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Casais que conversam são mais felizes

Todos nós nos comunicamos o tempo todo, na vida pessoal, profissional ou acadêmica. Mas, sabemos, nem sempre somos compreendidos ou nos fazemos compreender. A comunicação é um desafio e, constantemente, início de vários mal-entendidos, fonte de mágoas, desavenças e afastamento entre as pessoas. Quando se trata de relacionamento amoroso muitos reclamam que o parceiro não entende o que dizem, que não há um momento em família para conversar sobre o dia a dia, que não é compreendido, que não têm apoio.

A verdade é que não aprendemos a nos comunicar e, sim, a falar. Não somos ensinados a identificar nossas necessidades, expor sentimentos, falar para o outro o que sentimos e ouvir sem julgar. Alguns de nós aprendem na marra. Outros procuram ajuda para aprender. Mas muitos não aprendem nunca e quando se dão conta estão vivendo um relacionamento distante, sem diálogo, em que cada tentativa de iniciar uma conversa vira uma discussão.

O que cada um de nós pode fazer para manter uma boa comunicação na relação? Sobre o que podemos conversar? O que devemos fazer para proteger o relacionamento? Como os casais felizes se comunicam? A Psicologia pode ajudar. Ela tem mostrado quais comportamentos melhoram a comunicação conjugal e tornam os relacionamentos mais felizes.

Então vamos lá:

  1. Faça da conversa um hábito

Crie o hábito de conversar, seja no café da manhã ou no jantar. No tempo que tiverem juntos. Pergunte “como foi o seu dia?”, por mais banal e trivial que isso possa parecer, quem não gosta de saber que, ao chegar em casa tem alguém interessado no que você fez e como se sente?

  1. Relembre momentos felizes

Conversar sobre os acontecimentos vividos têm a capacidade de nos fazer sentir mais ligados a quem amamos. Então pegue o álbum de fotos ou comecem a fazer um. Conversem sobre as memórias que construíram juntos: o primeiro beijo, o primeiro encontro, uma festa divertida que foram, um show que ficou marcado, uma viagem inesquecível.

  1. Conte a sua história

Compartilhar a sua história de vida, e ter disponibilidade para conhecer a do outro, é muito importante em uma relação duradoura. Fale da sua infância, da sua família, das suas experiências passadas. As pessoas se sentem mais próximas umas das outras quando conhecem seu passado e compartilham sua bagagem emocional.

  1. Compartilhe e respeite os sentimentos

Falar a respeito dos seus sentimentos faz com que a pessoa amada se sinta mais amparada e aberta a falar dos seus. E, uma vez, que a pessoa que ama fale o que sente cabe a você prestar atenção no que diz e mostrar que ela tem direito de se sentir como está.

  1. Lute pelos seus sonhos

Não coloque no outro a responsabilidade de te fazer feliz. Cabe a você lutar pela concretização dos seus objetivos. Portanto, fale dos seus planos e objetivos, diga onde quer chegar, exponha seus sonhos. Não é justo, de uma hora para outra, tomar decisões que afetam o casal se em nenhum momento conversou sobre isso. Por outro lado, preste atenção no que o outro diz, incentive a buscar seus sonhos e ajude a realizá-los. A relação fica mais viva quando torcemos pela felicidade do outro e o outro pela nossa. Quando o casal se torna uma equipe.

  1. Não dê conselhos que não foram pedidos

Na maioria das vezes, ao falar de um problema, seja ele familiar ou profissional, a pessoa prefere uma demonstração de empatia a um sermão. Ouça. Coloque-se no lugar no outro. Acolha sentimento de quem você ama e, se sua opinião não foi solicitada, não dê. Se colocar como dono da verdade, sair dizendo o que fazer, ainda que seja com a melhor dos intensões, pode trazer discussões e mal-entendidos. Tem hora de falar e de calar.

  1. Demonstre o seu amor

Não importa o tempo que estão juntos. Dizer eu te amo, abraçar e demonstrar afeto nunca é demais. Ao imaginar que o outro já sabe o que sentimos e, por isso, deixar de dizer, afasta o casal. E demonstre nas suas ações cotidianas, pois palavras sem ações não têm muita validade.

Para terminar, eu escrevi alguns textos que falam sobre comunicação e também podem ajudar:

Manter uma boa comunicação não é tão fácil quanto imaginamos, pois depende de conhecermos a nós mesmos e o outro, mas quando há amor vale a pena tentar.

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Demonstre afeto

A maioria das pessoas cresce com a ideia de que no amor é necessário fazer jogos de sedução. Fingem que não esperam ligações, se o crush liga não atende ou atende e diz que tem compromisso, e várias outras simulações que conhecemos bem. Ou já fizemos igual ou já vimos fazer ou já fizeram com a gente.

Jogos de sedução consistem em demonstrar que nada está garantido. E, para isso, o artifício é não mostrar com clareza o que sente. Eu vejo problema nesse jeito de se relacionar, mas não estou aqui para julgar e criticar quem prefere se relacionar dessa maneira. A questão é: com frequência vejo casais que estão juntos há muito tempo agindo dessa maneira.

Uma relação duradoura se mantém viva a medida em que as pessoas demonstram os seus sentimentos. São mais felizes os casais que mostram, de maneira verbal ou não verbal, o amor, a gratidão, a admiração que sentem um pelo outro. Vocês escolheram ficar juntos, já disseram incontáveis vezes “eu te amo”, mas, ainda assim é importante dizer mais uma vez.

