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Quem te deu essa intimidade?

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Depois de um tempo, com a afinidade e convivência, vem a tão falada intimidade. É bom ser o que é.  Sem teatro, sem medo, sem frescuras. Compartilhar, conversar, falar o que lhe agrada ou não com todas as letras. E, sinceramente, avaliando sob este aspecto, não posso concordar que a intimidade seja algo ruim.

Quando se trata de um relacionamento amoroso, se não nos sentimos seguros, seja para pedir ajuda, manifestar uma opinião, compartilhar um segredo ou, simplesmente, contar as coisas do dia a dia, da TPM a um problema familiar, não há intimidade. E, desconfio, nem relacionamento.

A intimidade é, inclusive, um dos maiores estimulantes para a vida sexual. Intimidade essa que alguns casais conseguem imediatamente, outros não conseguem nunca, mas a maioria consegue com o dia a dia, a convivência e o passar dos anos. Porque não faz sentido, nem deve ter muita graça, dividir a cama com alguém com quem não nos sentimos à vontade.

Para tornar-se íntimo é preciso muito mais do que desejo ou paixão, é preciso coragem. Admitir fraquezas, se expor, manifestar os sentimentos e permitir que alguém nos conheça, quando o mundo insiste em dizer que devemos nos fechar em nós mesmos e não revelar nossos sentimentos para ninguém, é um ato de coragem. Intimidade é vínculo. E criar vínculo exige tempo, paciência, convivência e amor.

É compreensível que muitas pessoas temam a intimidade. Ela desnuda a alma. Os que nos são íntimos entendem nossa expressão facial, questionam a testa franzida, sabem o que nos arranca suspiros e gargalhadas ou o que nos debulha em lágrimas. Porque os íntimos nos conhecem.

A intimidade permite que, diante do outro, sejamos o que somos. E nada mais. Recitamos poesia e usamos termos chulos. Ouvimos música clássica e não escondemos a paixão por letras bregas. Lemos José Saramago e revista Caras. Usamos salto alto e sandálias havaianas. Comemos em restaurante chique e nos atracamos com um Big Mac sem culpa.

Portanto, quando julgar que vale a pena, dê intimidade. Se o relacionamento não resistir ao pijama, ao dia a dia, as manias e esquisitices que só aqueles que têm intimidade conhecem, esse amor não nasceu para durar. O amor precisa ser parceiro, amigo, simples e respeitar o outro como ele é.

O amor precisa dessa intimidade toda. 

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Dê o próximo passo, nem que seja para trás

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As pessoas se conhecem, começam a se encontrar, ficar e uma hora se perguntam se estão namorando ou não. Ou perguntam para o outro. Ou ficam mesmo sem saber até que o romance ganhe status de namoro. Isso porque quando as coisas vão bem, desejamos estar constantemente ao lado da pessoa pela qual nos apaixonamos e o relacionamento é encorajado a progredir.

Na maior parte das vezes, no entanto, não é fácil saber se estamos prontos para seguir para a próxima etapa. De ficante para namorado, de namorado para noivo, de noivo para casado. Ou não dar uma definição tradicional, mas escolher morar sob o mesmo teto, por exemplo. Embora um relacionamento amoroso não seja um jogo, ele passa por várias fases. Qual é, afinal, o momento certo para avançar para a próxima?

Alguns casais podem estar juntos há anos e não terem tanta intimidade quanto àqueles que se conhecem há poucos meses. Pessoas que já foram casadas podem ser menos experientes e ter menos vontade de fazer com que o relacionamento dê certo do que aquelas que nunca viveram com alguém antes. Jovens podem ter mais maturidade do que os mais velhos. Como podemos identificar se, além do momento certo, a pessoa pela qual nos apaixonamos é a certa para nós?

Ninguém tem uma resposta para isso. Infelizmente amor não é uma ciência. Menos ainda uma ciência exata. Mas arrisco afirmar que a melhor maneira de verificar se o relacionamento está preparado para o próximo passo é avaliar se a nossa intimidade se mistura a do outro e o nosso coração se sente seguro para entregar a nossa vida para o amado.

Em um compromisso sério, independente da definição dada para o relacionamento, as atitudes de um afetam o outro. As famílias passam a fazer parte da vida do casal. E mais do que amantes em noites lindas e passeios agradáveis, se ganha um companheiro para enfrentar momentos difíceis, tomar decisões e dividir tanto os momentos tristes quanto os felizes.

Se as novas responsabilidades trazem leveza, colorido e alegria à vida, você fez a escolha certa em dar um passo adiante. Porque um casamento é mais do que um estado civil, é um projeto de vida a dois. Ninguém, claro, é responsável pela felicidade do outro, mas quando vivemos bem com quem amamos ficamos de bem com a gente e com a vida.

Agora, se o seu relacionamento causa mal estar, impede seu crescimento, te deixa com medo, não traz alegrias, é um fardo, faz você se sentir um lixo, traz mais tristezas do que alegrias, arranca mais lágrimas do que sorrisos e você faz muito mais esforço para que o amor dê certo, talvez tenha sido má escolha permanecer ao lado deste amor.

Todo relacionamento depende sempre do próximo passo. Ou de um passo para trás. Porque escolhas determinam a felicidade e não dá para ser feliz sem saber o que se quer. Portanto, um passo de cada vez.

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