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Que tipo de relacionamento você quer?

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Muitas pessoas afirmam que querem um amor e não conseguem encontrar. Afirmam que ninguém quer compromisso, que todos estão atrás de sexo casual e algumas horas de companhia. Dizem ainda que os novos tempos prejudicaram aqueles que sonham com um relacionamento duradouro. São tempos de amores líquidos, afirmam os desolados.

Vivemos a certeza de que nada é permanente e podemos fazer escolhas a todo o momento. O que inclui mudar de parceiro. Ou não ter ninguém. Ou ter vários. Com a vantagem de que hoje nada disso é errado, afinal ouvimos a todo tempo que somos protagonistas de nossa própria vida e precisamos nos responsabilizar por ela. A vida é nossa. E hoje em dia, ao menos teoricamente, podemos amar da maneira que nos dá vontade.

Há aqueles que gostam de se sentir desejados, constantemente apaixonados, e pulam de paixão a paixão, colecionando histórias de amor. Há os tranquilos, que veem mais sentido em relacionamentos duradouros, não temem a rotina e não fazem questão de parecer desejáveis para qualquer um. Basta ser para aquele que ama.

Nenhuma das pessoas está errada. Cada um tem um jeito de ser e, consequentemente, uma maneira de se relacionar com o outro e viver suas relações amorosas. Errado é ser de uma maneira e querer ser de outra. Ou querer que o outro seja do seu jeito. Se você é tranquilo, quer um amor sereno e se apaixonou por alguém que vê mais sentido em acumular conquistas, por exemplo, irá sofrer. Se você adora colecionar conquistas e se apaixonou por alguém que deseja um amor para repousar, terá problemas também.

Portanto, antes de afirmar que não existe a pessoa certa para você, que hoje em dia ninguém quer nada sério, que é tudo fácil demais e as pessoas optam por viver amores fugazes, responda: que tipo de relacionamento VOCÊ quer? Não se preocupe com o que desejam os outros, pense no que te faz feliz.

Pode ter certeza de que existe sempre alguém que deseja o mesmo que você e, em algum lugar, também está praguejando que nos tempos de hoje ninguém quer o mesmo que ela. E quer, sim. Porque tem sempre quem queira. Porque o mundo é múltiplo, diverso, rico, cheio de gente diferente. E também de gente igual a você.

Não adianta perder tempo com alguém que não liga no dia seguinte, faz charme, é conquistador, sai com uma pessoa a cada dia, se você deseja a sorte de um amor tranquilo. Não adianta insistir na pessoa que liga, quer apresentar a família, está cheia de planos, se você não deseja mais do uma boa companhia e sexo casual. Não adianta sonhar com um relacionamento monogâmico se a pessoa por quem se apaixonou deseja um amor livre.

Até mesmo quando se trata das coisas do coração precisamos fazer uso da razão e pensar, conscientemente, no que nos faz feliz e no que estamos dispostos a dar e receber. Porque, acredite, sempre tem quem queira receber o que temos para dar. E se você não encontrou até hoje deve estar  desperdiçando energia com quem não está na mesma frequência.

Amor é troca, é parceria, é convivência e, sobretudo, é escolha. E com milhões de pessoas que existem neste mundo há de existir alguma que caiba dentro do seu mundo particular. Mas, antes disso, responda mais uma vez: que tipo de relacionamento você quer?

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Pare de sabotar seus sonhos

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Há tempos atrás conheci uma mulher cujo sonho era casar e ter filhos. Sonhava com isso. Desenhava o vestido de noiva que usaria no grande dia, tinha nome para os filhos que ainda não tinham nascido e lamentava a dor de um amor que ainda não conhecera.

Ela não era mais nenhuma menininha. Próximo aos quarenta anos, tinha vivido alguns relacionamentos, teve algumas paixões e acreditou ter encontrado o amor de sua vida. Nenhum dos relacionamentos a levou ao altar e ela estava preocupada com o passar do tempo. Com o dito relógio biológico com o qual aterrorizam as mulheres. Com a possibilidade de não ter seu sonho realizado.  De não ver os filhos que ela já conhecia em sua mente.

Eu ouvia suas histórias com atenção. Suas paixões avassaladoras foram, em sua maioria, com homens já comprometidos, que se encontravam com ela às escondidas, que prometeram amor, fidelidade e respeito, mas não respeitaram as mulheres que viviam com eles, nem tampouco terminou o relacionamento para viver com o “novo amor”.

