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Como melhorar a vida a dois

Se você começou a ler esse texto pensando em encontrar fórmulas prontas, pode parar por aqui. Quando se trata de relacionamento, qualquer que seja ele, não existe receita, bula, fórmula ou mágica. Existe comprometimento, vontade de fazer dar certo e muito amor. Então esse texto nem precisaria ser escrito, certo? Errado. O óbvio também precisa ser dito.

Dividir a vida com alguém é um desafio, os casais podem confirmar. Mas quando a gente se apaixona e comete a loucura de morar sob o mesmo teto, juntar as escovas de dentes e compartilhar a vida, começa a ter a real compreensão do que é um relacionamento e a ver as relações familiares sob uma nova perspectiva.

Cada um foi criado de uma maneira, são mundos distintos que se unem e, em algum momento, isso traz conflitos. Passada a paixão, as diferenças trarão conflitos. Mas se há amor e maturidade também haverá aprendizado, crescimento e consolidação da relação. De todas as coisas que lemos sobre relacionamento, a mais verdadeira e importante é que o amor se constrói no dia a dia. Todos os dias.

É fundamental expressar o que incomoda, mas essencial reconhecer que o outro não é uma extensão de si mesmo e não nasceu para suprir as suas expectativas. Pense nas coisas que realmente são importantes e que fazem diferença no dia a dia, não fique discutindo o que não é primordial. Vários relacionamentos se desgastam por pequenas discussões desnecessárias.

Tão importante quanto falar o que desagrada, é reconhecer o que é positivo. Com o passar dos anos o hábito de agradecer ao outro por pequenas gentilezas e reconhecer os méritos acaba sendo esquecido, recupere isso. Elogie, agradeça, reconheça. Não acredite que o outro já sabe o que você acha.

Estar junto precisa significar parceria, amizade, confiança e cumplicidade. E talvez esteja aqui a grande lição deste texto: isso não depende só de você. Ame, se comprometa, se dedique, demonstre amor, mas não insista em uma relação que não é recíproca. Por maior que seja o amor, não dá para amar pelos dois.

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O casal e a coxa de frango

Li, já faz muito tempo, uma história que não sei exatamente como era, mas, em resumo, dizia que um casal de idosos, juntos há mais de sessenta anos, estavam reunidos com a família para comer um frango assado desses de padaria. Quando a filha pergunta qual a parte que a mãe mais gosta ela responde que é a coxa. O marido fica surpreso, pois ela sempre comeu o peito. E ela explica que sempre comeu o peito por saber que ele preferia a coxa.

O final do texto vocês já devem imaginar: a filha fica emocionada e a moral da história é que relações bem-sucedidas são assim, um renunciando a alguma coisa pelo outro. Pois bem. Muitos devem concordar com isso, achar a história fofa e romântica, mas, sinceramente, eu não achei. Passar a vida inteira com alguém sem falar da sua preferência? Comer por anos seguidos algo que não gosta muito para satisfazer o outro? E pior: sem permitir que o outro conheça seus verdadeiros gostos?

Por que estou trazendo essa história? Porque muitas vezes tomamos decisões, não falamos a verdade, agimos para agradar o outro e não levamos em conta as nossas preferências. E isso está errado. E, se voltarmos a história do frango, os dois podiam comer felizes, já que o frango tem duas coxas! Por que dificultar a vida?

Em um relacionamento duradouro, certamente, você vai fazer coisas que não deseja, renunciar a alguma coisa, ir a lugares que não gosta, aturar um parente inconveniente. Faz parte. A vida, até mesmo solitária, tem dessas coisas. Mas daí a fazer sempre algo que você não gosta para fazer o outro feliz, sem que o outro nem saiba que você está abdicando de alguma coisa, não é um pouco demais?

Não seja essa pessoa. Seja lá qual for a coxa de frango da sua vida a dois, repense. Fale a verdade. Diga o que gosta. Você não precisa renunciar sempre. Permita que o outro também deixe de comer a coxa para te dar. Permita que o outro também demonstre carinho e cuidado por você. Relacionamento é isso: um pelo outro, não um fazendo tudo pelo outro sempre.

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Cure-se para amar novamente

Nem todo amor dura para sempre. A maioria das relações amorosas são eternas enquanto duram, como já escreveu o poeta. E ainda bem. Hoje as pessoas são livres para permanecerem juntas ou não – o que é muito bom – e se responsabilizarem por suas escolhas. Estamos todos de acordo que não vale a pena viver uma relação que não faz bem.

