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Cure-se para amar novamente

Nem todo amor dura para sempre. A maioria das relações amorosas são eternas enquanto duram, como já escreveu o poeta. E ainda bem. Hoje as pessoas são livres para permanecerem juntas ou não – o que é muito bom – e se responsabilizarem por suas escolhas. Estamos todos de acordo que não vale a pena viver uma relação que não faz bem.

Dito isso é importante dizer que, quando um amor acaba, não acaba da mesma forma para as pessoas envolvidas. Um ainda pode estar apaixonado, outro magoado, um deles já se envolveu com alguém e o outro não. Términos são sempre difíceis, mesmo quando acompanhado daquele papo “somo bons amigos, não estamos mais juntos, mas nos respeitamos.”

Terminar uma relação é, de certa maneira, viver um luto. A vida que construíram juntos deixa de existir e outra vai passar a existir. Algumas pessoas ficam perdidas, o que é compreensível e absolutamente normal, porque todo uma rotina precisa ser esquecida.  E como esquecer depois de tanto tempo compartilhando uma vida em comum?

Quem já terminou uma relação, e nem precisa ser um casamento, sabe o quanto é doloroso. Ou você ainda gosta da pessoa ou a pessoa ainda gosta de você ou aconteceu tanto coisa que só resta dor e tristeza onde deveria ser só amor e paixão. Não há nada de errado em chorar, dizer que nunca mais quer saber de ninguém, pedir colo aos amigos, sofrer comendo brigadeiro em frente a tv. Aliás, se você está vivendo a dor de uma relação que terminou, permita-se sofrer.

Não adianta ir para as redes sociais posar de alegre, fazer posts motivacionais, ir de bar em bar, frequentar todas as festas e resolver ficar com todo mundo para esconder seus sentimentos. Você não está escondendo seus sentimentos dos outros, mas de você mesmo. Até porque, gente recém-separada que apaga as fotos de ex e começa a publicar indiretas e exibir alegria é tão comum que às vezes nem conhecemos direito as pessoas e logo sabemos: terminou o relacionamento.

Cada pessoa lida com a dor de uma maneira, é verdade. Mas é preciso lidar com ela. Não tente fingir que ela não existe. Depois de um tempo as coisas se ajeitam. E se não se ajeitarem, procure ajuda profissional, mas se cuide. Se você não cuidar do seu coração, não refletir sobre a relação que viveu, não se permitir viver os seus sentimentos, provavelmente terá dificuldade para refazer sua vida e até se relacionar novamente.

E o que acontece quando um coração mal curado encontra um novo amor? A possibilidade de viver outra relação malsucedida, porque ninguém tem a obrigação de curar ninguém. Relações adultas são construídas por pessoas inteiras. Cure-se antes de se envolver com alguém que nem imagina as dores pelas quais você está passando.

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“Os jovens casam pensando em separar”

Recentemente ouvi uma pessoa dizer que os jovens de hoje se casam já pensando em separar, que são desapegados, não constroem relações duradouras, temem compromissos e engatam um relacionamento no outro sem qualquer cerimônia. Imediatamente contestei, pois tenho uma percepção bastante diferente.

Eu vejo que os jovens querem relações verdadeiras, terminam quando não estão felizes e casam cada vez mais tarde depois de terem pensado muito a respeito. E pensam muito por acreditarem que o casamento não deve ser prioridade em suas vidas. Antes de firmarem compromisso eles querem realizar seus objetivos pessoais e profissionais. O que não considero errado.

Vejo jovens casais apaixonados, tendo filhos, fazendo planos juntos. E todos que conheci casaram pensando em ficar juntos para sempre. Até os que separaram. Mas, ainda que seja triste ver um relacionamento chegar ao fim, mais triste é ver um casal que se desrespeita, se agride, é infeliz, mas não tem coragem de separar. Ou não pode por alguma razão.

Romântica incorrigível eu adoraria que todos os casais do mundo fossem felizes para sempre. Mas sabemos: não são. E que bom que todos, ao menos no nosso país, têm a oportunidade de separar e começar de novo quando julgam que o casamento acabou. Isso ainda é um direito que devemos respeitar.

E, antes que culpem os jovens, há velhos que casaram e descasaram. Mais de uma vez. Esse não é um privilégio dos jovens, muito pelo contrário. Talvez as motivações para o casamento sejam diferentes de acordo com a época. Atualmente poucos apressam uma relação para ter sexo, para assumir uma gravidez não planejada, fazer a vontade dos pais casando com quem não gostam ou se relacionando para não ficarem sozinhos.

A maioria dos jovens se unem por paixão, por amor, por desejo de dividir o mesmo teto, compartilhar a vida, dormir e acordar juntos todos os dias, construir uma família, realizar sonhos em comum. Deve existir quem case por conveniência, por obrigação ou mesmo para dar um golpe – como mostram os livros, filmes e novelas. Afinal, existe de tudo nesse mundo. Mas isso não é regra, é exceção.