Ela me contava histórias tristes. Como uma vez em que foi passear no shopping, viu o homem que amava em uma joalheria, ficou super feliz com a possibilidade de ganhar um presente, mas descobriu, tempos depois, que ele havia comprado uma joia para a esposa, aquela mulher que ele jurava não amar mais e com quem iria terminar em breve. Ainda assim, o relacionamento com ele durou anos. Anos de espera e frustração.

Nem todas suas paixões foram homens comprometidos. Ela já se envolveu com alguns que não trabalhavam, viviam às custas de seu dinheiro e não incentivavam o seu desenvolvimento. Com outro que bebia e tornava-se violento. Com um que tinha ciúmes a ponto de persegui-la e ela acreditava ser demonstração de amor. Com um que jurava fidelidade e amor, mas a traiu diversas vezes e ela perdoou. Teve um que já era pai, mas não pagava pensão alimentícia, não via o filho e falava mal da ex, uma louca, afinal.

Todas as relações foram duradouras e só terminou quando eles quiseram. Imagino que ela acreditava que quem ama deve aceitar tudo e perdoar tudo. Até o que lhe faz mal. E lembrei que muitas vezes sabotamos os nossos sonhos mais verdadeiros acreditando que estamos fazendo de tudo para que se realizem.

Ela queria casar e não existe nenhum problema nisso. Mas tudo que fazia até o momento em que a conheci era se envolver com homens já casados ou que não queriam nenhum relacionamento que envolvesse cerimônia, troca de alianças, viver sob o mesmo teto ou ter filhos. Ou nem ligavam para os filhos que já tinham tido.

Perdemos o contato e não sei por onde ela anda, nem se casou ou teve os filhos que queria. Mas essa história é exemplo de que às vezes optamos pelos caminhos errados para atingir nossos objetivos. Inclusive amorosos. Não dá para esperar amor de quem não sabe amar. Respeito de quem não respeita. Fidelidade de quem já demonstrou ser infiel. Relacionamento de quem já se comprometeu com outra pessoa.

Algumas pessoas vão dizer que é egoísmo, mas antes de se se envolver com alguém, fazer planos e ver o tempo passar, é necessário pensar em si mesmo. Em seu bem estar. Em sua felicidade. Em seu prazer. Em sua realização. Em seu desenvolvimento. Em seus sonhos. E acreditar, de todo coração, que merece viver tudo o que sonha viver. Ou até mais do que sonhou, nunca menos.

Sempre existirá alguém para compartilhar dos mesmos ideais e embarcar nos seus sonhos. Um dos ditados populares diz que “há sempre um chinelo velho para um pé cansado”, então não vale a pena ficar calçando o que não lhe serve, desperdiçando a oportunidade de calçar o chinelo certo.

O mundo vai colocar as pessoas erradas no nosso caminho. Acenar para uma direção que parece mais interessante. Fazer com que a gente desista de algo que queria. Mas precisamos reavaliar sempre se a vida que estamos levando é a vida que desejamos e o quanto estamos longe do nosso ideal.

É fácil sabotar nossos próprios sonhos e depois culpar os outros pela nossa infelicidade. Mas precisamos escolher, conscientemente, o que nos faz bem e renunciar o que nos faz mal, mesmo que doa. Portanto: não desista dos seus sonhos. Não os sabote. Não se distancie do que você realmente quer.

Todo mundo merece viver a felicidade de ter seus sonhos concretizados. Acredite nisso.

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O amor é uma escolha

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Que a vida é feita de escolhas e precisamos lidar com as consequências já ouvimos milhares de vezes. Por que, então, muitos de nós acreditamos que o amor é mágico e que saberemos que iremos nos apaixonar por uma pessoa ao olhar para ela? Que o mundo avisa, o corpo dá sinais e não há necessidade de fazer coisa alguma para que amor apareça? Que o amor surge instantaneamente, como um passe de mágica?

Milhares de pessoas passam por nós ao longo da vida. E algumas delas permanecem. Aquelas com as quais mantemos contato, nos fazemos presentes, expomos nossos sentimentos e permitimos que participem da nossa intimidade. Amigos, familiares e amores.

Por que construímos vínculos com algumas pessoas e outras não? Por que elas são melhores que as outras? Mais bonitas? Mais inteligentes? Mais sexy? Mais gostosas? Pode ser que você tenha dito sim para algumas destas perguntas, mas a verdade é que você não saberia se não tivesse permitido conhecê-la.

Um relacionamento nasce de uma oportunidade que você deu, de uma escolha que você fez. Trocar número de telefone, atender e fazer uma ligação, trocar mensagens, fazer um convite para sair. Diz um famoso ditado popular que “quando um não quer dois não brigam” e isso vale para os relacionamentos amorosos também. Permitimos que as pessoas entrem na nossa vida e depois escolhemos que permaneçam nela.

