Arquivo da categoria: Crônicas

Como foi o seu dia?

Conversas a dois nem sempre vão acontecer diante de paisagens paradisíacas, com uma taça de vinho na mão, durante uma viagem. E também não dá para deixar passar os acontecimentos do dia a dia, esperando um clima, um momento ou um a hora ideal para saber como o parceiro está. Sempre é hora de demonstrar interesse genuíno pela vida do outro. E é isso que torna qualquer relacionamento mais forte.

É claro que nem todos os dias estamos animados, prontos para contar detalhes, querendo falar de cada situação vivida. Mas ter alguém que pergunte “como você está? Como foi o seu dia? Quais as novidades?’ não deixa qualquer pessoa mais segura, confiante e certa de que é querida? O amor está nas pequenas coisas, nas demonstrações simples de afeto, num pouco de atenção dispensada entre um compromisso e outro.

Ao fim do dia, perguntar como foi o dia da pessoa amada também é uma ótima oportunidade para falar dos afazeres domésticos, dos planos a dois, das pendências dos filhos e da casa, de todas as novidades que aconteceram e os aborrecimentos que surgiram. É a hora de se conectar ao outro, fazer com que participe da sua vida e da sua rotina, já que passaram o dia longe um do outro.

Muitas pessoas, com o passar do tempo e a duração do relacionamento, vão esquecendo de fazer o simples acreditando já saber tudo que se passa na cabeça do outro e todos os passos que ele dá no dia a dia. Ainda que a intimidade, a convivência e a rotina lhe permitam conhecer o parceiro em profundidade, perguntar como ele está, como se sente e o que fez nunca é ridículo nem desinteressante.

Crie a rotina de conversar com o seu companheiro. Conte o que lhe aconteceu, como se sentiu, o que planeja. E ouça, verdadeiramente, o que ele tem a dizer. Por mais que se conheçam, por mais tempo que estejam juntos, o amor sempre precisa de atenção e cuidado, que pode ser demonstrado em uma simples frase “como foi o seu dia?”.

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Amor em tempos de redes sociais

Infidelidade sempre existiu. Todos nós conhecemos histórias de traições. Diversos livros, filmes, peças teatrais e séries falam de relações extraconjugais, pessoas que têm mais de uma família, filhos de relacionamentos fora do casamento. Quando a humanidade nasceu, nasceu também a traição, a mentira e a deslealdade.

Mas qual é o impacto das redes sociais nos relacionamentos amorosos? É mais fácil trair hoje em dia do que foi no passado? Eu adoro redes sociais e acredito que a internet é uma invenção maravilhosa. Acho ótimo poder encurtar distâncias, fazer pesquisas, publicar opiniões, compartilhar matérias. Mas eu acho sim, que trair hoje em dia é bem mais fácil do que foi tempos atrás.

Não estou dizendo com isso que a internet é culpada pelo comportamento inadequado das pessoas, porque não é. Não é ela que cria pedófilos, traficantes, redes de prostituição, difamações, notícias falsas. São as pessoas, já criminosas, que utilizam de novos meios para cometer seus crimes. Assim como pessoas já infiéis se utilizam dos meios de comunicação atuais para marcar encontros, conhecer pessoas e se comunicar com seus novos parceiros.

Amigos dos tempos de escolas, ex-amores, colegas de trabalho, a atendente que conheceu num evento. Todo mundo pode ser adicionado na rede de contatos do outro sem que você conheça a história que há por trás de cada um desses personagens. E eles podem puxar assunto, curtir publicações e se fazerem presentes mesmo à distância. Pouco a pouco, podem se aproximar da sua cara metade, se interessar por ela, trocar telefone, falar pelo whatsapp, mandar mensagens nas redes sociais e se tornar cada vez mais próxima e presente. Sem que você fique sabendo.

Relacionamentos amorosos, que nunca foram simples, ganharam, sim, novos desafios com as redes sociais. Conheço mulheres que descobriram que seus maridos estavam no tinder e demais aplicativos para arranjar um par amoroso. Outras que descobriram que o marido tinha outro perfil no facebook, em que os familiares e amigos comuns não faziam parte. E há quem tenha descoberto uma traição por causa de uma mensagem no whatsapp. Você deve conhecer uma história assim também. Ou pior: ter vivenciado alguma.