Não vejo pessoas colocando prazo de validade em seus relacionamentos e planejando separações. Vejo apenas que hoje em dia as pessoas têm a possibilidade de estar ou não com alguém e fazem uso do direito de se separarem quando não estão felizes. São outros tempos. E a possibilidade de pôr fim a uma relação, por exemplo, foi um grande avanço.

A maioria das pessoas põe o coração em suas relações e faz de tudo para que seu relacionamento dê certo. Mas às vezes não dá. Precisamos respeitar isso e aceitar “que seja eterno enquanto dure” – ainda que a gente fique torcendo para que dure para sempre.

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O começo do fim

Relações amorosas terminam por diversos motivos e o fim tem várias formas. Muitos casais começam a discordar de tudo, falar mal um ao outro, discutir, chorar e resolvem que não dá mais para conviver sob o mesmo teto. Mas nem todos terminam debaixo de discussões calorosas, o que significa a fúria não é indicativo de que uma separação está por vir.

Uma vez ouvi de um advogado que atuava na área de família que sabia quando o casal desistiria da separação pelo modo pelo qual se comportavam. Na maior parte das vezes aqueles que ainda discutiam, se revoltavam e ainda encontravam forças para brigar voltavam. Ainda mais se ainda sentissem desejo um pelo outro.

Pessoas que não viam a hora de chegar a um acordo e nunca mais olhar para a cara de quem já amou um dia, que não se importavam com o que o outro dizia e simplesmente não queriam nada mais do que pôr um fim em toda a relação geralmente não voltavam. O que essa observação tem a nos dizer? Que é a indiferença e o desinteresse que matam o amor.

Muitas vezes as pessoas já estão em uma relação que já acabou, só não se deram conta disso. Ou se deram conta, mas pelos filhos, situação financeira, hábito, costume ou sei lá mais o que, mantêm o relacionamento. Não brigam, não sentem ciúmes, não fazem planos em comum, cada um tem os seus programas, pouco se falam, mas vivem sob o mesmo teto.

Mas como identificar que uma relação está chegando ao fim? Eu não sou especialista em relações familiares e, quando se trata de interações humanas, não confio em fórmulas, bulas e receitas prontas. Manter uma relação não depende de uma única pessoa, não é mesmo? Apesar de todo o olhar atento, carinho, amor e dedicação, o outro pode chegar de repente e dizer que não vê mais sentido em tudo que construíram e decidir ir embora.

Ainda assim acredito que quando pessoas maduras e seguras dos seus sentimentos decidem ficar juntas não é de repente que resolvem ir embora. E se o fazem é porque se depararam com o desinteresse. Há coisa mais triste do que conviver com alguém que não liga para suas necessidades emocionais, não presta atenção em você e é indiferente a tudo que você faz?

Então preste atenção ao seu relacionamento. Se nada do que seu parceiro faz ou fala te interessa, se os fins de semana não são mais sinônimo de diversão a dois, se há infidelidade emocional, se as necessidades do outro são desprezadas, se você critica tudo o que outro faz ou nem discute mais pelo fato de achar que nada do que fale vai adiantar, mal sinal.

No entanto, quando há amor e os dois se preocupam em salvar a relação, é possível chegar a uma solução e encontrar a felicidade conjugal novamente.

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Ninguém tem a obrigação de te amar

Adultos se frustram, sofrem desilusões e lamentam a dor de um amor que chegou ao fim. Provavelmente, mais de uma vez ao longo da vida. Inevitavelmente todas as pessoas que decidem se arriscar a viver um relacionamento amoroso sofrem em algum momento.

A relação pode ter sido curta ou longa. Ou nem ter existido oficialmente. Mas acabou. As pessoas mudam, se interessam por outras, veem que a pessoa pela qual se apaixonou nem existia – era sua própria criação -, mudou e quem amava não acompanhou a mudança. Motivos para terminar um relacionamento são diversos.

Certamente você já terminou o relacionamento com alguém e, algum dia, já terminaram com você também. Ainda que levar um pé na bunda possa doer mais, nunca é fácil quando um amor acaba. Mesmo aqueles que afirmam que estão numa boa, agora são apenas bons amigos e vida que segue, ainda estão se adaptando a nova rotina, divisão de bens e uma série de coisas que envolvem dizer adeus.

Talvez uma das piores coisas do fim de um relacionamento é constatação máxima de que NINGUÉM é obrigado a nos amar. E, portanto, não têm que ficar conosco por nossa vontade. É triste, mas podemos amar sem ser correspondidos ou não ser correspondidos com a mesma intensidade.

Quando uma relação chega ao fim é natural que as pessoas se questionem o que fizeram e o que poderiam ter feito para evitar o adeus. Mas se forem honestos verão que muitas vezes não havia nada a ser feito a não ser tudo que fizeram: se entregar de corpo e alma, amar sem reservas e confiar no amor do outro.

Infelizmente muitas pessoas não têm maturidade para lidar com o fim de uma relação. Acho que ninguém tem, na verdade. Mas, para sua própria saúde – física e mental -, procure aceitar. Ir atrás, mandar mensagens, perseguir, ameaçar, insistir num retorno só vai afastar ainda mais a pessoa que você gostaria de ter por perto.

