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Deslealdade

Por mais que seja comum em nossa sociedade, eu sempre fico chocada com histórias de infidelidade. Mais ainda quando conheço os personagens. Fico pensando no quanto as pessoas são desleais, falsas, hipócritas e cínicas mentindo descaradamente para os seus parceiros enquanto eles nem imaginam o que está acontecendo.

“Ah, acontece se apaixonar por outra pessoa”, “ninguém é de ninguém”, “paixão é assim, repentina”. Sei lá. Infidelidade não é um acidente. Você não tropeça em alguém na rua e se apaixona. Não é atropelado e se apaixona. Não cai e se apaixona. Para que duas pessoas se relacionem elas precisam se envolver e, para haver envolvimento, elas precisam permitir.

Dito isso, quero dizer mais uma vez que eu considero traição uma completa falta de respeito e honestidade com alguém que te ama. É também de um profundo egoísmo se envolver com outra pessoa e viver como se estivesse sozinho quando já tem um compromisso e, muitas vezes, uma família. Às vezes o traidor mente para tanto para o cônjuge quanto para o amante, que nem sabe onde está se metendo.

As coisas não vão bem? O amor acabou? O desejo sumiu? Converse. Procure ajuda terapêutica, separa. Começou a se envolver com alguém sendo que você já tem um compromisso? Se não tem intenção de se separar, afaste-se. Evite problema. Não faça os outros sofrerem. Precisa viver um relacionamento às escondidas, que nunca é tão escondido, e expor a pessoa que está ao seu lado ao ridículo?

Amor tem a ver com compromisso e responsabilidade. É ter genuíno interesse no outro, cuidar, se dedicar, pensar que suas atitudes têm impacto na vida do outro. Amar exige maturidade, sabe? E não importa quantos anos algumas pessoas tenham elas continuam imaturas. Sem qualquer responsabilidade emocional.

Nem todo relacionamento dura para sempre. Mas, enquanto durar, pode ser honesto e verdadeiro. E o mínimo que cada um deve fazer é andar de mãos dadas com alguém sem que ele corra o risco de ser apontado na rua por ser enganado. Entende o que estou dizendo?

Ninguém é obrigado a ficar com ninguém e, por isso mesmo, trair é de uma enorme crueldade. E não entra na minha cabeça. Não seja desleal com quem te ama.

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Amar vale a pena

Os relacionamentos transformam as nossas vidas e todos eles nos influenciam de alguma maneira. Por meio da convivência com os pais, os filhos, os irmãos, os amigos, tocamos e somos tocados. Sofremos, nos preocupamos, torcemos, ficamos alegres, ajudamos, ensinamos e aprendemos. E mudamos.

Se olharmos para a pessoa que fomos conseguimos identificar diferenças em relação a pessoa que somos agora. Mudamos hábitos, repensamos atitudes, concordamos com coisas que julgávamos erradas e vice-versa. Ou deveríamos, já que com o passar do tempo e o avançar da idade, vem a sabedoria e maturidade.

Todas as situações que vivemos e, principalmente, as relações que construímos, são responsáveis por nos tornar quem somos. Por isso falar de amor e, principalmente, de relações amorosas, é tão fascinante para mim: ser parte de um casal é uma experiência significativa e transformadora.

Apaixonados conhecemos uma parte de nós até então desconhecida. Quando amamos aprendemos diariamente sobre liberdade, compreensão, tolerância, felicidade, visão de futuro. Na prática. Dia após dia. Os conflitos, ainda que inevitáveis, revelam características de cada um e servem para ajustar as arestas.

Sempre defenderei que é possível ser feliz sozinho e que é melhor estar só do que mal acompanhado. Mas somos ridiculamente felizes quando amamos e somos amados. Quando temos ao lado alguém que nos faz sentir seguros e nos ajude a enfrentar os obstáculos que surgem pelo caminho.

Amar é ser, viver e sentir. E vale a pena.

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Cada história tem os seus desafios

Manter um relacionamento duradouro não é tarefa simples. Mais do que amor é preciso vontade. De estar junto, de querer compartilhar a vida, de entrar em consenso, de investir no relacionamento, de apoiar, de pedir ajuda, de fazer com que o amor dê certo.

Com o passar do tempo o relacionamento vai mudando. Por uma razão muito simples: as pessoas vão mudando. Dentro de uma relação isso significa que, constantemente, os acordos precisam ser reavaliados, os desejos revistos, os planos refeitos. Uma relação é composta do eu e do nós.

É muito importante alimentar a individualidade, lutar pelos seus próprios objetivos, se dedicar às suas paixões. Isso torna as pessoas mais interessantes. Você lembra quando, no início do relacionamento, admirava a garra, o entusiasmo e a paixão com que o seu amor se dedicava a alguma coisa?

Se a individualidade é importante, os rituais a dois também são. Ter momentos a dois, prazer na companhia um do outro, encontrar uma atividade que possam fazer juntos, num mundo tão conturbado e cheio de responsabilidades, é essencial para a conexão amorosa.

Conversas pouco significativas, medo de falar alguma coisa, não se sentir livre para expor emoções, ter dúvida sobre o que sente pelo outro, não existir momentos a dois ou ser proibido de fazer suas atividades são sinais de que as coisas não estão bem.

Relacionamentos longos passam por diversas fases. Nascimento e crescimento dos filhos, problemas financeiros, mudança de residência, doenças familiares, morte de ente queridos. Cada fase tem também seu desafio e, claro, nestes momentos é possível que a conexão emocional seja prejudicada.