A tecnologia tem facilitado a vida de quem é infiel, mas a internet deixa rastros. A marcação em uma foto ou check in, várias curtidas de alguém que até pouco tempo nem fazia parte do círculo de amigos, comentários subliminares. Portanto, não vale a pena invadir a privacidade do outro, impedir de ter redes sociais, pedir as senhas. Lembre-se: as redes sociais não criaram as traições, elas já existiam muito antes da internet.

Se o ciúme invadir seu coração, se a intuição disser que aquela amiga é mais do que isso, se achar estranho qualquer comportamento do parceiro, converse. Pode até ser que ele minta, invente uma história, finja que são coisas da sua cabeça, mas não há mentira que dure para sempre. Nem na internet nem fora dela.

Concentre-se em manter um bom relacionamento, em conversar com o parceiro, em se comunicar por todos os meios de comunicação que puder, em viver o seu amor da melhor maneira possível. E respeite quem você ama nas redes sociais e fora dela.

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Sobre as pequenas mentiras

Dois homens sentaram ao meu lado no transporte público. Eram amigos e levaram sanduíches e refrigerantes para fazer um lanche durante a viagem. Até aí nada demais. Foram conversando sobre família, trabalho, coisas cotidianas, até que um deles disse “quando eu chegar em casa vou falar com aminha mulher que estou sem fome, que não comi nada e estou de dieta”. O colega, sem entender o porquê omitir que comeu um salgado, questionou: “por que você vai mentir? Não é mais fácil falar que comeu no caminho?”.

O amigo tentou a todo custo convencê-lo de que não existia razão para mentir. Mas todos os seus argumentos eram refutados com desculpas mais estapafúrdias do que omitir que comeu um salgado. E eu fiquei pensando que, assim como ele, existem pessoas que gostam de mentir, vivem de mentiras, omitem acontecimentos, inventam histórias. Que mentir nos relacionamentos é algo comum, recorrente e visto como normal.

Quem de nós não conhece uma amiga que faz uma compra e diz para o marido que estava na promoção? Ou que não tem dinheiro, mas pede do marido para economizar o seu? Um colega de trabalho que depois da festa da empresa foi para outro lugar, mas falou para mulher que o evento acabou mais tarde? Um amigo que diz que vai pescar, mas foi para outro lugar e só comprou o peixe no mercado para disfarçar?

Por que as pessoas optam por mentir quando dizer a verdade é tão mais simples? Como conseguem se lembrar das histórias que cria? Será que não se confundem com tantas invenções? Eu não tenho resposta para isso. Só sei que mentir, seja por qualquer motivo, é desnecessário e quem mente por pequenas coisas aos poucos passa a mentir por circunstâncias maiores.

Mesmo as mentiras que parecem inofensivas podem estragar um relacionamento. Conhecer alguém e omitir, comprar um presente para um amigo ou familiar e nem mencionar, ir em um encontro inocente e esconder, comprar uma roupa e dizer que ganhou, inventar uma promoção para comprar alguma coisa, almoçar com um grupo de colegas e omitir que alguém estava presente e não mencionar por medo da reação do outro são exemplos de mentiras, que se forem descobertas, podem trazer mal estar, desentendimento e insegurança.

Descobrir que o outro mentiu leva a desconfiança, insegurança e a crença de que há mais coisas escondidas do que as que foram descobertas. Se você precisa esconder o que faz sua relação não está bem. Se você esconde tudo que faz sem que haja motivo para isso talvez você não esteja bem.

Muitas pessoas acreditam que mentir os torna livres e deixa a vida mais interessante. Mas na verdade são prisioneiros de suas ações, têm medo de serem descobertos e correm o risco de estragar seus relacionamentos por bobagens. Liberdade é ter segurança para falar o que fez e o que sente sem medo.

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A pulga atrás da orelha

Esta semana assisti uma entrevista em que a frase de uma psicóloga, especializada em terapia familiar e conjugal, não saiu da minha cabeça: “quando a pessoa está com uma pulga atrás da orelha, de fato aquela pulga está lá”. E explicou que, ainda que o cônjuge não esteja traindo e nada tenha feito de errado, desconfiar do outro é sinal de que as coisas não vão bem.

