Entre idas e vindas

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Casais que ficam entre idas e vindas, separam e voltam, brigam e logo em seguida estão jurando amor eterno, todos nós conhecemos. A pessoa diz que separou num dia e no outro já desconfiamos que o casal voltou às boas. Mas o que desencadeia essas separações e reconciliações? O que faz com que alguns casais não sustentem suas decisões? Por que algumas pessoas vivem separando e voltando?

Quando se trata de relacionamento alheio fica difícil chegar a alguma conclusão, mas desconfio que essas pessoas rompem o relacionamento de maneira impulsiva, terminam sem pensar realmente em separar e têm dificuldade de se comunicar, preferindo terminar a chegar em um denominador comum.

Muitas pessoas acreditam que terminar o namoro ou dar um tempo é uma boa maneira de evitar brigas maiores, esperar a raiva passar e resolver os problemas. Mas, como percebemos, muitos casais criam a dinâmica de separar e voltar. Não resolvem os conflitos, só adiam. E, ao se deparar com eles novamente, separam mais uma vez.

Qualquer relação sofre altos e baixos, mas se toda vez que ocorrer situações difíceis o casal resolver separar e voltar depois de terminada essa fase, jamais irá superar os problemas. Perdem a oportunidade de enfrentar os obstáculos juntos, criar confiança um no outro, processar o que aconteceu e amadurecer a ideia. Inclusive de que o relacionamento acabou e precisam se separar.

Separação deve ser algo considerado sério. Não deve ser usado como ameaça, não deve ser decidido sem que o casal reflita a respeito de ficarem longe um do outro. Quando as coisas parecem difíceis e a o entendimento impossível, o casal deve buscar uma solução, libertar-se das mágoas e pensar se dão uma chance ao relacionamento ou se acabam de uma vez com a relação.

Idas e vindas não são benéficas para a construção de um relacionamento saudável. Ficam as mágoas, o medo de perder a pessoa amada a qualquer desentendimento, a incerteza da continuidade da relação, a falta de confiança, a incapacidade de criar laços com alguém que já os desfez inúmeras vezes. É fundamental ter consciência das questões que sempre levam ao término e, se não for possível resolvê-las e superar as dificuldades, refletir se não é melhor terminar de uma vez.

Virar as costas para um problema não vai fazer com que ele deixe de existir quando o casal fizer as pazes. Vai só adiar a discussão. Mas há quem volte para o parceiro, mesmo insatisfeito com a relação, pois tem medo da solidão, acredita que pessoas bem-sucedidas devem estar acompanhadas e estar sozinha é sinal de fracasso.

Aos casais que se amam e não conseguem se entender: avaliem as causas dos desentendimentos, o porquê de optar pela separação mesmo que doa ficar longe do outro e sabendo que vai implorar para voltar depois. Caso seja impossível encontrar soluções, procurem ajuda profissional enquanto é tempo. Não perca a oportunidade de ter uma relação feliz.

Aos que não amam mais o outro, mas acabam voltando por medo da solidão: não se contente com migalhas, ame-se e acredite que você pode ter um relacionamento do jeito que merece. Se a pessoa te ameaça, diz que vai te fazer mal ou se matar, procure ajuda, não passe por isso em silêncio.

O amor é uma escolha. Escolha se vai ou se fica. Porque até para quem está de fora é muito cansativo ficar ouvindo tantas histórias de idas e vindas.

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Um pensamento sobre “Entre idas e vindas

  1. […] publicada originalmente no Amor Crônico em 6 de fevereiro de […]

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