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Amor e sexo

Uma relação afetiva não se constrói apenas pelo sexo, aliás casais que vivem longos relacionamentos sabem bem que é preciso muito mais do que sintonia na cama para ter harmonia fora dela. Mas, convenhamos, o sexo é um laço poderosíssimo. Amor sem sexo, como já cantou Rita Lee em uma letra de música, é amizade.

Provavelmente as pessoas não se unem a seus inimigos. Ou não deveriam. Casais também são amigos. São companheiros, confidentes, parceiros. Pessoas se unem aqueles que confiam, têm interesses em comum, traçam planos, compartilham momentos agradáveis – e outros nem tão bons assim. Mas acreditam que juntos são melhores e mais fortes.

Casais são amigos. Mas são mais do que isso. E muito dessa conexão está ligada ao desejo que sentem um pelo outro, porque quanto melhor as coisas estão neste aspecto, mais seguro e feliz o casal fica. Dentro e fora da relação. O sexo conecta uma pessoa à outra, é um elo, um vínculo, um momento íntimo necessário àqueles que se amam e estão juntos.

O desejo do casal pode diminuir ao longo do tempo por diversos fatores – inclusive por problemas de saúde que devem ser investigados e tratados. Mas na maioria das vezes o sexo perde espaço quando a relação não vai bem, porque se as coisas estão mal fora da cama não adianta acreditar que tudo será resolvido por meio do sexo.

Numa relação amorosa o sexo é todo um conjunto. Dá mais tesão quando a relação vai bem, quando há harmonia, quando há admiração, quando há respeito, quando há colaboração, quando há parceria, quando há união. Não é só coisa de pele, entende? É também.

Quem está junto todos os dias e compartilha a vida, reconhece a importância do sexo para a intimidade do casal. Sabe que, independente do tempo de relacionamento, é preciso valorizar os momentos a dois. Conhece a energia que pode emanar de um beijo de despedida e o efeito poderoso de dizer que está com saudades.

É possível desejar a mesma pessoa durante muitos anos. Mas a construção da intimidade e a manutenção do desejo depende da disposição de ambos, da certeza de que a sexualidade é importante para o relacionamento e que desejar o companheiro faz bem ao coração – e à relação.

O melhor sexo é aquele feito com amor.

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Que você encontre um novo amor

Conhecemos pessoas que, por razões que não conseguimos compreender, ficam presas a relacionamentos passados, mesmo quando eles já terminaram. Ficam ali paradas no tempo, afogadas em lembranças, assombradas pelo que poderia ter sido, sem se permitir seguirem em frente.

O objeto de seu amor já seguiu o seu caminho, encontrou um novo amor. Mas a pessoa insiste, liga, manda mensagem, vai ao seu encontro. Arrisca conhecer outras pessoas, mas não se entrega, certa de que o melhor amor que poderia ter sido simplesmente não foi. É como se ficassem esperando o tempo voltar para poder fazer alguma coisa diferente.

Mas, sabemos, o tempo não volta e não é possível fazer com que alguém ame por obrigação. Quando um não quer dois não brigam, como já diz o conhecido – e velho – ditado. Então o que fazer? Eu não posso fazer nada por quem insiste em criar raízes no passado, não se permite seguir em frente e vive alimentando ilusões. Só elas mesmas.

No entanto, posso desejar, de todo coração, que encontrem um novo amor. Um amor capaz de curar todas as feridas do passado, fazer com que valha a pena investir em uma nova relação, reacenda o desejo de construir algo novo e faça com que as pessoas que conheceu antes deste encontro fiquem onde devem estar: no passado.

Um amor que traga novas sensações, descobertas e a certeza de que amar não é sofrer. Que mostre o quanto compartilhar a vida com alguém pode ser mágico, leve e alegre. Que traga sorrisos, cafunés, chamegos, mãos dadas, abraços apertados, beijos apaixonados. E traga a paz que um coração já tão machucado merece.

