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Como aliviar o estresse?

Eu sou uma pessoa estressada. E não falo por falar. Tenho exames de sangue que comprovam meu cortisol, chamado popularmente como “hormônio do estresse”, nas alturas. Mas, sejam sinceros, tem como não ter estresse vivendo no caos em que nos encontramos? Acredito que poucas pessoas conseguem essa proeza.

O estresse pode afetar todos os aspectos da nossa vida, incluindo as emoções, comportamentos, capacidade de raciocínio, a saúde física e mental. Nenhuma parte do corpo está imune e o estresse pode manifestar sintomas físicos, como acne, dores de cabeça, dores crônicas, alergias e problemas de pele, diminuição da energia, insônia, alteração no apetite, queda de cabelo, problemas digestivos.

O estresse está presente na nossa rotina, faz parte da nossa vida e dificilmente conseguiremos evitá-lo por completo. Mas é possível adotar alguns hábitos para lidar com ele, se sentir melhor e ficar longe desses sintomas:

  • Praticar atividade física com regularidade
  • Adotar uma alimentação equilibrada
  • Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e energéticas
  • Tomar chá, principalmente de camomila, mulungu e erva-cidreira
  • Terminar as tarefas que inicio e organizar o tempo
  • Escrever o que sinto
  • Assistir filmes e séries leves e bem-humoradas, que façam rir
  • Fazer técnicas de respiração e meditação

Quero esclarecer que: se descobrir que tem cortisol alto ou baixo, ou qualquer taxa de hormônio inadequada, procure um médico. Sei também que, durante a pandemia, devido a todas as situações que estamos vivenciando, algumas pessoas desenvolveram crises de ansiedade ou depressão. Outras já tinham e os problemas se intensificaram. Se esse é o seu caso, procure um psicólogo.

Cuidar de nós mesmos e adotar hábitos saudáveis é muito importante para a saúde física e mental, mas em alguns casos é necessário a ajuda de um profissional especializado. Procurar ajuda não é fraqueza, é coragem.

Cuide-se bem.

Texto publicado no blog pessoal da autora em 14 de julho de 2020.

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Como manter o equilíbrio emocional em tempos de Coronavírus?

O COVID-19 chegou ao Brasil. O que antes era uma preocupação distante passou a impactar a vida de todos nós. No Rio de Janeiro, assim como em outros lugares, as aulas estão suspensas, eventos culturais e esportivos foram adiados, locais públicos, como parques e museus, estão fechados à visitação e empresas estão adotando medidas para diminuir o avanço do novo coronavírus.

Embora muitas pessoas ainda não acreditem na gravidade do novo coronavírus, e não estejam respeitando todas as orientações, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já declarou, no dia 11 de março, que se trata de uma pandemia. E a nossa rotina já mudou. De alguma maneira mudou. O aumento do número de infectados, as primeiras mortes no Brasil e o reconhecimento da possibilidade de escassez de recursos faz com que muitos de nós estejam com medo e pode levar ao desenvolvimento de crises de ansiedade e depressão.

É difícil lidar com a realidade de que não sabemos quando e nem como essa toda essa crise irá acabar. Muitos não sabem se vão conseguir manter o emprego. Pais estão lidando com as crianças em casa tendo que trabalhar – ou desesperados por serem autônomos e não ter trabalho -, filhos impossibilitados de verem os pais para preservá-los, eventos sendo desmarcados, planos sendo repensados. Não temos controle de nada. E em momentos como este isso fica ainda mais evidente.

Diante de tudo isso, como manter a nossa estabilidade emocional ? Vivendo um dia de cada vez. A situação é grave, não podemos ignorar e desvalorizar o que está acontecendo, mas não há saúde mental se não continuarmos vivos. Precisamos cuidar da nossa saúde física, cumprindo as diretrizes dos especialistas da área de saúde. Se está suspenso das aulas e do trabalho presencial, não fique passeando. Não é período de férias. Tenha contato com o menor número possível de pessoas, preocupe-se com a sua higiene, se alimente bem, procure ter uma boa noite de sono.

Eu sei que não é fácil ver a rotina mudar de uma hora para a outra e não poder planejar o que vai ser daqui para a frente. Mas essa fase vai passar. Uma hora vai passar. E, para que passe mais rápido, todos precisamos nos cuidar, cuidar de quem amamos e nos mantermos fortes.

Crônica publicada no dia 18 de março de 2020 no blog pessoal da autora.

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A sua ansiedade aumenta no final do ano?

Os estabelecimentos comerciais estão com enfeites natalinos, os supermercados já vendem panetone, os vizinhos já têm guirlanda na porta e as pessoas começam a se organizar para saber como serão realizados os festejos da virada de ano. E o que era para ser apenas alegria, se transforma em mais uma fonte de estresse.

A chegada do fim do ano lembra que nem todas as metas foram alcançadas e, para muitas pessoas, fica a sensação de que o tempo passou muito rápido e a sua vida não avançou. E eu li, esta semana, uma matéria justamente sobre isso: o aumento da ansiedade e depressão nessa época de fim de ano.

Não é difícil entender o porquê: medo, insegurança, trabalhos inacabados, frustração, carência, objetivos não alcançados, cansaço, questões financeiras, saudade de familiares que já não vivem entre nós. Cada um de nós tem a sua razão, mas todos, de alguma maneira, ficam ansiosos com a chegada das festas, nem que seja para se preocupar com a ceia.

No final do ano nos damos conta da lista que fizemos no início e não fomos capazes de cumprir. Pagar as dívidas, praticar exercícios físicos, largar o cigarro, adotar uma alimentação saudável, poupar dinheiro, arranjar um emprego, encontrar um amor. Embora nem todas as metas dependam exclusivamente de nós, não cumpri-las gera angústia e frustração.

Está ansioso? Você não é o único. A impressão de que fez pouco, conquistou pouco, não atingiu suas metas e não se realizou é mais comum do que imaginamos. Mas é verdadeira? As tantas responsabilidades cotidianas podem fazer com que as pessoas não percebam as mudanças de objetivos e tenham a sensação de que não foram capazes de realizar o que queriam, mesmo que tenham feito muito mais do que imaginavam.

O final do ano representa o final de um ciclo. Seja menos exigente consigo mesmo e confie que o próximo ano será melhor. Não tem jeito. A sensação de incompletude faz parte da natureza humana. Em maior ou menor grau sempre estará presente em algum momento da nossa vida. E é essa sensação que nos faz desapegar de valores, refletir sobre os nossos objetivos, refazer os planos e ter força para continuar. Siga o curso da vida.

O que é realmente necessário para a sua vida? É hora de pensar sobre isso para não sofrer com as expectativas que os outros têm e seguir em paz com a sua essência e seus planos. Passada essa euforia com o fim de ano, um outro chega e nos dá a oportunidade de começar de novo.

Crônica publicada no blog de Giseli Rodrigues no dia 11 de novembro de 2019.

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