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Amor e Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados está chegando e, no Brasil, a data foi criada para melhorar as vendas do mês de junho, que sempre eram muito fracas. Deu certo: ela passou a ser a terceira melhor época para o comércio, só perdendo para o Natal e Dia das Mães. Com a pandemia, este ano o resultado das vendas não deve ser muito positivo, mas não pesquisei e é o texto não é sobre isso.

Estou aqui para lembrar que o Dia dos Namorados está chegando e que essas datas comerciais são uma oportunidade de manifestar amor, dar e receber presentes, fazer algo diferente e marcar uma comemoração. Não precisamos esperamos o dia 12 de junho para isso, claro, mas: por que não fazer neste dia também?

O Dia dos Namorados lembra que é preciso marcar dia e horário para celebrar o amor. Os afazeres, compromissos e responsabilidades do dia a dia muitas vezes nos fazem esquecer de olhar para a relação e dar atenção a quem amamos e, em meio a uma pandemia, com tantos problemas ao mesmo tempo, tendo que administrar uma nova rotina, pode ser ainda mais desafiador.

Nem só de espontaneidade vive o romantismo, mas também de planejamento e previsibilidade. Combinem de ver um filme juntos, começar uma série, preparar um almoço ou jantar diferente (ou pedir delivery!).

Eu queria dizer: aproveite todos os dias como se fossem dia dos namorados. Mas sabemos que não cabem nos dias dos adultos tantos dias e horários para comemorações. Por isso, se puder aproveitar no dia 12 de junho, aproveite. Se por alguma razão não puder, marque outro dia. Você pode, inclusive, definir uma outra data de comemoração e torná-la única.

Comemore a felicidade de ter a quem amar. No dia 12 de junho ou em qualquer outro dia. Feliz Dia dos Namorados!

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Demonstrações de amor nas redes sociais

As redes sociais fazem parte das nossas vidas e, principalmente neste momento de pandemia, em que muitas pessoas estão isoladas de familiares e amigos, percebemos a importância da tecnologia para as relações sociais. Estamos enviando muito mais mensagens, áudios e vídeos. Trabalhando, estudando, conversando e até fazendo confraternizações online.

Se antes separávamos vida “real” e “virtual”, hoje fica nítido que isso não existe. Somos seres integrais. Expressamos sentimentos, emoções, opiniões e nos comportamos em diversos ambientes, inclusive os digitais.

Em tempos modernos é impossível não perceber as relações de amor nas redes. E o peso que os status de relacionamento têm hoje na sociedade. Lembro que quando me casei, de papel passado e registro em cartório, meu filho disse em tom de ironia “se não trocou o status do facebook não se casou.” Ele falou brincando. Mas falou algo importante: as redes sociais demonstram quem somos e como estamos – por mais que seja apenas um recorte, uma parte do que desejamos mostrar.

As pessoas expõem os seus relacionamentos de maneiras diferentes. Algumas são mais calorosas, publicam fotos e declarações o tempo todo, outras mais reservadas. Cada um tem um jeito e, por isso mesmo, fica fácil identificar quando algo não vai bem. Quem publicava todo dia, repentinamente não faz uma declaração sequer em semanas, quem nunca publicava nada logo começa a publicar milhares de fotos.

Recém-separados também ficam evidentes, porque mesmo não falando absolutamente nada sobre o fim do relacionamento, excluem fotos a dois, começam a publicar mais fotos em festas, com amigos e, em tempos de pandemia, selfies com frases motivacionais. Aliás, fiquem atentos aos amigos que de uma hora para a outra começam a publicar fotos com legendas motivacionais. Se tiver intimidade entre em contato.

Eu acho linda toda forma de amor e suas manifestações. Como já gosto de um textão, não perco oportunidade de demonstrar afeto, principalmente, em datas comemorativas. Mas fico preocupada com as publicações de algumas pessoas que parecem querer se autoafirmar, apresentar um amor perfeito ou dizer que está tudo bem quando claramente não está. Não precisamos parecer felizes aos olhos dos outros, sabe?

Brigou? Está com problema no relacionamento? O casamento está em crise? Publicar foto romântica com palavras bonitas não vai melhorar a relação. Chore pelo fim da relação, não precisa postar que está bem. Aproveite a reconciliação, não precisa mandar indireta para a amante. Declare-se ao novo amor sem vergonha. Mude o status de relacionamento nas redes. Mas faça por você. Faça pela pessoa que ama. Não pelo que as pessoas que mal fazem parte da sua vida vão achar.

Demonstre amor, dentro e fora das redes. Mas seja sincero com seus sentimentos.

