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Como se formam os casais

É engraçado pensar que pessoas que nunca se viram antes, não tinham qualquer vínculo, de repente se tornam casais. Alguns se conhecem no transporte público, em aplicativos de relacionamento, na escola, no trabalho, numa praça, na praia, em um show, durante uma viagem. Conversam, trocam telefones, se beijam, marcam encontros, ficam, namoram, se casam, têm filhos.

Completos desconhecidos e estranhos se tornam uma das pessoas mais importantes na vida um do outro. Compartilham experiências, vivem momentos tristes e felizes, constroem uma vida em comum, que pode levar muitos ou poucos anos. Mas que deixam memórias, criam histórias e fazem com que este encontro, de uma maneira ou de outra, influencie a sua existência.

O amor é uma força potente. E, chega assim, meio de repente. Por mais que muitas pessoas sonhem em encontrar alguém para amar e ser amado, não imaginam que justamente aquele perfeito desconhecido vai se tornar essa pessoa. Ou alguém imaginou, depois do primeiro beijo ou do primeiro encontro, que a história estava só começando e viria muito mais?

É verdade que há casais formados por pessoas que já se conheciam, amigos de infância ou pessoas próximas da família, mas a maioria é construída por pessoas que nem imaginavam que se conheceriam um dia. E, de repente, estão ali traçando planos, sonhando juntas, construindo a própria família.

As pessoas estão lá, entretidas com a vida, fazendo suas coisas, conhecem alguém, se apaixonam e escrevem uma história. E isso é lindo. Prova que as pessoas são capazes de confiar umas nas outras, assumir riscos e se empenhar para contribuir com a felicidade de alguém.

Você encontrou o seu amor? Era alguém que já conhecia ou um completo desconhecido? Onde se conheceram? Se ainda não encontrou, lembre-se: um dia, quando menos esperar, um estranho fará parte da sua vida – se for isso que você desejar, claro.

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Lavando roupa suja nas redes sociais

A maioria das pessoas utiliza redes sociais e, provavelmente, já se deparou com desabafos de todo tipo. Há uma quantidade enorme de indiretas, de gente que se acha alvo de inveja, de críticas de todo tipo e, não raro, publicações que sabemos que são para o cônjuge, namorado ou até o crush.

Eu não tenho nada com isso, claro. E, como diz o ditado, se conselho fosse bom ninguém dava, vendia. Mas vou dar assim mesmo: não seja essa pessoa. Falando em ditado popular (adoro e conheço muitos!), roupa suja se lava em casa. É provável que essas publicações tragam ainda mais problemas para a relação.

Além disso: nem todos torcem pela sua felicidade. Há pessoas que pela frente demostram apoio e por trás fazem críticas e, mesmo aquelas que gostam de você não podem solucionar seus problemas. Cuidar do seu relacionamento e resolver as dificuldades é uma delas.

Quer desabafar? Procure um familiar ou amigo de confiança que realmente se interesse pelo seu bem-estar, que irá ouvir suas dificuldades e prestará o apoio que precisa. Nas redes sociais as pessoas nem têm tempo. E muitas vezes estão ali só para saber da vida alheia. Preserve-se.

Já vi muita gente fazer publicações sobre as crises amorosas e, tempo depois, publicar fotos lindas e românticas. Sem contar as pessoas que falam mal do ex e depois reatam o relacionamento. Antes de publicar alguma coisa negativa sobre o seu relacionamento nas redes sociais, respire. E reflita: é necessário? Vai ajudar em alguma coisa? Vou solucionar o problema? O outro vai se sentir invadido?

Se as coisas andam tão mal que a vontade de publicar nas redes sociais e dizer ao mundo o que está acontecendo é grande, vale pensar se não é hora de buscar ajuda profissional. Ou terminar a relação. Quando um relacionamento é saudável as pessoas querem fazer declarações, exibir fotos, não ficar enviando indiretas (ou diretas mesmo!), reclamando e brigando aos olhos de todo mundo.