Mas, antes de conhecer um novo amor, é preciso que essas pessoas desfaçam as amarras do passado, aceitem que nem todas as coisas podem ser como desejam e sigam adiante, por mais que dar um passo em direção ao futuro possa doer.

É possível que um novo amor chegue de repente. Mas ele só chega para quem tem coragem de recomeçar.

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O amor vive em paz

Você lembra do dia em que conheceu seu parceiro, começaram a sair e resolveram namorar? Lembra da ansiedade para chegar a hora do encontro, do coração disparado a cada mensagem, das mãos suadas, da insegurança que sentia? Mesmo que esteja sozinho agora, provavelmente já se apaixonou algum dia e passou por essas situações.

A paixão é imediatista, desesperada, insegura e nos tira um pouco a razão. Já o amor é calmaria, aconchego e paz. É o que fica depois que o coração deixa de disparar com uma ligação, as mãos não ficam frias a cada encontro e esperar a hora de ver a pessoa querida não vira um desespero e, ainda assim, você ainda sente vontade de compartilhar os momentos com esse alguém.

Amor é colo, carinho, cuidado, silêncio, música fora do tom, cabelos despenteados, olhos marejados, segredos confessados, planos partilhados. É espontaneidade. É não se preocupar em mostrar o que é. E ser, simplesmente. É não precisar esconder os seus sentimentos, é confiar, é ser verdadeiro.

Pessoas que se amam se desentendem, discordam, enfrentam problemas. Mas estão juntas. Torcem uma pela outra. Levam a calma quando o outro está uma pilha de nervos, percebem quando há dor por trás de um sorriso, são poesia quando tudo parece sem vida e sem cor, dão a mão quando o outro acredita estar sozinho.

No entanto, mesmo amando muito, o relacionamento não é perfeito o tempo todo. Ninguém corresponde integralmente aos ideais e expectativas do outro. Mas amar é reconhecer a relação tal como ela é, enxergar os defeitos do outro e continuar com vontade de compartilhar a sua vida e percorrer caminhos comuns.

Se faz sofrer, gera insegurança, é conturbado, traz receios, te deixa fora de si, não é amor. Por mais que você goste do outro e seja correspondido, isso não é amor. Pode ser atração. Ou paixão. O amor traz calmaria e paz ao coração. Que você vai reconhecer quando sentir.

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Amar é arriscar o chão sob os pés

Vivemos em um mundo em que muitas pessoas se orgulham de viver sozinhas, serem autônomas e donas de si mesmas. E se gabam da capacidade de não depender de ninguém e não ter obrigação de dar satisfação sobre a sua vida. Às vezes chega a ser embaraçoso confessar que deseja se relacionar e compartilhar a vida com alguém.

É maravilhoso viver a própria vida, não se prender a ninguém e fazer o que bem entende a hora que julgar necessário. Mas conviver com alguém e compartilhar a vida também pode ser. Não há nada de mal em ser feliz sozinho ou acompanhado. Mas há quando as pessoas deixam de estar acompanhadas, mesmo apaixonadas, porque têm medo de perder a liberdade, de depender de alguém, de adequar os seus planos para encaixar os planos de outro alguém.

Vocês entendem o que quero dizer? Ninguém deve ficar com alguém porque o outro quer, porque chegou em determinada idade, porque todo mundo casa. Os tempos são outros e ninguém é obrigado a ficar com quem não quer estar. Mas se privar de viver um relacionamento é covardia. E amar exige mesmo muita coragem.

Amar é se arriscar num abismo, é tirar o chão sob os seus pés, é rever todos os seus valores, é aprender a cada dia, é dar oportunidade de apreciar novas cores e sabores, é confrontar suas verdades. É amar num minuto, odiar no seguinte, mas querer todos os dias. É ter consciência das falhas do outro, mas ter muito mais do que se orgulhar e admirar.