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Amor e Carnaval

Eu não sou – e nunca fui – a mais animada das foliãs. O que não significa que não goste de Carnaval. Torço pela Portela e pela Viradouro, respeito todo o trabalho dedicado às escolas de samba durante o ano inteiro. Carnaval é arte, é crítica, é resistência, é cultura, é samba. Mas também é frevo, axé, funk. E o feriado é bom para todo mundo. Para quem gosta de se jogar nos blocos, desfilar nas escolas de samba, ficar em casa, viajar, ir para um retiro espiritual, colocar as séries em dia, estudar. Não importa.

Mas este texto não é uma crítica sobre carnaval nem sobre feriado. É uma tentativa de escrever sobre amor em tempos de carnaval. Conheço muitas histórias de casais que se conheceram nesta época, se apaixonaram e formaram uma família. Conheço outros que se separaram, algumas vezes por motivos fúteis, porque um deles queria curtir os dias a sós. Assim como conheço pessoas que curtiam Carnaval, desfilavam em escolas de samba, iam a blocos, mas deixaram de festejar por terem se casado com quem não, simplesmente, não gosta de “bagunça”.

Sobre terminar para festejar os dias sozinho não há muito o que dizer: falta interesse pela pessoa, não é mesmo? Que apaixonado abdica da oportunidade de ficar vários dias com quem faz seu coração vibrar? Conhecer alguém em meio aos festejos eu acho lindo. De verdade. Meu coração canceriano fica feliz com histórias de amor, ainda mais quando acontecem em momentos que a maioria diz ser improvável.

Já pessoas que deixam de curtir o Carnaval, porque o companheiro não gosta eu acho tão triste! Ouvi recentemente de uma senhora com mais de setenta anos: “eu gostava muito de carnaval, mas meu marido nunca gostou e desde então não fui mais”. Eu sei que a vida muda e muitas vezes não é possível colocar o bloco na rua, ou não como antes. Crianças pequenas, por exemplo, exigem um tipo atenção, tem uma rotina e, claro, deixam os pais cansados. Mesmo aqueles que sempre pularam dias seguidos podem curtir de maneira diferente neste período. Mas a vida toda?

Imagina: você gosta de chocolate, mas não pode comer nunca mais, porque seu marido não gosta. Não faz sentido. Seria bem mais fácil se as pessoas se apaixonassem por quem gosta das mesmas coisas, mas nem sempre isso acontece. Por que é tão difícil conciliar os gostos, respeitar as diferenças e fazer os dois felizes? Por que um tem que abrir mão totalmente do que sempre gostou para fazer a relação ir adiante?

Como você aproveita estes dias de folia? Se refugia bem longe das festas? Se enche de purpurina da cabeça aos pés? Torce por alguma escola de samba? Está buscando um amor no carnaval? Quer continuar sem um par ou já tem um há vários carnavais? Seja como for, aproveite com muita alegria e amor, porque, como todos sabem, “todo carnaval tem seu fim.”

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Alma gêmea

Alma gêmea, metade da laranja, nascidos um para o outro, destinos traçados na maternidade. A maior parte das pessoas, quando se apaixona, quer acreditar que o seu romance estava escrito nas estrelas, é mágico, especial e único. E isso torna tudo mais bonito, não é mesmo?

Não podemos negar que o amor é, sim, uma grande potência. Mas almas gêmeas são construídas dia a após dia. Toda empolgação do começo muitas vezes não dá em nada. E por diversas razões: havia só interesse de conquistar, as pessoas não estavam sendo verdadeiras, mas, sobretudo, muitas pessoas não estão dispostas a investir em uma relação.

Você até pode gostar de alguém à primeira vista e no primeiro encontro jurar que encontrou a pessoa certa, mas, para ter certeza, vai precisar encontrar outras vezes. Vai precisar investir seu tempo, abrir suas emoções, se envolver e permitir que o outro faça o mesmo.

Mas até que ponto as pessoas que reclamam que não encontram sua cara metade desejam viver um relacionamento longo? Somos educados a acreditar que vivemos melhor quando acompanhados, que todos devem se casar, ter filhos e constituir uma família. E por isso muitos procuram um grande amor. Não todos. Alguns, ainda que digam que sim, têm dificuldade de construir relações.

Por mais que o mundo tenha mudado, algumas pessoas permanecem casadas, ainda que infelizes, para não serem consideradas fracassadas diante de uma separação. E muitas nem chegam a criara vínculos duradouros com medo de dar errado. Ou porque não encontraram alguém que valha a pena compartilhar a vida.

