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O amor não tira férias

O filme é antigo, eu sei, mas eu só assisti esta semana. E foi por acaso, depois de ler um tweet elogiando O Amor não tira férias. Eu, uma canceriana romântica, que escreve sobre amor, adorei. É leve, fofo e faz a gente acreditar que o amor vale a pena.

No filme duas mulheres, uma dos Estado Unidos e a outra da Inglaterra, decidem trocar de casa no Natal depois do término sofrido de seus relacionamentos. Cada uma encontra romance com um homem local. Isso significa que elas se livram dos homens lixo e encontram um novo amor quando já estavam desacreditadas de relacionamentos amorosos.

É lindo, porque é tudo que qualquer mulher traída, decepcionada e sofrida merece depois de uma grande desilusão: viajar, acreditar em si mesma, se reencontrar e (por que não?) encontrar um amor verdadeiro.

Algumas pesquisas mostram que assistir a comédias românticas ou ler revistas femininas e masculinas pode prejudicar a vida amorosa e afetiva. Faz sentido, já que os filmes e as revistas mostram situações idealizadas, distantes da realidade e criam expectativas que não serão correspondidas.

A vida não é um filme, mas assistir O amor não tira férias, ainda que crie uma falsa expectativa, faz bem ao coração. Precisamos acreditar que o amor existe e é capaz de mudar (para melhor!) as nossas vidas para sempre.

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Perfeitos Desconhecidos

Procurando um filme para assistir, me deparei com “Perfeitos Desconhecidos”, do qual nunca tinha ouvido falar. A história? Sete amigos de longa data se reúnem para um jantar e resolvem fazer a seguinte brincadeira: colocar todos os aparelhos de celular na mesa e compartilhar o conteúdo de cada mensagem de texto, e-mail e ligações que recebem. No jogo, muitos segredos começam a se revelar, provando que nem todos se conhecem de verdade.

O filme não é uma obra de arte, mas é interessante e divertido. Afinal, conhecemos verdadeiramente as pessoas com as quais convivemos? Elas são exatamente como se apresentam para nós? Nossos pais, irmãos, amigos, cônjuges, guardam segredos? O filme não é profundo, mas nos leva a refletir sobre os relacionamentos, sobretudo os conjugais.

Quem colocaria o celular sobre a mesa, desbloqueado, sem se preocupar? Acredito que poucos. Pelas tantas histórias que conheço de homens em redes de relacionamento mesmo sendo casados, de pessoas em grupo de WhatsApp que só compartilham fotos e vídeos impróprios, de gente que mantém contato com ex mesmo tendo jurado que não  faz isso, não são poucas. E, tenho certeza, você também conhece.

No filme os relacionamentos amorosos entram em colapso quando as mensagens começam a ser compartilhadas. Não só pelas provas de traição. Mas por diversos segredos que, pouco a pouco, começam a ser revelados, como a esposa que está buscando asilo para sogra sem que o marido saiba, o amigo que procura hospedagem mais barata ao programar uma viagem por acreditar que o outro não tem dinheiro suficiente, e muito mais.

E pergunto: você é uma pessoa congruente? Seus comportamentos correspondem com exatidão ao que você demonstra no cotidiano? Ou você é uma capa, uma fraude, um personagem? Talvez o objetivo da nossa vida seja, cada vez mais, ser o que somos. Sem máscaras, mentiras e segredos.

Não raro nos surpreendemos com as atitudes das pessoas. Algumas consideradas exemplares chegam a ser criminosas. Homens de “bem” presos por pedofilia, líderes religiosos que cometem abusos sexuais, políticos presos por corrupção depois de fazer campanhas eleitorais em que juravam que combateriam este crime. Pessoas que falam uma coisa e fazem outra estão presentes em nosso dia a dia. Todos os dias.

O que você é? O que você deseja ser? O comportamento que você tem hoje quando longe de seus amigos, familiares e cônjuges destruiria esses relacionamentos se fossem descobertos? Tudo o que fazemos impacta, de alguma maneira, na vida de outras pessoas. Principalmente daquelas que amamos.

Não acho que devemos compartilhar nossas senhas, ter perfil de casal nas redes sociais nem contar cada detalhe da rotina. Um relacionamento amoroso precisa ser baseado no respeito e na confiança. Mas é sempre importante refletir se o que fazemos, nas redes sociais ou fora delas, são compatíveis com as relações que desejamos construir e, principalmente, cultivar.

Num mundo de filtros, sorrisos mentirosos, fotos posadas, declarações falsas e notícias inventadas, não há nada mais subversivo do que a verdade. Seja verdadeiro. Ser verdadeiro é ser livre.

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