Amor em tempos de redes sociais

Infidelidade sempre existiu. Todos nós conhecemos histórias de traições. Diversos livros, filmes, peças teatrais e séries falam de relações extraconjugais, pessoas que têm mais de uma família, filhos de relacionamentos fora do casamento. Quando a humanidade nasceu, nasceu também a traição, a mentira e a deslealdade.

Mas qual é o impacto das redes sociais nos relacionamentos amorosos? É mais fácil trair hoje em dia do que foi no passado? Eu adoro redes sociais e acredito que a internet é uma invenção maravilhosa. Acho ótimo poder encurtar distâncias, fazer pesquisas, publicar opiniões, compartilhar matérias. Mas eu acho sim, que trair hoje em dia é bem mais fácil do que foi tempos atrás.

Não estou dizendo com isso que a internet é culpada pelo comportamento inadequado das pessoas, porque não é. Não é ela que cria pedófilos, traficantes, redes de prostituição, difamações, notícias falsas. São as pessoas, já criminosas, que utilizam de novos meios para cometer seus crimes. Assim como pessoas já infiéis se utilizam dos meios de comunicação atuais para marcar encontros, conhecer pessoas e se comunicar com seus novos parceiros.

Amigos dos tempos de escolas, ex-amores, colegas de trabalho, a atendente que conheceu num evento. Todo mundo pode ser adicionado na rede de contatos do outro sem que você conheça a história que há por trás de cada um desses personagens. E eles podem puxar assunto, curtir publicações e se fazerem presentes mesmo à distância. Pouco a pouco, podem se aproximar da sua cara metade, se interessar por ela, trocar telefone, falar pelo whatsapp, mandar mensagens nas redes sociais e se tornar cada vez mais próxima e presente. Sem que você fique sabendo.

Relacionamentos amorosos, que nunca foram simples, ganharam, sim, novos desafios com as redes sociais. Conheço mulheres que descobriram que seus maridos estavam no tinder e demais aplicativos para arranjar um par amoroso. Outras que descobriram que o marido tinha outro perfil no facebook, em que os familiares e amigos comuns não faziam parte. E há quem tenha descoberto uma traição por causa de uma mensagem no whatsapp. Você deve conhecer uma história assim também. Ou pior: ter vivenciado alguma.

A tecnologia tem facilitado a vida de quem é infiel, mas a internet deixa rastros. A marcação em uma foto ou check in, várias curtidas de alguém que até pouco tempo nem fazia parte do círculo de amigos, comentários subliminares. Portanto, não vale a pena invadir a privacidade do outro, impedir de ter redes sociais, pedir as senhas. Lembre-se: as redes sociais não criaram as traições, elas já existiam muito antes da internet.

Se o ciúme invadir seu coração, se a intuição disser que aquela amiga é mais do que isso, se achar estranho qualquer comportamento do parceiro, converse. Pode até ser que ele minta, invente uma história, finja que são coisas da sua cabeça, mas não há mentira que dure para sempre. Nem na internet nem fora dela.

Concentre-se em manter um bom relacionamento, em conversar com o parceiro, em se comunicar por todos os meios de comunicação que puder, em viver o seu amor da melhor maneira possível. E respeite quem você ama nas redes sociais e fora dela.

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3 pensamentos sobre “Amor em tempos de redes sociais

  1. […] publicada no Amor Crônico em 06 de fevereiro de […]

  2. Mariana Castro de Oliveira disse:

    Oi Gisele, como vai?
    Há bastante tempo acompanho seu blog e adoro as publicações.Gostaria de te parabenizar pela iniciativa de escrever sobre amor em tempos tão duros.
    Sempre me identifico muito com as crônicas e acho todos os temas muito pertinentes e realmente muito próximos ao nosso cotidiano e vida real!
    Sou casada oficialmente há 2 anos, mas vivo com meu parceiro há cerca de 5 anos e já estamos juntos há 7. Sempre respeitamos a individualidade do outro e nunca tivemos crises de ciúmes por conta de amigos ou redes sociais, pelo contrário, sempre encaramos tudo isso numa boa, porém de um tempo pra cá, ele começou a fazer viagens pela empresa e, naturalmente, conheceu pessoas novas. Há uma moça, em específico, que me deixa insegura, intrigada ou com a pulga atrás da orelha, como você disse em outro post. Bom, seja lá qual for o sentimento que me toma no momento que falo sobre o assunto, a realidade é que não me sinto confortável com a “amizade” (que por vezes me parece às escondidas e bem mais do que isso).
    Já tentei puxar meu parceiro de volta, conversar, questionar sem invadir a privacidade e até mesmo perguntar quem é a tal moça, mas as respostas sempre parecem prontas e ele cada vez mais distante.
    Você já passou por isso? Existe alguma coisa que me aconselha a fazer? Como você disse, se a pulga está atrás da orelha, é porquê ela realmente existe. Devo ir atrás e tentar descobrir? Caso eu descubra uma traição, seria esta perdoável?
    Abraços!!!!

    • Oi, Mariana! Só hoje li seu comentário. :(
      Eu acho que todo mundo já passou por situações como essa ao longo de um relacionamento, principalmente quando o parceiro fica longe e convive com pessoas que não conhecemos. Sobre conselhos é difícil dizer. Julgo importante conversar e falar a verdade, abrir o coração e dizer que sente ciúme. Às vezes é o suficiente. Agora se uma traição for descoberta só você poderá dizer se vale ou não continuar a relação.
      Como essa publicação tem quase uma vez, espero que esteja sem a pulga e feliz!. ;)

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