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Como foi o seu dia?

Conversas a dois nem sempre vão acontecer diante de paisagens paradisíacas, com uma taça de vinho na mão, durante uma viagem. E também não dá para deixar passar os acontecimentos do dia a dia, esperando um clima, um momento ou um a hora ideal para saber como o parceiro está. Sempre é hora de demonstrar interesse genuíno pela vida do outro. E é isso que torna qualquer relacionamento mais forte.

É claro que nem todos os dias estamos animados, prontos para contar detalhes, querendo falar de cada situação vivida. Mas ter alguém que pergunte “como você está? Como foi o seu dia? Quais as novidades?’ não deixa qualquer pessoa mais segura, confiante e certa de que é querida? O amor está nas pequenas coisas, nas demonstrações simples de afeto, num pouco de atenção dispensada entre um compromisso e outro.

Ao fim do dia, perguntar como foi o dia da pessoa amada também é uma ótima oportunidade para falar dos afazeres domésticos, dos planos a dois, das pendências dos filhos e da casa, de todas as novidades que aconteceram e os aborrecimentos que surgiram. É a hora de se conectar ao outro, fazer com que participe da sua vida e da sua rotina, já que passaram o dia longe um do outro.

Muitas pessoas, com o passar do tempo e a duração do relacionamento, vão esquecendo de fazer o simples acreditando já saber tudo que se passa na cabeça do outro e todos os passos que ele dá no dia a dia. Ainda que a intimidade, a convivência e a rotina lhe permitam conhecer o parceiro em profundidade, perguntar como ele está, como se sente e o que fez nunca é ridículo nem desinteressante.

Crie a rotina de conversar com o seu companheiro. Conte o que lhe aconteceu, como se sentiu, o que planeja. E ouça, verdadeiramente, o que ele tem a dizer. Por mais que se conheçam, por mais tempo que estejam juntos, o amor sempre precisa de atenção e cuidado, que pode ser demonstrado em uma simples frase “como foi o seu dia?”.

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O começo do fim

Relações amorosas terminam por diversos motivos e o fim tem várias formas. Muitos casais começam a discordar de tudo, falar mal um ao outro, discutir, chorar e resolvem que não dá mais para conviver sob o mesmo teto. Mas nem todos terminam debaixo de discussões calorosas, o que significa a fúria não é indicativo de que uma separação está por vir.

Uma vez ouvi de um advogado que atuava na área de família que sabia quando o casal desistiria da separação pelo modo pelo qual se comportavam. Na maior parte das vezes aqueles que ainda discutiam, se revoltavam e ainda encontravam forças para brigar voltavam. Ainda mais se ainda sentissem desejo um pelo outro.

Pessoas que não viam a hora de chegar a um acordo e nunca mais olhar para a cara de quem já amou um dia, que não se importavam com o que o outro dizia e simplesmente não queriam nada mais do que pôr um fim em toda a relação geralmente não voltavam. O que essa observação tem a nos dizer? Que é a indiferença e o desinteresse que matam o amor.

Muitas vezes as pessoas já estão em uma relação que já acabou, só não se deram conta disso. Ou se deram conta, mas pelos filhos, situação financeira, hábito, costume ou sei lá mais o que, mantêm o relacionamento. Não brigam, não sentem ciúmes, não fazem planos em comum, cada um tem os seus programas, pouco se falam, mas vivem sob o mesmo teto.

Mas como identificar que uma relação está chegando ao fim? Eu não sou especialista em relações familiares e, quando se trata de interações humanas, não confio em fórmulas, bulas e receitas prontas. Manter uma relação não depende de uma única pessoa, não é mesmo? Apesar de todo o olhar atento, carinho, amor e dedicação, o outro pode chegar de repente e dizer que não vê mais sentido em tudo que construíram e decidir ir embora.

Ainda assim acredito que quando pessoas maduras e seguras dos seus sentimentos decidem ficar juntas não é de repente que resolvem ir embora. E se o fazem é porque se depararam com o desinteresse. Há coisa mais triste do que conviver com alguém que não liga para suas necessidades emocionais, não presta atenção em você e é indiferente a tudo que você faz?

Então preste atenção ao seu relacionamento. Se nada do que seu parceiro faz ou fala te interessa, se os fins de semana não são mais sinônimo de diversão a dois, se há infidelidade emocional, se as necessidades do outro são desprezadas, se você critica tudo o que outro faz ou nem discute mais pelo fato de achar que nada do que fale vai adiantar, mal sinal.

No entanto, quando há amor e os dois se preocupam em salvar a relação, é possível chegar a uma solução e encontrar a felicidade conjugal novamente.