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Casamento e afazeres domésticos

Recentemente assisti um vídeo do Içami Tiba sobre família. Falava que as mulheres precisam se livrar da culpa de trabalhar fora de casa e não cuidar dos filhos em tempo integral e que os homens precisam se responsabilizar tanto quanto as mulheres pelos afazeres domésticos e educação das crianças, principalmente quando suas esposas também se dedicam às carreiras tanto quanto eles.

Parece simples. Básico. Óbvio. Mas, infelizmente, compartilhar os fazeres domésticos e responsabilidade pela educação dos filhos ainda não é uma realidade em todas as famílias. Com certeza em pouquíssimos lares é o pai que escreve o bilhete escolar, arruma a mochila do filho para o dia seguinte, dá mamadeira, troca fraldas e não espera a mulher chegar do trabalho para esquentar o jantar.

Conheço muitas mulheres que trabalham tanto quanto seus maridos e, ainda assim, são as responsáveis pela organização da casa. Quando têm empregada ou diarista são elas que sabem quais materiais de limpeza comprar, fazem lista do mês, dão as orientações para a limpeza e organização da casa, planejam a ida e volta dos filhos da escola, se preocupam com o lanche das crianças e muito mais.

Quando o homem se responsabiliza com alguma tarefa as pessoas olham com espanto e um tanto de inveja e afirmam “que bom que ele te ajuda!’. Com toda revolução sexual, independência feminina e brados de empoderamento, ainda cabem aos homens só ajudar. Muitos são coadjuvantes em relação à vida doméstica e podem se dar ao luxo de dizer que tiveram um dia exaustivo no trabalho, sentar no sofá e não fazer nada mais.

Uma pesquisa do IBGE, realizada em 2016, indica que nove em cada dez mulheres realizam algum tipo de tarefa doméstica por, no mínimo, uma hora semanal. Já entre os homens, sete em cada dez realizam tarefas em casa, mas dedicam metade do tempo em relação às mulheres.

Não por acaso muitas mulheres estão estafadas, sobrecarregadas, cansadas e culpadas. Educadas para estudar, ter uma carreira, ser independente e contribuir de maneira igualitária com as responsabilidades financeiras, não se livraram da carga de cuidar dos afazeres domésticos, invisíveis aos olhos dos outros. No vídeo que assisti Içami Tiba toca num ponto importante: os homens hoje se beneficiam da emancipação das mulheres, sexual e financeira, mas não dividem as responsabilidades domésticas e familiares.

Se você é mulher e está sobrecarregada com milhares de responsabilidades, converse com o seu parceiro. Proponha nova divisão de tarefas, peça ajuda. Muitas de nós estão tão acostumadas a assumir as responsabilidades do lar, ser a dona de casa, assistir, na vida e na arte que é nossa obrigação cuidar de tudo e de todos que, inconscientemente, reproduzimos este padrão. Por mais esclarecidas, estudadas e abertas que somos.

Se você é homem e leu até aqui, não espere a sua namorada ou esposa pedir ajuda e dizer o que fazer. Não espere ela chegar para esquentar seu jantar, arrumar a mesa e arrumar seu prato. Não espere ela decidir o que fazer para comer. Não espere que ela abra a mochila dos filhos de vocês e coloque a roupa molhada para secar. Não espere que sempre ela falte o trabalho para levar as crianças no médico ou vá numa reunião escolar. Não espere. Seja lá como for a rotina de vocês, não espere. Contribua.

É lógico que cada família tem o seu jeito, seus valores e a sua rotina. Não há nada de errado em uma mulher que abdica da vida profissional para cuidar da casa e dos filhos. Como também não há mal nenhum em um homem que faz o mesmo, embora essa realidade seja bem menos comum. Geralmente é a mulher que abre mão de seus sonhos para manter os outros membros da família sonhando. Por que, pergunto eu, em uma relação alguém tem que deixar de sonhar? Por que nos ensinaram que quando um ganha o outro tem que perder? Por que alguém tem que sofrer para o outro ser feliz?