Alma gêmea existe. Desde que você compreenda que ela é uma pessoa comum, com qualidades e defeitos, sem dons especiais e sem poderes mágicos. É uma dessas tantas pessoas loucas que, apesar de tanto ódio no mundo, apesar de tantas decepções e desilusões, continua acreditando que o amor vale a pena. E sempre valerá.

Você é uma alma gêmea?

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Casais que conversam são mais felizes

Todos nós nos comunicamos o tempo todo, na vida pessoal, profissional ou acadêmica. Mas, sabemos, nem sempre somos compreendidos ou nos fazemos compreender. A comunicação é um desafio e, constantemente, início de vários mal-entendidos, fonte de mágoas, desavenças e afastamento entre as pessoas. Quando se trata de relacionamento amoroso muitos reclamam que o parceiro não entende o que dizem, que não há um momento em família para conversar sobre o dia a dia, que não é compreendido, que não têm apoio.

A verdade é que não aprendemos a nos comunicar e, sim, a falar. Não somos ensinados a identificar nossas necessidades, expor sentimentos, falar para o outro o que sentimos e ouvir sem julgar. Alguns de nós aprendem na marra. Outros procuram ajuda para aprender. Mas muitos não aprendem nunca e quando se dão conta estão vivendo um relacionamento distante, sem diálogo, em que cada tentativa de iniciar uma conversa vira uma discussão.

O que cada um de nós pode fazer para manter uma boa comunicação na relação? Sobre o que podemos conversar? O que devemos fazer para proteger o relacionamento? Como os casais felizes se comunicam? A Psicologia pode ajudar. Ela tem mostrado quais comportamentos melhoram a comunicação conjugal e tornam os relacionamentos mais felizes.

Então vamos lá:

  1. Faça da conversa um hábito

Crie o hábito de conversar, seja no café da manhã ou no jantar. No tempo que tiverem juntos. Pergunte “como foi o seu dia?”, por mais banal e trivial que isso possa parecer, quem não gosta de saber que, ao chegar em casa tem alguém interessado no que você fez e como se sente?

  1. Relembre momentos felizes

Conversar sobre os acontecimentos vividos têm a capacidade de nos fazer sentir mais ligados a quem amamos. Então pegue o álbum de fotos ou comecem a fazer um. Conversem sobre as memórias que construíram juntos: o primeiro beijo, o primeiro encontro, uma festa divertida que foram, um show que ficou marcado, uma viagem inesquecível.

  1. Conte a sua história

Compartilhar a sua história de vida, e ter disponibilidade para conhecer a do outro, é muito importante em uma relação duradoura. Fale da sua infância, da sua família, das suas experiências passadas. As pessoas se sentem mais próximas umas das outras quando conhecem seu passado e compartilham sua bagagem emocional.

  1. Compartilhe e respeite os sentimentos

Falar a respeito dos seus sentimentos faz com que a pessoa amada se sinta mais amparada e aberta a falar dos seus. E, uma vez, que a pessoa que ama fale o que sente cabe a você prestar atenção no que diz e mostrar que ela tem direito de se sentir como está.

  1. Lute pelos seus sonhos

Não coloque no outro a responsabilidade de te fazer feliz. Cabe a você lutar pela concretização dos seus objetivos. Portanto, fale dos seus planos e objetivos, diga onde quer chegar, exponha seus sonhos. Não é justo, de uma hora para outra, tomar decisões que afetam o casal se em nenhum momento conversou sobre isso. Por outro lado, preste atenção no que o outro diz, incentive a buscar seus sonhos e ajude a realizá-los. A relação fica mais viva quando torcemos pela felicidade do outro e o outro pela nossa. Quando o casal se torna uma equipe.

  1. Não dê conselhos que não foram pedidos

Na maioria das vezes, ao falar de um problema, seja ele familiar ou profissional, a pessoa prefere uma demonstração de empatia a um sermão. Ouça. Coloque-se no lugar no outro. Acolha sentimento de quem você ama e, se sua opinião não foi solicitada, não dê. Se colocar como dono da verdade, sair dizendo o que fazer, ainda que seja com a melhor dos intensões, pode trazer discussões e mal-entendidos. Tem hora de falar e de calar.

  1. Demonstre o seu amor

Não importa o tempo que estão juntos. Dizer eu te amo, abraçar e demonstrar afeto nunca é demais. Ao imaginar que o outro já sabe o que sentimos e, por isso, deixar de dizer, afasta o casal. E demonstre nas suas ações cotidianas, pois palavras sem ações não têm muita validade.

Para terminar, eu escrevi alguns textos que falam sobre comunicação e também podem ajudar:

Manter uma boa comunicação não é tão fácil quanto imaginamos, pois depende de conhecermos a nós mesmos e o outro, mas quando há amor vale a pena tentar.

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