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“É bom que dá saudade”

Constantemente, quando digo que meu marido está viajando a trabalho, as pessoas afirmam com entusiasmo “é bom que dá saudade”, “assim o casamento não vai acabar nunca”, “que bom ficar longe do marido a semana toda e só encontrar no fim de semana”, “quisera eu que meu marido passasse a semana fora”.

Todas as vezes que alguém faz uma exclamação positiva sobre a distância eu fico me perguntando: que tipo de relacionamento ela tem para preferir o marido longe? Será que a pessoa que escolheu para viver atrapalha a sua rotina? Como deve ser a vida familiar de uma pessoa que afirma que estar longe de um membro é mais prazeroso que estar perto?

Pode ser que o casal esteja mal e nem tenha se dado conta ainda, mas, na maior parte das vezes, desconfio que pessoas que fazem afirmações desse tipo nunca tiveram a oportunidade de conviver com uma rotina de viagens constantes do companheiro, com despedidas e reencontros. Não sabem o que é conviver com uma rotina de viagens curtas seguidas ou mesmo de um longo período ininterrupto.

Quando o parceiro viaja esporadicamente, seja para participar de um curso, visitar um familiar ou mesmo a trabalho, é uma coisa. E é provável que alguns casais se entusiasmem com as novidades trazidas pelo companheiro. Mas essa é uma experiência bem diferente de quem tem as viagens como rotina. De quem convive com alguém que faz e desfaz malas toda semana. Ou fica meses longe de casa, como algumas profissões exigem.

Por mais que a tecnologia facilite bastante a comunicação e faça com que a distância pareça menor, nada substitui a presença, a rotina, o dia a dia, a convivência. Nada substitui um abraço, um beijo, um colo. Num momento de tristeza ou alegria, é muito melhor quando o outro está presente. Para uma palavra amiga ou um silêncio de apoio que toda tecnologia existente ainda não conseguiu suprir.

Fico imaginando o casal com filhos pequenos em uma rotina de viagens. É claro que dá para falar ao telefone, mandar mensagens, gravar vídeos e áudios e acompanhar o crescimento da criança. Mas pelos olhos de quem está com ela todo dia. Não os seus próprios. Por mais que o parceiro conte as novidades, leia a agenda, conte que o filho fez algo incrível ou teve um comportamento inadequado quem viaja não estará lá para um abraço apertado ou uma bronca. E isso faz diferença.

Não digo com isso que as crianças não compreendam e que os pais que estão longe serão menos importantes na vida dos filhos. Acho até que os pequenos sabem lidar muito melhor com essa rotina. Provavelmente aquele que vive constantemente longe de casa é que deve sofrer imaginando que não faz falta à rotina, que o filho está aprendendo com outras pessoas o que ele gostaria de ensinar e que estaria mais feliz se pudesse estar presente nas pequenas conquistas diárias.

Viagens a trabalho não são motivos para enfraquecimento da relação, mas é preciso sim uma dose a mais de cuidado para manter o amor à distância. Para que a pessoa participe da sua vida e da vida familiar estando à quilômetros. Todas as relações precisam de diálogo constante, mas aquelas com integrantes viajantes precisam valorizar ainda mais a comunicação para que a distância seja apenas física e não emocional.

Quanto à saudade, é claro que pessoas que se amam e ficam distantes por um período sentem falta uma das outras – ou deveriam. E fazem de cada reencontro uma festa. Mas não é tão simples quanto a maioria imagina. Portanto, valorize a presença de quem você ama. Se a convivência for insuportável e você deseja ver o companheiro longe, reflita se vale a pena continuar essa relação, porque com viagem ou sem viagem, com distância ou sem distância, não há milagre que faça um relacionamento melhorar se ele já acabou.

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Terminar numa boa. Existe isso?

Histórias de relações que chegam ao fim sempre me entristecem. Romântica incorrigível, queria eu que todos os amores vivessem felizes para sempre, como nos contos de fadas infantis. Mas na vida real as coisas são bem diferentes e, vez ou outra, o que era para ser “felizes para sempre” se transforma em “que seja infinito enquanto dure”.

Certamente defendo que as pessoas terminem relações abusivas ou terminem com seus parceiros quando as coisas não vão bem. A paixão acabou, o tesão acabou, os planos em comum mudaram, a pessoa se transformou em alguém que não se encaixa mais em seu projeto de vida. Relações chegam ao fim por motivos diversos.

O problema é geralmente a relação já não faz mais sentido para uma pessoa, enquanto a outra continua apaixonada. O fim não chega ao mesmo tempo para ambos. Ou pelo menos é dessa maneira que eu percebo os términos, principalmente de longos relacionamentos. E por isso mesmo não fico muito conformada quando alguém afirma que “terminaram numa boa”. Numa boa para quem?