Quando estamos sozinhos, estamos porque desejamos. Ou alguém desejou. Quando estamos vivendo um relacionamento estamos porque desejamos. E alguém desejou também.  O amor é uma escolha recíproca e, talvez por isso, seja tão difícil mantê-lo. Uma vez escolhendo e sendo escolhido precisamos reafirmar nossa escolha diariamente.

Depois da difícil arte de encontrar alguém com quem valha a pena compartilhar a vida e, mais do que isso, ter despertado o mesmo desejo nela, é que a história começa. O “felizes para sempre”, “até que a morte os separe” ou mesmo mesmo que seja “infinito enquanto dure” é uma questão de escolha e precisa ser construído todos os dias. Pelos dois.

O amor não é sorte, não é prêmio, não é mágica. É escolha. E todos nós temos o direito de escolher ser sozinho. Por já ter tido muitas desilusões, por acreditar que até o momento não há quem valha a pena, por prezar a própria liberdade, por acreditar que é possível, sim, ser feliz sozinho, por não saber lidar com um relacionamento a dois.

Uma vez, no entanto, que você escolhe estar com alguém, o que também é um direito, e foi escolhido por esse alguém também, preocupe-se em cuidar do outro e escolha estar ao seu lado verdadeiramente. O amor, por si só, não se basta. Ele precisa ser fortalecido todos os dias. E cada casal, a seu modo, encontra uma maneira de fazer isso. Desde que julgue que o relacionamento é importante, merece respeito e ocupa um papel fundamental na sua vida.

Faça a sua escolha. E lembre-se que para continuar sendo escolhido pelo outro você precisa fazer por merecer, porque ninguém mantém um relacionamento sozinho. Mesmo que queira.

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Amor bom é amor simples

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Casal feliz não é aquele que tem uma conta bancária milionária, se hospeda em hotéis cinco estrelas, faz viagens exuberantes, frequenta os lugares da moda e mora numa cobertura de frente para o mar. É aquele que mesmo sem pompa, sem requinte e fazendo as contas para pagar as despesas do mês consegue ter uma vida feliz e recheada de amor.

De que adianta todo dinheiro do mundo se na hora de compartilhar a intimidade há receio do que está vestindo, do modo como está se comportando, de que a roupa está inadequada, a depilação não está perfeita, o cabelo está bagunçado? Para ser feliz ao lado de quem se ama é preciso se sentir em paz na presença do outro.

Milhares de livros foram escritos para ensinar como ter um relacionamento feliz. Você pode comprá-los se quiser. Arrisco afirmar que irá encontrar alguma dica que valha a pena. Mas, infelizmente, livro nenhum traz a fórmula para ter um relacionamento feliz. Porque a felicidade, além de variar de pessoa para pessoa, exige algo que não está escrito em lugar nenhum: a vontade de fazer com que o amor dê certo.

A felicidade no amor está nas coisas mais simples da vida: um carinho na hora de assistir o filme, a certeza de que esquecer a toalha molhada em cima da cama não vai desencadear a terceira guerra mundial, uma palavra de apoio quando tudo parece difícil, um incentivo para levar adiante seus objetivos pessoais, uma declaração depois de um exaustivo dia de trabalho.

Um casal feliz também tem a capacidade de rir um do outro, transformar as ciladas da vida em aprendizado e permitir que as diferenças não sejam motivo para discórdia, briga e confusão. Se um gosta de xícara pequena e o outro grande, se um ouve música clássica e o outro rock, se um prefere filme de terror e o outro drama, um prefere falar e o outro escrever, se um prefere bolo de chocolate e o outro pavê, qual o problema?

Dá para comprar xícaras de tamanhos diferentes, ir num tipo de show num mês e em outro no próximo, além de revezar a sobremesa preferida de cada um, por exemplo. Só é feliz no amor quem aceita que um relacionamento não é feito de duas pessoas iguais, mas sim de duas pessoas inteiras que se permitem olhar por ângulos da vida diferentes dos seus.

Ninguém precisa fazer voto de pobreza para ser feliz no amor nem é mais feliz o casal que tem pouco dinheiro. Aliás, minha avó costumava dizer que “quando o dinheiro sai pela porta, o amor sai pela janela” e conhecemos inúmeros exemplos de amores que chegaram ao fim quando as dificuldades financeiras apareceram. No entanto, é mais feliz a dupla que consegue ver felicidade além das coisas que o dinheiro pode comprar, porque amor bom é amor simples.

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