas. E quando a mentira vem a tona o ciumento confirma a expectativa de que não pode confiar em ninguém. O que gera mais estresse, briga, discórdia. E a relação vive um desgaste.

O ciumento acaba desrespeitando, pressionando e empurrando o companheiro para fora da relação. E, pouco a pouco, o casal para de encontrar os amigos, evita falar abertamente o que pensa, deixa de usar certas roupas para não causar desconforto ao parceiro (a) com medo de dar início a uma briga. Isso não é nada saudável. Nem tampouco uma demonstração de amor. Por mais que o ciumento justifique seu comportamento possessivo como demonstração de atenção, carinho, preocupação e afeto, é bom esclarecer que o amor não ameaça, não torna o dia a dia um inferno e nem faz com que o companheiro fique com medo.

Amar é respeitar a pessoa que está ao nosso lado e desejar que ela seja feliz. E todo esse controle é o contrário disso.  Todas as relações atravessam períodos de maior e menor proximidade, e é natural que em determinado momento haja insegurança e medo de perder a pessoa amada, mas se esse medo domina a relação e cria um verdadeiro mal estar, é preciso ficar atento.

É importante que, quando surge o ciúme, as emoções não sejam ignoradas. Identificar o que causa insegurança e falar sobre isso de maneira clara pode ser bom para a relação. Se o outro se importa com o relacionamento vai fazer questão de conversar, esclarecer, explicar. Tudo será resolvido de uma forma saudável e, com o passar do tempo, o ciúme vai dando lugar a confiança.

O ciúme faz mal à relação. Impede que as pessoas ajam com naturalidade, sejam elas mesmas, construam laços espontâneos. Se o ciumento é incapaz de mudar sozinho, apesar dos esforços, a terapia pode ser uma maneira de auxiliar na mudança de comportamento e ajudar na construção de uma relação mais harmoniosa e enriquecedora.

Demonstrar interesse e se preocupar com o outro é muito diferente de controlar todos os passos e impor limites. E não há amor que floresça onde cada passo pode gerar uma discórdia.

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Lidando com o passado

“A minha mãe sempre disse que você tem que colocar o passado para trás antes que possa seguir em frente.”

Forrest Gump

Qualquer pessoa adulta que inicie um relacionamento sabe que o outro já teve outras relações amorosas. Umas mais significativas do que outras. Umas mais longas do que outras. À medida que o relacionamento vai evoluindo há necessidade de saber se as relações do passado estão onde deveriam estar: no passado.

É claro que quando o outro tem filhos o vínculo dessas relações vai se manter para sempre, mas, convenhamos, essa é uma das poucas exceções possíveis para que, aos olhos de quem ama, faz sentido que o ser amado tenha contato com o ex.

Existem diferenças muito significativas de pessoa para pessoa e, sobretudo, de casal para casal. Conheço pessoas que convivem com os seus ex e os do parceiro, chegando a participar de comemorações em conjunto e frequentando a casa do outro com os seus atuais companheiros. Outros, por sua vez, já não tem contato com ex nenhum. Não sabem onde vivem, o que fazem e como transcorreu sua vida depois do fim. E não se interessam.

Que importância tem isso para a relação atual? Lamento informar: toda. Se você faz o tipo “ex bom é ex morto”, mas o outro faz questão de manter vínculo, as coisas podem se complicar. Você vai conseguir lidar com o/a ex ligando? Marcando encontros? Falando o que tem feito da vida? Vai confiar que não existe nada além de amizade?

Em qualquer relação conjugal a confiança é essencial para a consolidação da intimidade. Mas já vi muitos parceiros escondendo que falam o ex, seja por redes sociais ou telefone, para não causar ciúmes e, ao final, conseguir gerar ainda mais insegurança no parceiro. Se a relação chegou mesmo ao fim, não significa mais nada, qual a necessidade de esconder que encontrou o outro por acaso, adicionou na rede social ou ainda têm contato?