Eu acredito que nenhum relacionamento termine numa boa. E não cito aqui relações doentias em que há violência, ameaça, perseguição. Estou falando apenas de relacionamentos cujo um dos parceiros teve a honestidade de falar que não estava mais satisfeito, tem outros planos para sua vida, deseja seguir a vida sem o companheiro.

Mesmo quem decide terminar um relacionamento não fica bem. Se a pessoa não é irresponsável, egocêntrica e narcisista, ela sofre ao saber que o outro irá sofrer. Se preocupa com o impacto dessa decisão da vida do outro. Sem dúvida alguma quem decide sair da relação fica melhor do que aquele que até então acreditava que as coisas iam bem. Mas dificilmente fica feliz.

Términos abalam as vidas das pessoas envolvidas. Inclusive dos filhos, caso existam. Dos familiares. Dos amigos. Quando as pessoas namoram e simplesmente viram as costas pode ser dolorido, mas quando as pessoas moram juntas, constituem família, constroem uma vida juntos o sofrimento é maior.

Se você quer terminar o relacionamento com alguém, não pode evitar o sofrimento do outro. Mas pode ser honesto e verdadeiro sobre os seus sentimentos e conversar abertamente. Se terminaram com você, tenha certeza que a dor vai passar, você vai refazer a sua rotina e logo você vai encontrar motivos para sorrir novamente – e ainda se apaixonará novamente por mais que agora jure que não.

O importante é lembrar que o sofrimento faz parte da vida. Mas não dura para sempre. Uma hora ou outra as coisas se ajeitam e a dor que parecia infinita acaba.

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Não basta amar, tem que demonstrar

No início do relacionamento, quando as pessoas ainda estão naquela fase de conquista, não falta demonstração de afeto. Flores, bombons, convites para sair, elogios, mensagens ao longo do dia, cartões, e-mails, ligações. Faço aqui uma observação: se você está iniciando um romance e desde já é só problema, caia fora, como já diz uma amiga minha, “nada é tão ruim que não possa piorar”.

Voltando ao tema da crônica, é comum pensar que após a conquista as pessoas já conhecem o sentimento uma das outras e não precisam mais dizer eu te amo, comprar presentes, lembrar datas comemorativas, enviar mensagens, elogiar. Embalados pela rotina, os compromissos, os afazeres domésticos e, principalmente, que o amor não precisa ser verbalizado, vão pouco a pouco esquecendo as declarações de amor.

Palavras podem ser só palavras. Ou não. Elas têm graça, cor, magia, paixão e, ainda que não consigam traduzir os sentimentos com perfeição, podem auxiliar àqueles que também não economizam nas ações. Abuse delas. Compre um cartão, escreva uma dedicatória num livro, envie uma mensagem, diga que está com saudades. É claro adianta dizer eu te amo e agredir a pessoa, enviar mensagens de amor e fazer grosseria, elogiar e ridicularizar o companheiro, por exemplo.

As palavras são apenas uma maneira de demonstrar o que você sente. Existem outras. Ouvir é uma delas. Ser um ouvido amigo no momento preciso, dedicar atenção, estar presente, notar o outro em sua existência é, também, uma demonstração de amor. Ninguém pode negar a importância da comunicação na vida cotidiana e, principalmente, numa relação amorosa. Querer compreender o outro, ouvir suas queixas, opiniões e novidades abre oportunidade para que o casal reflita sobre diferentes pontos de vista e fique mais próximo.

Engana-se quem pensa que para demonstrar amor precisa de gestos grandiosos, presentes caros e surpresas mirabolantes. O amor está na sutileza. No prato preferido feito com carinho, na flor colhida no jardim, no “eu te amo” numa hora improvável, no chocolate caribe que você odeia, mas comprou porque o outro ama.

Cada pessoa demonstra o amor de uma maneira e, claro, cada uma delas interpreta as demonstrações do companheiro do seu jeito. Portanto, perceba o que o seu amor valoriza, do que ele gosta, o que entende por demonstração de afeto. Algumas mulheres acham brega receber flores enquanto outras adoram, por exemplo. Demonstre o seu sentimento de modo que o outro compreenda. E tente reconhecer quando está diante de uma demonstração espontânea.

Só não caia da cilada de acreditar que, por estar em um relacionamento longo e amar o parceiro, as demonstrações cotidianas de carinho e afeto são dispensáveis. Não são. O amor é como uma plantinha que, para se desenvolver sempre saudável, precisa de atenção todos os dias.

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