Viver um relacionamento amoroso, quando muitas pessoas bradam pela solidão, resistem ao amor e querem ter controle sobre todos os seus sentimentos, é também um ato revolucionário. Um ato de fé, esperança e crença de que juntos somos mais fortes. É construir em conjunto, é dialogar, conciliar interesses, se responsabilizar pelo outro, se comprometer com uma relação.

Não acho que todos devem namorar, casar e construir uma família. Cada um deve viver da maneira que se sente feliz e em paz consigo mesmo. Mas aqueles que encontraram a quem amar, mas estão morrendo de medo: por que não arriscar? Às vezes é preciso ouvir a voz do coração, seguir os próprios sentimentos e estender a mão para uma nova experiência.

Pode ser que você tenha o coração partido um dia, chore e sofra. Mas deixar de viver por medo de perder é acreditar que essa relação vai terminar antes mesmo de começar. Deixe que comece. Você pode se surpreender.

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Faça a mágica durar

No início do relacionamento tudo é fantástico. As pessoas querem ficar juntas o tempo todo, mandam mensagens, compram presentes, escrevem cartões, dão um jeito de se encontrar apesar da louca rotina, fazem elogios, acham lindo (quase) tudo o que o outro faz, admiram o outro como ele é.

Passada a fase da conquista, a paixão vai dando lugar ao amor. O relacionamento vai se transformando, as pessoas não precisam mostrar apenas o seu lado bom nem se preocupar em agradar e conquistar o outro. E, com o passar do tempo, muitos casais começam a reclamar da rotina e sentem falta da magia do início de namoro.

O tempo não volta e o início de namoro nunca irá ser vivido novamente. Por isso mesmo é preciso curtir cada fase. Do relacionamento e da vida. Olhar para trás e ver o quanto caminharam, o que conquistaram, os planos que se realizaram, outros que mudaram no meio do caminho é algo tão bonito!

Perceber o quanto vocês mudaram como pessoas, que não são mais as mesmas de quando se apaixonaram, mas que escolhem estar juntos a cada dia é motivo de orgulho. E uma linda demonstração de amor. Sinal de que estão crescendo juntos, contribuindo um com o desenvolvimento do outro, que são parceiros e companheiros de vida.

Há beleza na rotina e amor nas coisas cotidianas. O amor permite que a gente olhe o outro com lentes de realidade. Enxergamos suas qualidades, mas conhecemos seus defeitos. Diferente da paixão, não vemos apenas o lado bom do outro nem o endeusamos.

Infelizmente muitas pessoas reclamam da rotina, do dia a dia, da convivência e preferiam viver sempre como se o amor estivesse começando. Sentem faltam das mãos geladas, do coração disparado, das surpresas. E reclamam que isso acabou, que o outro mudou, que o relacionamento não é como esperavam.

Será que essas pessoas se lembram das inseguranças, dos desencontros e dos desacertos que viveram até encontrar prazer em ser quem são ao lado de quem amam? Será que entendem que o amor se transforma, que as pessoas mudam e que mudamos também ao longo do tempo?

Por outro lado, viver ao lado de alguém durante muito tempo deve ser algo prazeroso. Não é porque conquistou que não vai mais se importar com que o outro pensa, com o que ele faz, deixar de elogiar ou não se declarar, por acreditar que o outro já sabe o que você sente. Em meio a tantos afazeres, obrigações e responsabilidades sempre dá para ser amoroso, afetivo e presente.

Independentemente do tempo que estão juntos, é possível fazer a magia durar. Nas pequenas coisas, como um café de manhã preparado com cuidado, uma mensagem enviada no meio do dia, um presente sem que seja dia de nada, uma declaração de amor.

O cuidado diário com a relação faz com que o dia a dia se torne mais leve, que os desentendimentos sejam tratados de maneira mais civilizada, que a rotina não seja um fardo e que viver junto de alguém seja algo que valha a pena.

Não reclame dos dias que não voltam mais. Experimente fazer com que os atuais sejam ainda mais bonitos, alegres, leves, cheios de significado e muito amor.

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