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O amor morre aos pouquinhos

 

Já escrevi várias crônicas defendendo que o amor é construído todos os dias, que não importa o tempo de relacionamento é preciso cuidado, que uma relação a dois é resultado de uma escolha consciente e pode melhorar cada dia mais. E continuo acreditando nisso. Mas, assim como o amor cresce e se fortifica aos pouquinhos, com o fim do amor acontece exatamente a mesma coisa.

Ninguém acorda num dia, olha para o parceiro, descobre que não o ama mais, vira as costas e vai embora. O fim do amor não é repentino, mas o resultado de uma convivência desarmônica, sem diálogo, brigas constantes, falta de respeito, desatenção e desvalorização do outro. Todos nós já tivemos a oportunidade de conhecer diversos casais que se amavam muito, pareciam feitos um para o outro e se separaram.

Por que os amores chegam ao fim? Alguns afirmam que se chegou ao fim não era amor. Mas a verdade é que o amor, embora imprescindível para os relacionamentos, não basta para que eles deem certo. O pragmatismo da vida cotidiana exige empenho, dedicação e cuidado com a relação.

Algumas pessoas olham para o seu par e não sentem mais admiração, nem desejo, nem vontade de compartilhar a vida com ela. Às vezes nem se dão conta disso. Inconscientemente, vão criando maneiras para ficarem sozinhas, deixando de conversar sobre o futuro, esquecendo os planos que tinham em comum, deixando de cobrar a presença do outro, de pensar na vida a dois.

Geralmente o amor acaba por pequenos detalhes. Não resolver os pequenos dilemas cotidianos, aceitar atitudes com as quais não concorda, deixar de demonstrar afeto, seja por meio de palavras ou gestos, agir de maneira grosseira, expor o outro em público, não fazer acordos. Atitudes como essas, por exemplo, com o passar do tempo vão se tornando barreiras intransponíveis e distanciando as pessoas umas das outras.

Muitos acreditam que depois de conquistar a pessoa amada não é mais necessário se preocupar com a relação, que o outro estará sempre disponível e aceitará todas as suas atitudes. Ledo engano. O amor não é um jogo. E, se fosse, não estaria ganho depois que o casal junta as escovas de dente e vive sob o mesmo teto.

É aos poucos que o amor se transforma, solidifica, cria raízes e aumenta mais a cada dia, também é aos poucos que ele morre. Dia após dia. Sem que você perceba. Portanto, cuide bem do seu amor.

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Quando o amor acaba

fim

Vivemos na expectativa de que o amor dure para sempre e quando estamos apaixonados temos certeza disso. Imaginamos-nos de mãos dadas até que elas fiquem bem enrugadas, os cabelos branquinhos, o corpo já frágil e os passos bem vagarosos. Mas o experiente poeta já nos alertou dizendo que “seja eterno enquanto dure”, porque às vezes não dura para sempre.

Todos nós já vivenciamos relações que não deram certo. E o que um novo amor traz de mais bonito é justamente a crença que desta vez tudo vai ser diferente. Que o amor é maior, mais bonito e durará eternamente. Acreditamos nisso até o momento que tudo acaba novamente. De novo. Mais uma vez. Ainda que seja por motivos diferentes, a probabilidade de um amor acabar é sempre maior do que a de que ele dure até que a morte os separe.

A realidade cotidiana nos mostra isso todos os dias. Mas quando é que começa o início do fim? Quando alguém tem certeza de que é hora de virar a página, mudar de rumo e seguir o caminho sozinho outra vez? Cada um de nós tem suas próprias respostas. O que pode ser imperdoável para uma pessoa não é para outra. E, além disso, quando amamos alguém toleramos coisas que juramos jamais aceitar.

As pessoas são muito mais do que aparentam ser e mesmo a convivência não nos permite conhecê-las em sua totalidade. Simplesmente porque todas as pessoas, inclusive nós mesmas, nunca nos conhecemos verdadeiramente. Portanto é difícil saber se a pessoa nos ama da mesma maneira que nós a amamos. Ou ainda nos ama.

O importante é viver o amor sem imaginar que um dia ele chegará ao fim, é tornar cada dia uma linda e agradável surpresa, é ter interesse genuíno no outro, é amar e se deixar amar sem medo do futuro. Mesmo que uma voz insista em dizer baixinho, ao pé do ouvido, que é preciso ter cuidado com a felicidade, pois nada dura para sempre.

Alguns amores duram sim. E talvez o seu seja um deles. Mas se algum dia você descobrir que não é, e a pessoa quiser ir embora, não se culpe. O amor não é uma equação matemática. Quando se trata de relacionamentos, nunca sabemos quais ações levam a tais resultados.

A vida é feita de começos, meios e fins. A dor e o sofrimento estão ali, lado a lado com o amor e a felicidade. Viver é experimentar e lidar com todas as emoções, sensações e desatinos. E reconhecer que o amor pode ser amargo às vezes.

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