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Cada história tem os seus desafios

Manter um relacionamento duradouro não é tarefa simples. Mais do que amor é preciso vontade. De estar junto, de querer compartilhar a vida, de entrar em consenso, de investir no relacionamento, de apoiar, de pedir ajuda, de fazer com que o amor dê certo.

Com o passar do tempo o relacionamento vai mudando. Por uma razão muito simples: as pessoas vão mudando. Dentro de uma relação isso significa que, constantemente, os acordos precisam ser reavaliados, os desejos revistos, os planos refeitos. Uma relação é composta do eu e do nós.

É muito importante alimentar a individualidade, lutar pelos seus próprios objetivos, se dedicar às suas paixões. Isso torna as pessoas mais interessantes. Você lembra quando, no início do relacionamento, admirava a garra, o entusiasmo e a paixão com que o seu amor se dedicava a alguma coisa?

Se a individualidade é importante, os rituais a dois também são. Ter momentos a dois, prazer na companhia um do outro, encontrar uma atividade que possam fazer juntos, num mundo tão conturbado e cheio de responsabilidades, é essencial para a conexão amorosa.

Conversas pouco significativas, medo de falar alguma coisa, não se sentir livre para expor emoções, ter dúvida sobre o que sente pelo outro, não existir momentos a dois ou ser proibido de fazer suas atividades são sinais de que as coisas não estão bem.

Relacionamentos longos passam por diversas fases. Nascimento e crescimento dos filhos, problemas financeiros, mudança de residência, doenças familiares, morte de ente queridos. Cada fase tem também seu desafio e, claro, nestes momentos é possível que a conexão emocional seja prejudicada.

Portanto, é importante olhar para a relação e perceber se é uma fase ou não. Se não for é provável que a insatisfação aumente cada vez mais, até que não seja possível restabelecer a conexão e sintonia amorosa.

O maior desafio de uma relação amorosa está no óbvio: é preciso que os dois queiram estar juntos. E existe muita gente maluca, corajosa, que acredita no amor e está disposta a amar. Mesmo sabendo que terá desafios pela frente.

Cada casal tem a sua história. Cada história os seus desafios.

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Casamento: entre o eu e o nós

A maior parte das pessoas deseja encontrar um amor para dividir a vida e construir, mais do que um lar, uma família. Eu acho isso lindo. De verdade. A paixão é uma coisa boa. Amar e ser correspondido é maravilhoso e a vida pode ser melhor quando compartilhada. Mas tenho algo a dizer: a nossa jornada é individual e solitária, por mais que tenhamos pessoas ao nosso lado.

Podemos ter muitos amigos, uma família incrível, filhos extraordinários e um parceiro dos sonhos, mas a nossa vida é um problema nosso. E a vivenciamos sozinhos. Digo isso depois de ver muitas pessoas depositando no outro a responsabilidade pela sua felicidade. Esperando que os filhos cuidem deles, que o marido ou a mulher adivinhe seus desejos, que os amigos ajam como eles querem.

Muitas pessoas crescem convencidas de que a pessoa que escolheram para casar é responsável pela sua felicidade e depositam nela todas as expectativas. Depois, claro, se frustram pela incompetência do outro. Certamente nos preocupamos com a alegria e felicidade de quem amamos e fazemos o que está ao nosso alcance para manter uma relação feliz, saudável e satisfatória. E desejamos que seja recíproco.

Viver uma relação amorosa e feliz, no entanto, é perceber que um casal é composto do Eu e do Nós. Cada um dos membros do casal é um mundo inteiro e deve alimentar interesse individuais e em dupla. Ter momentos consigo mesmo e momentos a dois. Pode parecer loucura, mas o casal que cultiva interesses além da relação conjugal tem mais o que compartilhar e não responsabiliza o outro pela sua felicidade.

Ter momentos individuais não significa se envolver com outras pessoas, fazer coisas às escondidas ou algo que o parceiro desaprove. Significa continuar sendo você mesmo. Significa cultivar um hobby, ver os amigos, manter sua opinião mesmo que divergente, ir em algum lugar que o outro não gosta. Manter a individualidade mantêm a chama acesa.

Ao longo da vida amadurecemos, mudamos e aprendemos com as pessoas com as quais convivemos, inclusive o cônjuge. Mas isso não faz com que o casal vire uma só pessoa. E não há nada de mal nisso. Amor é para somar, não diminuir.

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