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Amigo de quem?

Estão dizendo que hoje é dia do amigo. Claro que aproveitamos para lembrar e agradecer aos que fielmente nos acompanham nessa caminhada. Beijos, te amo, não vivo sem vocês. No entanto, como uma boa amiga – da onça – que sou, devo lembrá-los que nem todo amigo é o amigo perfeito de Neverland (alguns chamam de Facebook). Ora, tem amigo que aproveita que é amigo para ser chato, inconveniente e generosamente desagradável. Desculpa, amigo, mas não te amo e vivo bem sem você.

Outro dia, conversando com uma amiga, confessei que tenho tanto medo de me meter na vida dos meus amigos, mas que às vezes, talvez, eu peque por omissão. Sempre acho que quem precisa de ajuda, pede. Bem, eu sou assim. Entendo que alguns têm medo de incomodar com “bobagens”, mas sei também que outros querem que você adivinhe, por obrigação, já que você é um amigo.

Não sou aquela amiga dos sonhos, ou seja, não sou aquela amiga-para-todas-as-horas ou conte-sempre-comigo, mas, talvez, como uma boa – boa mesmo – amiga, já avisei. Não dá pra contar comigo pra tudo. Até porque eu tenho a minha vida, meus problemas, minhas preocupações, que tento contornar, para não precisar pedir que alguém largue tudo que está fazendo para me acudir. Assim penso eu. Mas se é de mim, apenas de mim, que você precisa, largo tudo para te ajudar.

Já tive mais necessidade de falar os meus problemas. É bom ter com quem conversar… Mas problema, meu amigo, geralmente é algo que você já sabe como resolver, e não consegue. Ter um amigo nessas horas é muito bom para um desabafo, mas se ele não tem como te ajudar, dependendo, ele vai ressaltar todos os erros que te levaram a chegar onde você está. Valeu o desabafo? Às vezes não.

Não costumo mentir para os meus amigos, mas também evito dizer verdades desnecessárias. Não sei qual critério costumo usar para medir palavras enquanto algo está tão claro para mim, e tão difícil para ele. É insuportável ver um amigo sofrendo por algo que eu tenho respostas e posso ajudá-lo a se orientar… Mas logo lembro de situações, maiores ou menores, que me encontro, e no entanto também não consigo me ver.

Todavia, por incrível que pareça, se é difícil um amigo para momentos tristes, mais difícil ainda é para os momentos felizes. Lembro que quando resolvi sair da casa da minha mãe, insegura com a independência, porém feliz pela conquista, um amigo me disse “Conheço muita gente que teve que voltar pra casa da mãe depois”. Que derrota. É de contar nos dedos aqueles que ficam felizes junto com a gente.

Hoje tenho poucos e bons amigos. Posso dizer que são minhas maiores conquistas. Gosto mais daquela parte que a gente ri junto, porque é para isso que a gente vive… mas há dias de sol e dias de chuva, e estamos juntos debaixo desse céu todos os dias.

Aproveito a oportunidade, longe de Neverland, para agradecer a todos os meus amigos e dizer que sem vocês e minha família, eu não seria nada. Se hoje conquistei tantas coisas (quem me conhece antes da minha filha sabe), que jamais sonhei que seria capaz, foi porque meus amigos me ajudaram. Às vezes acho que não mereço os amigos que tenho, porque são aqueles para-todas-as-horas, conte-sempre-comigo e para-vida-toda. Nunca consigo retribuir à altura, mas, em minha defesa vocês podem contar com o tipo ajuda-quem-não-atrapalha. Não é muito, mas é de coração.

linhaDanielle Means .

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