Portanto, é importante olhar para a relação e perceber se é uma fase ou não. Se não for é provável que a insatisfação aumente cada vez mais, até que não seja possível restabelecer a conexão e sintonia amorosa.

O maior desafio de uma relação amorosa está no óbvio: é preciso que os dois queiram estar juntos. E existe muita gente maluca, corajosa, que acredita no amor e está disposta a amar. Mesmo sabendo que terá desafios pela frente.

Cada casal tem a sua história. Cada história os seus desafios.

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Concentre-se no que o outro faz bem

Você se apaixonou perdidamente, namorou, casou e resolveu viver sob o mesmo teto com o ser amado, alma gêmea, metade da laranja. Como todo casal, sonhava em viver o feliz para sempre, até que a morte os separe. É claro que, não sendo mais criança, já sabia que, diferente dos contos de fadas infantis, a felicidade precisa ser construída todos os dias. E se comprometeu a fazer isso.

A vida adulta é cheia de compromissos e responsabilidades. Viver sob o mesmo teto, embora seja uma delícia, requer compartilhar mais do que amor e paixão: contas, afazeres domésticos, educação dos filhos, programação familiar, problemas, estresses profissionais e uma série de coisas que vão além de beijinhos e carinhos sem ter fim.

Em meio a tanto cotidiano, que suga a vida de todo adulto, muitas vezes os casais se veem desapontados, estressados e incomodados com a pessoa pela qual se apaixonaram. Por razões pequenas como a pia molhada depois de lavar a louça, um pote mal fechado, uma ligação telefônica menos calorosa, uma desatenção que fez um objeto cair, chegam a se desentender e brigar.

Certamente não dá para negligenciar o que o outro faz de negativo, fingir que não se ofendeu, esconder que ficou magoado com determinado comportamento. Mas é necessário encontrar equilíbrio para expor seus sentimentos e criticar de forma construtiva, que venha a contribuir para o crescimento da relação, ao invés de fazer tempestade desnecessariamente a cada pequena atitude.

O outro é uma pessoa diferente. Que pensa diferente. Age diferente. Tem opinião diferente. Aprendeu de maneira diferente. Por isso é compreensível que coisas simples, que você costuma fazer de uma maneira, o amor de sua vida faça de outra. Parece óbvio, e é. Mas a convivência faz com que muitas pessoas esqueçam disso e comecem a exigir que seja feita a sua vontade, assim na terra como no céu.

Aprendemos, desde cedo, a criticar o outro, apontar erros, ver o lado negativo. Em uma relação amorosa algumas vezes acontece o mesmo: você enxerga os defeitos. Todos temos pontos negativos e seu amor saberá apontar muitos dos seus se formos perguntar. Mas, e as qualidades?

O que fez com que você se apaixonasse pela pessoa que está ao seu lado hoje? O que você vê de bom nela? O que só essa pessoa sabe a seu respeito? De que maneira ela faz você se sentir bem? Como ela te ajuda? Você elogia com a mesma frequência com que critica? Ou acha que tudo que o outro faz bem não é mais do que obrigação?

Enfatize o positivo. Elogie. Demostre admiração. Diga “eu te amo”. Agradeça. Não permita que o cotidiano, as responsabilidades, as obrigações, os compromissos e estresse de cada dia transformem a leveza do amor em uma relação pesada, áspera e difícil de sustentar. Comece aceitando que são diferentes, e não almas gêmeas. Mas que podem enriquecer um ao outro com as diferenças. E amor.

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Amar não é precisar

Quando se trata de relacionamento amoroso são muitas as histórias. Casais que vivem juntos há anos, outros que vivem separando e voltando, pessoas que casam e separam com facilidade, famílias com filhos de casamentos anteriores, casais que vivem em casas separadas, outros que convivem com um parceiro que vive viajando, uns que sonham com filhos, outros que não querem pensar em ser pais.

Cada um de nós é um mundo inteiro. O que torna cada relacionamento diferente um do outro. Com regras, rotinas, hábitos e planos próprios. Desde que todos estejam felizes e reconheçam um pouco de cada um na relação que construíram, que não tenham concordado com determinadas situações por medo de desagradar ou serem abandonados, não há nenhum problema.

Em uma relação longa é natural que nem sempre as decisões satisfaçam a ambos, que haja desacordos e em alguns momentos seja necessário discutir as diferenças. Infelizmente algumas pessoas não conseguem reconhecer, aceitar e valorizar o que sentem e deixam suas necessidades afetivas em segundo plano por medo de perder e terminar a relação.

Quem ama se preocupa com o relacionamento, não deseja magoar o outro nem fazê-lo sofrer. O que é diferente de viver como se a qualquer momento a relação fosse ter um ponto final, como se tudo que fizer coloque o relacionamento em risco e tenha que aceitar tudo para manter a relação.

Viver a dois é uma coisa boa. O amor pode trazer satisfação pessoal e momentos de alegria, mas ninguém precisa estar em uma relação para ser feliz. Estar com alguém não é garantia de felicidade. Se as pessoas não estão satisfeitas consigo mesmas antes de se apaixonar ou consideram que só serão felizes com um par, provavelmente estarão mais suscetíveis a relações abusivas.

Aprender a reconhecer as próprias emoções e lidar com elas é muito importante para que cada um descubra o seu valor, entenda que merece ser feliz e se respeite para se fazer respeitar. Você não tem que estar preso a alguém por acreditar que não pode ser feliz sozinho.

A maior felicidade em um relacionamento é reconhecer que não precisa do outro e estar preso por vontade, por amor, por prazer. Para fazer o outro feliz é preciso estar feliz também.

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