E, mais importante ainda do que dizer eu te amo, é ser coerente com as declarações de amor. É dar apoio, demonstrar afeto, ajudar, elogiar, incentivar, agradecer. Diga obrigado(a) pelas pequenas coisas que o outro faz por você, isso significa que você reconhece que ele(a) não é obrigado(a) a fazer nada por você e faz por amor. Por carinho. Por gentileza. Por cuidado.

Cuide do seu relacionamento, peça por favor, diga obrigada, fale bom dia, boa tarde, boa noite. Com beijos, preferencialmente. E não fique esperando que leia seus pensamentos. Entendo quem, depois de um aborrecimento, não quer expor o que está sentindo e discutir o assunto, mas se não encontrar um momento para falar não fique esperando que amarrar a cara fará com que o outro entenda exatamente o que está sentindo.

Você já demonstrou seu amor hoje? Mande uma mensagem, compre um cartão, faça um elogio, abrace, diga eu te amo. Quem não gosta de se sentir valorizado, amparado e amado?

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Amor em banho-maria

Acredito que todo mundo conhece alguém que vive uma relação que não ata nem desata, que não sabe ao certo o que é, que quando pensa que acabou o outro ressurge ou que, por alguma razão, não acaba. Isso acontece mais na juventude, quando as paixões são mais fugazes e as pessoas, principalmente os homens, gostam de ter sempre alguém “na estante”.

Por alguma razão algumas pessoas continuam se contentando com menos do que merecem, se sujeitando a ser segunda opção na vida de alguém ou cedendo sempre às vontades do outro e não às suas. O amado desaparece, não liga, marca encontro e desmarca em cima da hora, mas a pessoa permanece à disposição dias, meses ou até anos.

Quem aceita uma relação que nunca vai adiante, a qual não é dada uma denominação, em que não se sabe o que pode ou não cobrar, que parece que chegou ao fim e recomeça, desperdiça a oportunidade de conhecer pessoas que têm interesse em viver um relacionamento sem altos e baixos, sem esconde-esconde, sem incertezas.

O problema da paixão é que ela não é algo simples e racional. Muitas vezes, apaixonadas, as pessoas aceitam coisas que jamais aceitariam em sã consciência. E em uma relação em banho-maria ficam esperando que o outro tome uma decisão, que mude de comportamento, que o status do relacionamento seja definido. Em vão.

Por pior que seja levar um não, ouvir que que o outro não tem interesse em construir um relacionamento ou que o amor chegou ao fim e deseja terminar, acredite: é melhor do que viver em uma eterna indecisão, a angústia da espera e viver estagnado em uma relação que não existe.

Se hoje você vive um amor em banho-maria, que você não sabe exatamente o que é, e está satisfeito com isso, tudo bem. Mas se não está permita-se desejar mais, colocar os pontos nos is, explicitar o que deseja. E, se tiverem interesses divergentes, ainda que sofra, termine e vá em busque do amor que merece.

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Seu relacionamento é uma prisão?

Escrever sobre relacionamento amoroso me fez mais observadora em relação ao comportamento das pessoas e, principalmente, dos casais. Eu ando na rua e presto atenção em como conversam, se olham, trocam confidências ou parecem distantes mesmo quando estão próximos. Também observo o que falam de seus parceiros quando estão longe. E como falam com ele ao telefone.

Transporte público é um bom local para observar as pessoas. Muitas falam sem nenhum pudor ao telefone, durante toda a viagem. Não ligam, portanto, se alguém presta atenção. Há casais apaixonados que se beijam, se abraçam, riem cúmplices. E há aqueles que brigam, ficam de cara de feia, trocam farpas e indiretas. Aos olhos de todos, sem constrangimento algum.

Mesmo não conhecendo as pessoas somos capazes de perceber a maneira como lidam com seus parceiros. Com respeito, amor, paciência, parceria. Ou o contrário. Vemos se, mesmo acompanhados, olham para outras pessoas ou dão em cima delas num momento de distração do parceiro.

Dos casais que conheço, infelizmente, na maior parte das vezes, vejo que o discurso não converge com a prática. Casais super apaixonados nas redes socais parecem desconhecidos quando vemos pessoalmente. Homem com foto da esposa e filhos na mesa de trabalho, com caso extraconjugal escancarado. Cônjuges que vivem falando mal dos seus parceiros e depois posam ao seu lado como se nada tivesse acontecido. Esses são apenas alguns exemplos.

Certamente você conhece casais que juram amor eterno e se desrespeitam. Pessoas que têm compromisso, mas vivem atrás de aventuras amorosas. Mulheres que vivem elogiando seus maridos, mas são menosprezadas por eles. Ou que vivem criticando e na sua presença parece que ele é a melhor pessoa do mundo.

A impressão que dá é que as pessoas vivem um mundo de mentiras, se escondem em uma relação, deixam de ser quem gostariam para demonstrar ao mundo que são confiáveis, têm uma família, possuem um casamento sólido. Dia desses ouvi de uma mulher recém-separada uma frase que me marcou: “eu me libertei!”.

Fiquei feliz que tenha se libertado, embora eu não a conheça e não saiba exatamente a quais correntes ela estava presa. Mas fui embora pensando que muitos relacionamentos são como prisões. Há uma crença de que casar é abandonar a própria vida, viver em função do outro e negar sua individualidade.

Relacionamento é um compromisso e exige responsabilidade. Cada escolha individual implicará numa consequência para o casal. Mas não pode ser uma prisão. Amar não é sofrer e abdicar de nós mesmos como nos ensinaram a vida toda – embora não seja um mar de rosas o tempo inteiro

O amor precisa revelar o melhor de nós mesmos, não o inverso. E amar se aprende amando. Buscando soluções diárias para o relacionamento e fazendo com que a relação seja enriquecedora todos os dias.

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