Ninguém é obrigado a nos amar e estar ao nosso lado. Elas amam involuntariamente e permanecem conosco por vontade. Ou deveriam. Amar não é imposição.

Deixe ir…

Quando menos você esperar as feridas estarão saradas e seu coração estará preparado para amar novamente.

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Ser a outra

Toda semana fico sabendo de novas histórias sobre traição. E toda semana fico chocada, indignada e desacreditada nas pessoas e em suas relações calcadas em mentiras, desrespeito e ilusões. Dos casos que soube recentemente, quem está traindo o parceiro tem aquela imagem de pessoa certinha, discurso conservador em prol da família e dos bons costumes e publica várias fotos e declarações de amor nas redes sociais.

Sabe aquele relacionamento de dar inveja? A família de comercial de margarina? Mas não é sobre pregar um discurso e ter atitudes divergências nem a superficialidade das publicações nas redes sociais – em que nem tudo é o que parece –  que desejo falar hoje. Hoje eu quero falar de um personagem tão demonizado, odiado e incompreendido: a outra.

A outra é uma mulher como nós. Como tantas. Não importa se é alta, baixa, loira, morena, rica, pobre, feia bonita, culta ou inculta. Importa que ela se apaixonou pelo mesmo homem que você. Sem que você saiba disso. E, se a história é descoberta, geralmente todo ódio é transferido para ela. Afinal, é uma puta, vadia, destruidora de lares, pistoleira. Inúmeras cenas de filmes e novelas ilustram brigas de mulheres por causa de homem.

Assisti poucas cenas – na realidade não estou lembrando de nenhuma – em que a mulher traída agrediu o próprio parceiro, a pessoa que a enganou. Mas isso também não é um texto sobre violência ou apologia a agressão. Nada justifica bater em alguém. Nem uma traição é motivo para isso. O que é então o objetivo deste texto? Analisar, superficialmente, o porquê uma mulher aceitar ficar com uma pessoa comprometida.

Conheci mulheres que foram amantes por anos, se sujeitando a encontros em horários esdrúxulos, tirando inúmeras fotos com o homem que ama sem poder publicá-las, comemorando datas festivas em dias diferentes, se contentando com poucas horas de atenção e até mesmo abrindo mão do sonho de ser mãe, pois o homem já tinha filhos com a esposa.

Das histórias que já conheci, algumas mulheres acreditaram que ser a outra era ficar apenas com a parte boa da relação – sexo, passeios e presentes. Que teriam um romance ausente de monotonia e obrigações. Mas foi justamente isso que gerou toda a mágoa, insegurança, desconforto e, posteriormente, conflitos.

Algumas mulheres também julgaram que nada estavam fazendo de errado e bastava aproveitar um pouco do homem que acharam bonito, inteligente ou sei lá o quê. Só sexo e nada mais. Até que um encontro se transformou no segundo, no terceiro, no quarto, e perderam o controle. Paixão é uma coisa complexa, não é mesmo? Não dá para planejar.

Também não estou com pena da outra. A vida é feita de escolhas. Se ela se envolveu com um homem comprometido, ou continuou com ele depois que descobriu que ele tinha alguém, foi porque quis. E toda escolha traz consequências. O que, neste caso, consiste em aceitar que não está no topo das prioridades do outro e não poderá contar com seu apoio prontamente.

Não é fácil acabar com uma relação quando se está apaixonada. Mesmo percebendo que o homem não irá abdicar da mulher para viver uma nova relação e que as coisas vão permanecer como estão, parece mais fácil e menos doloroso aceitar. Muitas vezes, no entanto, se sujeitar ser a outra mesmo estando insatisfeita com a situação afeta outras relações afetivas, familiares e até mesmo profissionais.

Com o passar do tempo os planos e os sonhos vão ficando para trás em detrimento de uma relação que nunca evolui. Ou não evolui do jeito que gostaria, já que a pessoa pela qual se apaixonou já tem compromisso, rotina e uma vida que não está disposta a renunciar em nome de outro amor.

Hoje meu texto é para a outra: se você está com um homem comprometido e já teve demonstrações suficientes de que ele nunca irá renunciar a essa relação para investir em outra com você, reflita sobre o seu futuro e o que espera de uma relação amorosa. Exteriorize sua tristeza, reconheça a dor de viver uma relação pela metade e tenha força para acabar com o que te faz mal.

Procure apoio dos amigos, busque um terapeuta. Às vezes é necessário compreender o porquê de escolher homens complicados e estabelecer relações insatisfatórias. Ninguém precisa ficar estacionado em uma relação que não pode ser vivida plenamente e, por isso mesmo, causa dor, mágoa e tristeza. É preciso recuperar a autoestima e otimismo e perceber que o amor é outra coisa.

Se você gosta de ser a outra, aí já é outra história. E, pelo menos por enquanto, eu não tenho um texto para você.

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