A verdade é que muitas pessoas têm dificuldade de se livrarem do passado. Ficam se perguntando como seria a vida se tivessem tomado outra decisão e, não raro, ainda querem deixar em aberto a oportunidade de voltar para o ex se o relacionamento atual não der certo. Uma canalhice sem tamanho. Falta de respeito com o parceiro atual, com o ex e, sobretudo, consigo mesmo, porque quem não sabe bem o que quer dificilmente conquista uma relação saudável, feliz e próspera.

Em cada nova experiência afetiva, boa ou má, há um conjunto de antigas experiências que guardamos conosco. Mesmo inconscientemente. Mas as histórias do passado devem servir para nos tornar melhores no presente, não assombrar o que estamos vivendo. Olhar o que foi vivido de ruim numa relação anterior e refletir sobre qual a nossa contribuição para o seu insucesso pode colaborar para um relacionamento harmonioso no presente.

Vejo também que muitas pessoas iniciam novos afetos para esquecer amores que não deram certo. Ainda estão envolvidos e apaixonados por uma pessoa, mas incluem uma terceira, desavisada, no meio de toda essa confusão. Isso é má ideia. Resolva suas questões e ponha um ponto final definitivo antes de iniciar uma nova relação.

Para que a história atual seja única e especial, é preciso deixar o que foi vivido para trás e ter coragem de construir um relacionamento diferente. É preciso olhar para frente, porque como já diz um antigo ditado popular, “águas passadas não movem moinhos”.

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Ciúme é tempero?

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A maioria das pessoas já teve o coração dilacerado por uma mentira e tem uma história de traição para contar. Como diz o ditado: gato escaldado tem medo de água fria. E fica difícil confiar novamente, de coração aberto, seja na mesma pessoa ou em outra. Sentir ciúmes, portanto, é compreensível.

Mas, diferente do que muitas pessoas afirmam, o ciúme não é o tempero do amor. Não é, nunca foi e nunca será. Quem já viveu um relacionamento cercado de insegurança e exigências de prova do amor, sabe que ele está mais próximo do veneno do que do tempero.

As relações em que o ciúme predomina, aos poucos vão se tornando tóxicas. Cria-se um ambiente de desconfiança em que um passa a exigir explicações e monitorar a vida do outro constantemente, fazendo com o que o laço que os unia aos poucos enfraqueça.

É difícil lidar com uma pessoa ciumenta. Com alguém que não acredita em suas palavras. Que questiona tudo. Que não aceita sua autonomia e independência. Que aos poucos mina seus relacionamentos com os amigos e a família.

No auge da paixão as pessoas nem percebem que ao invés de amor estão semeando o ódio e o desrespeito. Até porque aprendemos ao longo da vida que ciúme é saudável, é tempero do amor, é uma manifestação de afeto, é a certeza de que o outro se importa com você. Desconstruir isso leva tempo e, muitas vezes, não sem antes estragar alguns relacionamentos.

A maior parte das pessoas tem ciúme de quem ama. É perfeitamente normal sentir insegurança, ter medo de perder e desejar ser o único na vida do outro. Muitos já protagonizaram uma cena de ciúme, porque dentro de cada um de nós habitam todos os sentimentos do mundo.

É importante, no entanto, observar se o ciúme tem fundamento. A pessoa vive mentindo? Inventa desculpas? Já te traiu? Já dilacerou seu coração várias vezes? Em caso afirmativo, talvez seja hora de refletir se compensa viver um relacionamento onde não há respeito, porque o ciúme não fará o comportamento do outro mudar.

Um relacionamento saudável é constituído de duas pessoas inteiras, que se amam, se respeitam, estão juntas por vontade. É lógico que, como seres imperfeitos e em constante desenvolvimento, serão invadidos pelo ciúme vez outra. Mas ele não pode dominar as atitudes, azedar o relacionamento nem fazer com que a vida se torne um inferno.

Pedir a senha das redes sociais, vasculhar as coisas do outro, exigir que envie a localização de onde está, por exemplo, não são atitudes saudáveis. Se você já se pegou fazendo isso ou vive situações semelhantes reveja o seu relacionamento.

O amor deve trazer bem-estar, leveza e colorido à vida. Não tristeza, desconfiança e dor. E, na maior parte das vezes, o ciúme vai minando tudo que existia de melhor no amor.

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