Uma vez que a gente desconfia não tem jeito: os sentimentos de frustração, decepção, raiva e medo se revelam. Mas o que fazer diante de uma desconfiança, de um achismo, de um ciúme? Geralmente as pessoas ficam remoendo tudo que estão sentindo, pois não sabem nem como conversar com o parceiro sobre o que estão sentindo. Ou explodem causando conflitos, brigas e desentendimentos.

Não ter liberdade para abordar seus sentimentos de forma clara, segundo a psicóloga que assisti, é uma pulga. Não poder falar que sente ciúme de alguém é outra pulga. Não poder perguntar quem é a pessoa que adicionou no facebook é mais uma pulga. Assim como cada um dos sentimentos negativos que corroem a pessoa por dentro e a impede de compartilhar por medo da reação do outro.

É claro que, com a proliferação das redes sociais e meios de comunicação, as oportunidades de conhecer alguém aumentam e o número de infiéis também. E, ainda que não signifique que todas as pessoas estão em busca de novas aventuras e traem seus parceiros, é normal sentir ciúmes, sim. Das pessoas que você não conhece, de novas amizades, de comportamentos diferentes.

Não é normal pedir a senha do outro, invadir a privacidade, proibir de conversar com as pessoas e ter amigos. Isso já é desrespeito, loucura, agressão. Mas mesmo os mais respeitosos e sãos sentem ciúmes vez ou outra e ficam inseguros. São humanos, portanto. Mas é importante analisar os motivos da insegurança e… conversar com o companheiro – e conversar é diferente de ter acessos de raiva, brigar, gritar e causar tumulto.

Lembra da pulga? Enquanto você não conversar ela continuará lá e, independente de ter existido uma traição, uma mentira, uma deslealdade, na sua cabeça ela continuará existindo. E será suficiente para atrapalhar a sua relação amorosa.

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O começo do fim

Relações amorosas terminam por diversos motivos e o fim tem várias formas. Muitos casais começam a discordar de tudo, falar mal um ao outro, discutir, chorar e resolvem que não dá mais para conviver sob o mesmo teto. Mas nem todos terminam debaixo de discussões calorosas, o que significa a fúria não é indicativo de que uma separação está por vir.

Uma vez ouvi de um advogado que atuava na área de família que sabia quando o casal desistiria da separação pelo modo pelo qual se comportavam. Na maior parte das vezes aqueles que ainda discutiam, se revoltavam e ainda encontravam forças para brigar voltavam. Ainda mais se ainda sentissem desejo um pelo outro.

Pessoas que não viam a hora de chegar a um acordo e nunca mais olhar para a cara de quem já amou um dia, que não se importavam com o que o outro dizia e simplesmente não queriam nada mais do que pôr um fim em toda a relação geralmente não voltavam. O que essa observação tem a nos dizer? Que é a indiferença e o desinteresse que matam o amor.

Muitas vezes as pessoas já estão em uma relação que já acabou, só não se deram conta disso. Ou se deram conta, mas pelos filhos, situação financeira, hábito, costume ou sei lá mais o que, mantêm o relacionamento. Não brigam, não sentem ciúmes, não fazem planos em comum, cada um tem os seus programas, pouco se falam, mas vivem sob o mesmo teto.

Mas como identificar que uma relação está chegando ao fim? Eu não sou especialista em relações familiares e, quando se trata de interações humanas, não confio em fórmulas, bulas e receitas prontas. Manter uma relação não depende de uma única pessoa, não é mesmo? Apesar de todo o olhar atento, carinho, amor e dedicação, o outro pode chegar de repente e dizer que não vê mais sentido em tudo que construíram e decidir ir embora.

Ainda assim acredito que quando pessoas maduras e seguras dos seus sentimentos decidem ficar juntas não é de repente que resolvem ir embora. E se o fazem é porque se depararam com o desinteresse. Há coisa mais triste do que conviver com alguém que não liga para suas necessidades emocionais, não presta atenção em você e é indiferente a tudo que você faz?

Então preste atenção ao seu relacionamento. Se nada do que seu parceiro faz ou fala te interessa, se os fins de semana não são mais sinônimo de diversão a dois, se há infidelidade emocional, se as necessidades do outro são desprezadas, se você critica tudo o que outro faz ou nem discute mais pelo fato de achar que nada do que fale vai adiantar, mal sinal.

No entanto, quando há amor e os dois se preocupam em salvar a relação, é possível chegar a uma solução e encontrar a felicidade conjugal novamente.

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