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A sua ansiedade aumenta no final do ano?

Os estabelecimentos comerciais estão com enfeites natalinos, os supermercados já vendem panetone, os vizinhos já têm guirlanda na porta e as pessoas começam a se organizar para saber como serão realizados os festejos da virada de ano. E o que era para ser apenas alegria, se transforma em mais uma fonte de estresse.

A chegada do fim do ano lembra que nem todas as metas foram alcançadas e, para muitas pessoas, fica a sensação de que o tempo passou muito rápido e a sua vida não avançou. E eu li, esta semana, uma matéria justamente sobre isso: o aumento da ansiedade e depressão nessa época de fim de ano.

Não é difícil entender o porquê: medo, insegurança, trabalhos inacabados, frustração, carência, objetivos não alcançados, cansaço, questões financeiras, saudade de familiares que já não vivem entre nós. Cada um de nós tem a sua razão, mas todos, de alguma maneira, ficam ansiosos com a chegada das festas, nem que seja para se preocupar com a ceia.

No final do ano nos damos conta da lista que fizemos no início e não fomos capazes de cumprir. Pagar as dívidas, praticar exercícios físicos, largar o cigarro, adotar uma alimentação saudável, poupar dinheiro, arranjar um emprego, encontrar um amor. Embora nem todas as metas dependam exclusivamente de nós, não cumpri-las gera angústia e frustração.

Está ansioso? Você não é o único. A impressão de que fez pouco, conquistou pouco, não atingiu suas metas e não se realizou é mais comum do que imaginamos. Mas é verdadeira? As tantas responsabilidades cotidianas podem fazer com que as pessoas não percebam as mudanças de objetivos e tenham a sensação de que não foram capazes de realizar o que queriam, mesmo que tenham feito muito mais do que imaginavam.

O final do ano representa o final de um ciclo. Seja menos exigente consigo mesmo e confie que o próximo ano será melhor. Não tem jeito. A sensação de incompletude faz parte da natureza humana. Em maior ou menor grau sempre estará presente em algum momento da nossa vida. E é essa sensação que nos faz desapegar de valores, refletir sobre os nossos objetivos, refazer os planos e ter força para continuar. Siga o curso da vida.

O que é realmente necessário para a sua vida? É hora de pensar sobre isso para não sofrer com as expectativas que os outros têm e seguir em paz com a sua essência e seus planos. Passada essa euforia com o fim de ano, um outro chega e nos dá a oportunidade de começar de novo.

Crônica publicada no blog de Giseli Rodrigues no dia 11 de novembro de 2019.

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Muito além do peso

Assisti, recentemente, o documentário “Muito além do peso” (Brasil, 2012), dirigido por Estela Renner que aponta a epidemia de obesidade infantil e, desde então estou recomendando para todo mundo. O filme é impressionante. E necessário.

Conhecer a história de várias crianças que apresentam problemas de coração, respiração, depressão e diabetes tipo 2 em decorrência da má alimentação é chocante. Saber que há muitas outras na mesma situação é desesperador. E, diante disso, o filme nos leva a refletir sobre o papel e envolvimento do governo, dos pais, das escolas, da publicidade e da indústria alimentícia em relação a obesidade.

O filme contextualiza de forma aspectos importantes da dinâmica político-econômica na obesidade infantil. E não dá para ignorar que ter o que comer todos os dias, no país que vivemos, é um privilégio, mas comer adequadamente é um luxo. Há ignorância em relação a alimentação? Muita. Mas há falta de tempo e dinheiro para preparar lanches saudáveis para os filhos, há refeitórios escolares com comida industrializadas e cantinas cheias de biscoitos, salgados e refrigerantes. É comida ruim para todo lado.

Embora fale dos problemas da má alimentação para as crianças – que terão consequências por toda a vida – serve para qualquer um de nós que, inevitavelmente, precisa comer todos os dias. Fazemos as melhores escolhas? Sabemos o que estamos ingerindo? Preparamos nosso alimento? Oferecemos opções saudáveis para a nossa família?

Nem todas as pessoas podem escolher o que comer, muitas nem sequer comem todos os dias. Nós, que podemos, estamos nutrindo nosso corpo ou o envenenando? O que comemos hoje influenciará na nossa saúde. Diretamente.

“Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”

Hipócrates

Crônica publicada no blog da autora em 1 de outubro de 2019.

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Cuide da saúde: tenha relacionamentos saudáveis

Relações sociais são importantes para o bem-estar das pessoas. E não sou eu que estou dizendo. De acordo com um estudo da Universidade da Carolina do Norte, quanto mais e melhores laços construímos ao longo da vida, melhor é a nossa saúde. Inclusive física.

Esta pesquisa vincula de forma direta as relações sociais com condições físicas como obesidade abdominal, inflamações diversas e pressão sanguínea elevada, fatores que podem levar a problemas de saúde a longo prazo, como doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e até mesmo câncer.

Muitas pessoas se preocupam em ter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas, o que é fundamental para a saúde e recomendo para todas as pessoas que conheço, mas poucas se preocupam com a qualidade dos relacionamentos que constroem.

Como são os seus relacionamentos? Eles trazem alegria? Que tempo dedica aos filhos? Que tipos de amigos você coleciona? Como é a relação com o cônjuge? Como são as interações familiares? Seus amigos ficam felizes com suas conquistas? Seus familiares são afetuosos? Você confia em seu parceiro? Você tem quem te apoie em momentos de tensão?

O ser humano é um ser social. Não é necessário ser Psicólogo, nem fazer pesquisa, para verificar que precisamos fazer parte de grupos, conversar, dar opiniões, participar de eventos sociais. Por que as redes sociais fazem tanto sucesso? Não vou entrar na discussão sobre a diferença das interações online e off-line, mas elas mostram que seres humanos gostam de se conectar uns aos outros.

Na adolescência a quantidade de amigos é mais importante que a qualidade, mas com o tempo, principalmente na meia idade, o que importa não é o número, mas a qualidade. Então, comece hoje a cultivar os amigos com os quais vale a pena envelhecer e se livrar daqueles que lhe fazem mal. É mais difícil se livrar de familiares tóxicos, mas em prol da sua saúde física e mental, procure alternativas para lidar com eles.

Tenha uma alimentação saudável, pratique atividade física regularmente, beba água, use filtro solar. E colecione relacionamentos saudáveis. Tenha a seu redor pessoas que torcem por você, que te dão apoio em momentos de crise, que te acompanham, que te ouvem, que querem lhe ver bem. Sua saúde agradece.

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