Dito isso é importante dizer que, quando um amor acaba, não acaba da mesma forma para as pessoas envolvidas. Um ainda pode estar apaixonado, outro magoado, um deles já se envolveu com alguém e o outro não. Términos são sempre difíceis, mesmo quando acompanhado daquele papo “somo bons amigos, não estamos mais juntos, mas nos respeitamos.”

Terminar uma relação é, de certa maneira, viver um luto. A vida que construíram juntos deixa de existir e outra vai passar a existir. Algumas pessoas ficam perdidas, o que é compreensível e absolutamente normal, porque todo uma rotina precisa ser esquecida.  E como esquecer depois de tanto tempo compartilhando uma vida em comum?

Quem já terminou uma relação, e nem precisa ser um casamento, sabe o quanto é doloroso. Ou você ainda gosta da pessoa ou a pessoa ainda gosta de você ou aconteceu tanto coisa que só resta dor e tristeza onde deveria ser só amor e paixão. Não há nada de errado em chorar, dizer que nunca mais quer saber de ninguém, pedir colo aos amigos, sofrer comendo brigadeiro em frente a tv. Aliás, se você está vivendo a dor de uma relação que terminou, permita-se sofrer.

Não adianta ir para as redes sociais posar de alegre, fazer posts motivacionais, ir de bar em bar, frequentar todas as festas e resolver ficar com todo mundo para esconder seus sentimentos. Você não está escondendo seus sentimentos dos outros, mas de você mesmo. Até porque, gente recém-separada que apaga as fotos de ex e começa a publicar indiretas e exibir alegria é tão comum que às vezes nem conhecemos direito as pessoas e logo sabemos: terminou o relacionamento.

Cada pessoa lida com a dor de uma maneira, é verdade. Mas é preciso lidar com ela. Não tente fingir que ela não existe. Depois de um tempo as coisas se ajeitam. E se não se ajeitarem, procure ajuda profissional, mas se cuide. Se você não cuidar do seu coração, não refletir sobre a relação que viveu, não se permitir viver os seus sentimentos, provavelmente terá dificuldade para refazer sua vida e até se relacionar novamente.

E o que acontece quando um coração mal curado encontra um novo amor? A possibilidade de viver outra relação malsucedida, porque ninguém tem a obrigação de curar ninguém. Relações adultas são construídas por pessoas inteiras. Cure-se antes de se envolver com alguém que nem imagina as dores pelas quais você está passando.

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Como se formam os casais

É engraçado pensar que pessoas que nunca se viram antes, não tinham qualquer vínculo, de repente se tornam casais. Alguns se conhecem no transporte público, em aplicativos de relacionamento, na escola, no trabalho, numa praça, na praia, em um show, durante uma viagem. Conversam, trocam telefones, se beijam, marcam encontros, ficam, namoram, se casam, têm filhos.

Completos desconhecidos e estranhos se tornam uma das pessoas mais importantes na vida um do outro. Compartilham experiências, vivem momentos tristes e felizes, constroem uma vida em comum, que pode levar muitos ou poucos anos. Mas que deixam memórias, criam histórias e fazem com que este encontro, de uma maneira ou de outra, influencie a sua existência.

O amor é uma força potente. E, chega assim, meio de repente. Por mais que muitas pessoas sonhem em encontrar alguém para amar e ser amado, não imaginam que justamente aquele perfeito desconhecido vai se tornar essa pessoa. Ou alguém imaginou, depois do primeiro beijo ou do primeiro encontro, que a história estava só começando e viria muito mais?

É verdade que há casais formados por pessoas que já se conheciam, amigos de infância ou pessoas próximas da família, mas a maioria é construída por pessoas que nem imaginavam que se conheceriam um dia. E, de repente, estão ali traçando planos, sonhando juntas, construindo a própria família.

As pessoas estão lá, entretidas com a vida, fazendo suas coisas, conhecem alguém, se apaixonam e escrevem uma história. E isso é lindo. Prova que as pessoas são capazes de confiar umas nas outras, assumir riscos e se empenhar para contribuir com a felicidade de alguém.

Você encontrou o seu amor? Era alguém que já conhecia ou um completo desconhecido? Onde se conheceram? Se ainda não encontrou, lembre-se: um dia, quando menos esperar, um estranho fará parte da sua vida – se for isso que você desejar, claro.

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