Viver a dois se torna mais leve, fácil e prazeroso quando ambos se responsabilizam pela casa que vivem, a dinâmica da rotina, a educação dos filhos, a divisão de tarefas. Dificilmente alguém gosta de lavar louça, colocar roupa na máquina, fazer comida todo dia, recolher o lixo, ir ao supermercado, brigar para o filho tomar banho/escovar os dentes, trocar fralda de criança, fazer bilhete para professora. Faz por necessidade, por cuidado, por obrigação. E por amor. Amor exige cuidados e responsabilidades.

Não adianta sobrecarregar o outro e depois esperar noites maravilhosas de sexo, declarações de amor, demonstrações de carinho. Quem anda estafado, cansado, sobrecarregado e preocupado em manter a vida de todos funcionando perfeitamente não tem tempo para pensar no seu próprio prazer nem no lazer. E o pouco tempo que tem prefere descansar.

Por outro lado, se você conhece algum homem que participa da vida doméstica e compartilha a responsabilidade da casa, por favor, pare de olhar para a mulher dele e dizer “como você tem sorte!”, “que bom que fulano de ajuda!”. O casal que divide a vida e mora sob o mesmo teto precisa ser o dono da casa. Igualmente. O que não deve causar espanto algum.

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Elogie quem você ama

Você lembra do início do seu relacionamento? Como ele era antes dele ganhar o rótulo que tem hoje, na fase em que estavam se conhecendo? Onde se conheceram? Como trocaram telefones? Qual o lugar do primeiro encontro? Alguém os apresentou ou um de vocês se apresentou? Você lembra de como se sentia a cada mensagem, a cada telefonema?

No início de todo relacionamento, ansiosos em agradar, com receio de falhar, querendo conquistar, apresentamos o melhor de nós. Ou tentamos. E enxergamos o melhor do outro. Ou o que ele mostra. E não cansamos de demonstrar a satisfação de estar ao lado daquela pessoa, e não outra, e a elogiamos frequentemente. Imagino que não tenha sido diferente com você e, por isso mesmo, você se apaixonou.

Ficou feliz a cada olhar de desejo, a cada frase de incentivo, a cada palavra de admiração, a cada elogio. “Como é lindo o seu sorriso”, “como você é inteligente”, “essa roupa lhe caiu bem”, “esta cor combina com seus olhos”, “eu gosto do seu cheiro”, “ficou lindo seu corte de cabelo”, “como você canta/escreve/fala/toca um instrumento bem”. Eram frases simples, ressaltavam situações cotidianas, mas demonstram que você chamava atenção. Se não do mundo, de uma pessoa no meio de tantas.

Depois da conquista, no entanto, muitas pessoas perdem o hábito de elogiar o parceiro. Pior do que isso: deixam de observá-lo. Não notam o corte de cabelo, a cor da unha, a roupa nova, o cheiro diferente. Nem se sensibilizam com uma aprovação num concurso, uma nota alta na prova, a conquista de algo importante. A rotina é estafante, dizem. Não têm tempo para essas pequenezas.

Pouco a pouco, de indiferença a indiferença, relacionamento acaba. Acaba pela falta de cuidado, falta de interesse, falta de admiração. Pela incapacidade de apreciar as qualidades da pessoa que está a seu lado, reconhecê-las e manifestar felicidade em relação a elas.

Depois da conquista não há nada conquistado. O jogo não está ganho, porque amor não é jogo. Não há felizes para sempre, porque a vida real está bem distante de ser um conto de fadas. Tenha certeza de que há sempre mais a descobrir sobre quem você ama e, se descobrir coisas boas, o que custa elogiar?

Elogie. O elogio é uma demonstração de carinho. E amor.

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