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Ninguém tem a obrigação de te amar

Adultos se frustram, sofrem desilusões e lamentam a dor de um amor que chegou ao fim. Provavelmente, mais de uma vez ao longo da vida. Inevitavelmente todas as pessoas que decidem se arriscar a viver um relacionamento amoroso sofrem em algum momento.

A relação pode ter sido curta ou longa. Ou nem ter existido oficialmente. Mas acabou. As pessoas mudam, se interessam por outras, veem que a pessoa pela qual se apaixonou nem existia – era sua própria criação -, mudou e quem amava não acompanhou a mudança. Motivos para terminar um relacionamento são diversos.

Certamente você já terminou o relacionamento com alguém e, algum dia, já terminaram com você também. Ainda que levar um pé na bunda possa doer mais, nunca é fácil quando um amor acaba. Mesmo aqueles que afirmam que estão numa boa, agora são apenas bons amigos e vida que segue, ainda estão se adaptando a nova rotina, divisão de bens e uma série de coisas que envolvem dizer adeus.

Talvez uma das piores coisas do fim de um relacionamento é constatação máxima de que NINGUÉM é obrigado a nos amar. E, portanto, não têm que ficar conosco por nossa vontade. É triste, mas podemos amar sem ser correspondidos ou não ser correspondidos com a mesma intensidade.

Quando uma relação chega ao fim é natural que as pessoas se questionem o que fizeram e o que poderiam ter feito para evitar o adeus. Mas se forem honestos verão que muitas vezes não havia nada a ser feito a não ser tudo que fizeram: se entregar de corpo e alma, amar sem reservas e confiar no amor do outro.

Infelizmente muitas pessoas não têm maturidade para lidar com o fim de uma relação. Acho que ninguém tem, na verdade. Mas, para sua própria saúde – física e mental -, procure aceitar. Ir atrás, mandar mensagens, perseguir, ameaçar, insistir num retorno só vai afastar ainda mais a pessoa que você gostaria de ter por perto.

Ninguém é obrigado a nos amar e estar ao nosso lado. Elas amam involuntariamente e permanecem conosco por vontade. Ou deveriam. Amar não é imposição.

Deixe ir…

Quando menos você esperar as feridas estarão saradas e seu coração estará preparado para amar novamente.

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O amor morre aos pouquinhos

 

Já escrevi várias crônicas defendendo que o amor é construído todos os dias, que não importa o tempo de relacionamento é preciso cuidado, que uma relação a dois é resultado de uma escolha consciente e pode melhorar cada dia mais. E continuo acreditando nisso. Mas, assim como o amor cresce e se fortifica aos pouquinhos, com o fim do amor acontece exatamente a mesma coisa.

Ninguém acorda num dia, olha para o parceiro, descobre que não o ama mais, vira as costas e vai embora. O fim do amor não é repentino, mas o resultado de uma convivência desarmônica, sem diálogo, brigas constantes, falta de respeito, desatenção e desvalorização do outro. Todos nós já tivemos a oportunidade de conhecer diversos casais que se amavam muito, pareciam feitos um para o outro e se separaram.

Por que os amores chegam ao fim? Alguns afirmam que se chegou ao fim não era amor. Mas a verdade é que o amor, embora imprescindível para os relacionamentos, não basta para que eles deem certo. O pragmatismo da vida cotidiana exige empenho, dedicação e cuidado com a relação.

Algumas pessoas olham para o seu par e não sentem mais admiração, nem desejo, nem vontade de compartilhar a vida com ela. Às vezes nem se dão conta disso. Inconscientemente, vão criando maneiras para ficarem sozinhas, deixando de conversar sobre o futuro, esquecendo os planos que tinham em comum, deixando de cobrar a presença do outro, de pensar na vida a dois.

Geralmente o amor acaba por pequenos detalhes. Não resolver os pequenos dilemas cotidianos, aceitar atitudes com as quais não concorda, deixar de demonstrar afeto, seja por meio de palavras ou gestos, agir de maneira grosseira, expor o outro em público, não fazer acordos. Atitudes como essas, por exemplo, com o passar do tempo vão se tornando barreiras intransponíveis e distanciando as pessoas umas das outras.

Muitos acreditam que depois de conquistar a pessoa amada não é mais necessário se preocupar com a relação, que o outro estará sempre disponível e aceitará todas as suas atitudes. Ledo engano. O amor não é um jogo. E, se fosse, não estaria ganho depois que o casal junta as escovas de dente e vive sob o mesmo teto.

É aos poucos que o amor se transforma, solidifica, cria raízes e aumenta mais a cada dia, também é aos poucos que ele morre. Dia após dia. Sem que você perceba. Portanto, cuide bem do seu amor.

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